quinta-feira, 23 de abril de 2026

Faltou pouco para sair com a vitória: principalmente por escolhas erradas e postura do time no fim do segundo tempo



O Cruzeiro estreou na Copa do Brasil com um empate fora de casa contra o Goiás. O maior vencedor da competição saiu atrás do placar, mas buscou a virada. Só não manteve o placar por falhas defensivas, ocasionadas por um recuo do time e pelas alterações no setor, a meu ver, equivocadas. Entendo que precisa rodar o time, mas mais uma vez por Matheus Henrique de primeiro volante é apostar que o errado vai dar certo. 

Com novo goleiro - que precisa ser mantido para ganhar ritmo e confiança - o Cruzeiro acabou sendo surpreendido cedo pelos donos da casa. 1-0, em rebote que Kauã Moraes dormiu no lance e permitiu ao lateral do Goiás chutar, após rebote de Otávio. O goleiro, aliás, foi bem, não tendo culpa nos gols. O Cruzeiro foi buscar o empate, com Arroyo, que jogou muito bem enquanto esteve em campo. Antes de ter igualado o placar, ele já tinha tentado outras três vezes.

No segundo tempo, o Cruzeiro dominou o jogo e poderia ter feito mais. Parou no goleiro Tadeu. Contudo, Jonathan Jesus, em tabela com Bruno Rodrigues, pôs o Cruzeiro na frente. Quando tudo levava a crer que o Cruzeiro sairia vencedor, o Goiás acertou um pombo sem asa, já no apagar das luzes e igualou o marcador. Uma pena para o Cruzeiro e uma resposta à postura adotada pela equipe, principalmente nos últimos 10 minutos. Não soube ficar com a bola e jogar em contra-ataque e, ainda, recuou demais. Quando não se tem um primeiro volante é quase um suicídio chamar o adversário para o próprio campo.

Hoje o Cruzeiro tem Romero, que não deveria ter saído. Quando deixar o campo, enquanto não trazem alguém, que deem chances ao Murilo, menino bom da base. Matheus Henrique está se queimando jogando ali, Walace não joga mais pelo clube e Lucas Silva atendeu momentaneamente, mas também não é a dele. Artur Jorge pecou nessa alteração e isso acabou causando um resultado que não trouxe justiça ao que foi o jogo. O Cruzeiro era merecedor da vitória. Não o fez por besteiras individuais, mais uma vez.

POR: JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 21 de abril de 2026

Mirando no futuro, apostando no presente



O Cruzeiro já começa a monitorar o mercado e Artur Jorge já conversa com o scout e diretoria sobre posições e nomes de atletas. Alguns, inclusive, que já trabalharam com ele e que chegariam como soluções de elenco, hoje limitado em peças e qualidade em diversos setores. Dessa forma, o Cruzeiro já entrou em contato com os clubes de alguns atletas para tentar a viabilidade da chegada deles na próxima janela. Até lá serão 12 jogos, o que faz com que o clube se preocupe com o futuro sem se descuidar do presente.

Nomes como do goleiro John (Nottingham Forest), Gregore (Al Rayyan), Barboza (Botafogo), Barco (Spartak) são alguns dos nomes falados em mídias e redes sociais. Atualmente o Cruzeiro possui carências no gol, primeiro volante, zaga, meia e ataque. Ou seja, pelo menos cinco necessidades, diferentemente do que o diretor de futebol Bruno Spindel falou há algum tempo. Para ele, o Cruzeiro tem um dos melhores elencos da América do Sul. O Cruzeiro sabe que isso é uma mentira deslavada e vai atrás dos reforços pedidos pelo técnico. Joaquin Pinto está em ação.

Até lá, o clube vai buscando pontuar e subir na tabela do Brasileiro, melhorar sua posição na Libertadores e não dar brechas na Copa do Brasil. Nesta quarta, aliás, terá o Goiás pela frente, fora de casa. Atletas poderão ser poupados. Jogadores suspensos para a partida contra o Remo, na próxima rodada do Brasileiro, jogarão normalmente, casos de Matheus Pereira, Fabrício Bruno e Lucas Silva. Kaio Jorge poderá jogar um pouco também para recuperar o ritmo de jogo, já que ficou de fora de dois jogos. Ele vem tratando, de forma intensiva, de uma pubalgia, ocasionada por excesso de carga feita pela antiga comissão técnica, justamente demitida.

Diante do Goiás, o Cruzeiro verá algumas caras conhecidas, como Anselmo Ramon (atacante), Ramon (zagueiro), Machado (volante) e Ezequiel (goleiro). Todos passaram pelo Cruzeiro, com mais ou menos importância.

Artur Jorge entende que não há por que poupar atletas. Contudo, só vai escalar aqueles que estiverem 100% fisicamente, com comunicação diária com o departamento de fisiologia. Será que dessa vez Otávio terá uma chance? Ou teremos que continuar torcendo para o time adversário não chutar a gol?

O que virá na janela é, ainda, um mistério. Mas o Cruzeiro não vai dormir no ponto como fez no início do ano, quando não soube montar o elenco de forma capaz de bater de frente com os principais times do Brasil e da América do Sul. A incapacidade gerencial e a passividade diretiva contribuíram para esse momento, que será medicado por Artur Jorge em alguns meses, principalmente se um ou outro tomarem um outro rumo, também na próxima janela. William interessa ao Grêmio e Walace, hoje, é carta fora do baralho. Tão fora que Gregore é apontado como possível reforço. Questão de tempo para deixar o Cruzeiro. Matheus Cunha poderia ir junto nessa barca. Kenji pode sair rumo à Lazio também.

POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Rodada boa para o Cruzeiro. Vitória mostrou domínio, tática e estratégia

O Cruzeiro venceu e contou com uma combinação boa de resultados nessa rodada do final de semana. Além de vencer bem o Grêmio - o time poderia facilmente ter feito três ou quatro não fossem as defesas de Weverton -, o Cruzeiro contou com alguns tropeços de times que estão ali, na parte de baixo da tabela, embolando um grupo que, em novo caso de vitória, pode subir bem na tabela, tirando a corda do pescoço e respirando um pouco aliviado.

Corinthians, Santos, Inter, Atlético-MG e, obviamente, o Grêmio, não venceram na rodada. O Vitória, logo acima, empatou em casa. Dessa forma, entre o 11º e o 16º há uma diferença bem pequena. Dependendo dos resultados da próxima rodada, os times que hoje estão com 16 pontos podem embolar ainda mais esse meio-campo, casos de Vasco e Botafogo. Fora da zona de rebaixamento, ainda que ali, na porta, o Cruzeiro pode subir de elevador já na próxima rodada, deixando equipes para trás e até potencializando as projeções pós-Copa. Até a parada serão 12 jogos, entre Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

Diante do Grêmio, o Cruzeiro entrou com o melhor que tinha na linha. No gol, obviamente não irei defender o que lá está, pois, para mim, não convence e não dá segurança. Felizmente o Grêmio chegou apenas uma vez e chutou na trave. Numa outra tentativa, chutaram por cima e, 10 segundos depois, o Matheus Cunha pulou, virando até meme. Mas, enfim, vencemos. Teve tática, domínio e estratégia.

Com uma defesa sólida, muito pelo retorno de Fagner e Jonathan Jesus, o Cruzeiro não deu tantos espaços e não deixou o adversário finalizar, felizmente. Com o retorno de Romero e Kaio Jorge, o Cruzeiro ganhou força no meio e no ataque, deixando o time do Grêmio perdido na marcação. Com uma defesa que deu espaços, o Cruzeiro soube aproveitar. Matheus Pereira, Romero, Kaiki, Arroyo, Christian e Gerson jogaram muito. Artur Jorge também soube a hora de mexer e poupar atletas para o jogo de quarta, contra o Goiás.

Aliás, há a possibilidade de que alguns atletas não sejam relacionados para essa primeira partida. Talvez não mexendo quatro vezes, como foi feito - e de forma equivocada - contra o Universidad Católica, mas dois ou três. Vamos aguardar. O bom é que Artur, ao contrário de Tite, sabe que não pode forçar um ou outro atleta, com risco de estourá-lo. Assim foi feito com Kaio Jorge, que contra o Grêmio jogou apenas os primeiros 45 minutos, após ficar de fora de muitos jogos. Neiser foi acionado e não decepcionou. Aliás, mostra que tem força e velocidade. 

O maior medo, no entanto, continua lá atrás. Contra o Goiás e testaria o Otávio. Acredito, na minha modesta opinião, que o nome da base para o gol é Vitor Lamounier. Vi vários jogos dele e consegui ver confiança, algo que o Otávio não me dá. Mas tendo que optar entre Otávio e Cunha, não há dúvidas. Vamos ver o que Artur Jorge pensa para esse jogo. Ele tem um plano.

Walace

O volante Walace não jogará mais pelo Cruzeiro. Desde o início de abril ele vem cumprindo um cronograma à parte e todo o cenário que permeou o atleta, do Brasil ou do exterior, não foram convidativos. No meio do ano, no entanto, sairá. O contrato dele é válido até 2028.

POR: JOÃO VITOR VIANA



quinta-feira, 16 de abril de 2026

Derrota em meio à falta de elenco e falhas individuais



O Cruzeiro não fez um bom jogo. Por mais que fosse possível vencer, o time apresentou uma série de falhas, principalmente defensivas, muito pelo fato da escalação ter sido equivocada e as substituições não terem surtido o efeito desejado. Com as entradas de Villalba e Matheus Henrique, o Cruzeiro piorou significativamente defensivamente e isso foi o pulo do gato para o Universidad Católica sair vencedora por 2 a 1 do Mineirão. Acertei o placar, errei quem venceu.

Time que usa de força aérea como seu trunfo conseguiu. A saída de Jonathan Jesus, de 1,85m, para dar lugar a Villalba, de 1,77m, foi um fator importante, assim como a entrada de Matheus Henrique, que não marca como um primeiro volante e deu brechas ao adversário. Kauã Moraes também não foi bem e William, que o substituiu no intervalo, foi ainda pior. Matheus Cunha, de novo, não foi decisivo. O que foi no gol, entrou. No ataque, o Cruzeiro bem que tentou. Mas parou no goleiro ou na trave. A arbitragem também teve uma participação tenebrosa. Defensivamente, duas falhas individuais, pelo alto, decretaram a derrota. 

Sem Kaio Jorge e Lucas Romero, o Cruzeiro perde sua espinha dorsal entre a defesa e o meio. Sem goleiro, a confiança é zero por parte da torcida. Matheus Cunha mais se assemelha a um goleiro-linha de futsal. Não serve para ser titular. Com a janela fechada e um planejamento horroroso, o Cruzeiro colhe, agora, os seus maus feitos. Não pode deixar chutar. Se chutarem, é torcer para marcarmos mais que o adversário finalizar.

Alguns poderão dizer: ah, mas o Matheus Cunha não teve culpa. Nunca tem. E o que vai, entra. Será mesmo que ele é tão azarado? Por mais que o segundo gol tenha sido um vacilo defensivo, a bola passou no meio das pernas dele. E mais: não sai do gol em nenhum cruzamento. Fica parado, feito um bocó, debaixo das redes. Isso mostra não apenas medo, mas um receio ainda maior de errar se sair. Goleiro fraco. Um grande time começa por um grande goleiro. O nosso está no estaleiro por conta do moedor de jogadores, demitido junto com o filho e a comissão técnica anterior.

Sobre o jogo, o Cruzeiro, mesmo com as escolhas mal feitas, foi melhor em boa parte. Mas sem uma referência, árbitro conivente com cera, com a violência e sem critério algum para faltas e/ou cartões e falhas individuais, a Raposa acabou sucumbindo, interrompendo uma ascensão. Agora é tentar não errar e ir para cima do Grêmio, domingo, 20h30, no Mineirão. O horário e esse tropeço na Libertadores deverão diminuir o público no estádio.

Artur Jorge deve rever alguns conceitos e escolhas. Se precisa rodar o time, precisa achar as reposições. Matheus Henrique não é primeiro volante; Villalba não está em boa fase; Matheus Cunha precisa ser preservado; e se Kaio Jorge não pode jogar, que Neiser jogue mais aberto, sem jogar de costas. Ele é mais eficiente jogando angulado que centralizado. Isso não impede que jogue com Arroyo. O ataque fica mais leve, inclusive. 

O elenco é curto, bem diferente do que disse o incompetente Bruno Spindel. O Cruzeiro precisa se encontrar antes da janela, dar chances a meninos da base como Murilo, Rayan Lelis, Bruno Alves, Otávio (Marcelo ou Vitor Lamounier), Kenji ou qualquer outro. Se o Cruzeiro não tem, na base, um goleiro melhor que Matheus Cunha, fecha! E não entendo o Murilo não ser o reserva imediato de Romero. Tite não gostava da base. Mas o Artur podia ver isso agora, que tem contrato até 2030. Temos joias que podem nos auxiliar, para ontem, alguns problemas.

POR: JOÃO VITOR VIANA

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Em busca de mais uma vitória, embalada pela renovação de Artur Jorge


O Cruzeiro entra em campo hoje, às 19h, expectativa de estádio cheio e com o desafio de vencer a terceira partida seguida. O clube, que tenta se reerguer do péssimo trabalho feito por Tite e sua turma, agora tem técnico. Inclusive foi anunciada a prorrogação do contrato de Artur Jorge até 2030, isso 23 dias depois de ser anunciado como treinador do clube. O carisma e o trabalho já levaram a direção a buscar um trabalho de qualidade a longo prazo. Ah se o Artur tivesse chegado no início do ano, participado do planejamento e feito suas avaliações... mas não dá para ficar chorando leite derramado e nem jogador moído pela comissão passada. É questão de analisar jogo a jogo e torcer para o trabalho ir cada vez mais evoluindo.

O Barcelona da Shopee foi atropelado pelo Boca Júniors, ontem, no La Bombonera (3-0). Isso quer dizer que o Cruzeiro tem que atropelar também? Óbvio que não. Mas seria bom que vencesse, mantendo a ascensão do time, a coesão do grupo e se isolasse na segunda posição, ao menos. Sem Kaio Jorge, Neiser deverá ser escolhido novamente como substituto, já que tem aproveitado as oportunidades. Parte da torcida tem cobrado uma melhor finalização do atacante, que é rápido, forte, sabe se posicionar e tem tido boas chances de marcar. Questão de tempo. Aliás, quem lembra do início do Kaio Jorge sabe que ele demorou bem mais para deslanchar que o Neiser. É apoiar porque o menino vai longe.

Quem tem chances de ser aproveitado também é Romero. O "Perro" se recuperou e está à disposição. Contudo, não acredito que inicie a partida. 

Provável time: Matheus Cunha; Fagner, Fabricio Bruno, Jonathan e Kaiki; Lucas Silva, Gerson, Christian, Arroyo e Matheus Pereira; Neiser.

Meu palpite: 2-1.


POR: JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 7 de abril de 2026

Vitória com segurança de um time que é capaz

O Cruzeiro venceu na estreia na Copa Libertadores. Fora de casa, em Guayaquil, venceu o Barcelona por 1 a 0, gol de Matheus Pereira. O jogo marcou o retorno da Raposa à Libertadores após sete anos. 

Com a defesa bem postada, o Cruzeiro foi bem, soube se postar em campo e, com mudanças na escalação, reestreou na competição e com vitória. O grupo é considerado um dos mais complicados e uma vitória fora conta muito.

Depois do jogo de resultado ruim contra o São Paulo, esperava-se que o time tivesse mudanças. Villalba, Matheusinho e William foram sacados por deficiência técnica. Fagner foi bem na direita, Lucas Silva jogou muito bem e Jonathan Jesus, enquanto esteve em campo, não comprometeu. 

Com menos chances criadas, o Cruzeiro foi cirúrgico. Primeiro tempo ok, com domínio de bola, mas poucas finalizações, mais esperando o adversário vir que atacar e, no segundo, pelo menos três chances, uma delas, bem finalizada por Matheus Pereira e outra, pessimamente definida por Chico da Costa. Matheus Cunha não comprometeu dessa vez.

O Cruzeiro que o torcedor esperava entrou em campo e venceu. Pode não ter feito um jogo maravilhosamente bom, mas venceu. O resultado é importante para o grupo e para a sequência do time em todas as demais competições. O campeão mineiro iniciou com o pé direito, ainda que o gol tenha sido de cabeça.

O Cruzeiro terá dois jogos em casa pela competição na sequência e, agora, mira o Bragantino, no fim de semana. É mais um jogo para entrar, vencer e subir na tabela. Gostei do que vi. O Cruzeiro é capaz.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Hora de foco, respeito e trabalho



Os três pontos sobre o Vitória não serviu como exemplo de mudada de chave e nem a goleada sofrida diante do São Paulo é terra arrasada. Entendo que o último jogo foi um placar um tanto quanto elástico dinte do que foi o jogo, mas mostrou que o time paulista foi bem mais eficiente que o próprio Cruzeiro. Com os resultados do final de semana, a Raposa se manteve entre os últimos e precisa, para ontem, recuperar os pontos perdidos, principalmente nas primeiras rodadas, quando sob o comando de Tite, empilhou lesões e resultados absurdos. Tite, agora, é cogitado no Corinthians. Torcendo, inclusive, para ir para lá.

Voltando ao que importa, o Cruzeiro já tem jogo na terça-feira (7/4) e tem que virar a chave total. Há quem já fale que o Cruzeiro precisa priorizar o Brasileiro em detrimento das copas. Não concordo, principalmente porque haverá um tempo, durante a Copa do Mundo para ajustar o time. E mais: A primeira fase da Libertadores é antes desse período. Logo, não tem nem como priorizar algo diante de outro. É ter foco, respeito e trabalho para as coisas irem se acertando com o tempo. E a torcida precisa parar de ser tão imediatista.

Sei que vai ter gente me xingando, mas acham mesmo que clubes que hoje estão lá em cima vão ficar? Para mim, são elefantes em cima da árvore que ninguém explica como chegaram lá. O Cruzeiro também não vai ficar lá embaixo. A campanha no Brasileiro é para, sim, chegar aos 45 pontos. A distância para o Palmeiras, em 10 jogos, já é de 20 pontos. Então, o meu pensamento é justamente o oposto. Priorizar as copas. 

Mas aí vão perguntar: assim vai cair no Brasileiro. Digo que não. O time não tem aquele problema de 2019 - caso do Botafogo esse ano - e tem um elenco qualificado, que será melhorado na próxima janela. Estou preocupado? Óbvio. Pelo aproveitamento ridiculo até aqui. Mas há e vamos melhorar. Primeiro, porque agora temos técnico. Segundo, porque o elenco não é ruim, embora não seja um dos melhores da América. Viu, Spindel? Ah, e para ontem, precisamos de um goleiro! Gohe, ex-Grêmio, seria minha opção. Richard, do Ceará, seria boa opção também.

Walace fora!

Ao que parece, Walace não fica no Cruzeiro. Internamente um comportamente recente dele com outro jogador foi analisado e visto como ir contra a conduta do clube e ele sequer viajou para o Equador para o jogo de terça. Até pelo momento, que exige união e trabalho, atos assim são vistos até com mais rigor. Não acredito em sua permanência no clube por muito tempo. Se ele começar a treinar em separado não será surpresa.

POR: JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 31 de março de 2026

Uma semana de treinos, retornos e busca por uma melhor sorte: eis o Cruzeiro, que tem uma decisão importante diante do Vitória, quarta-feira (1º/4)


No Dia da Mentira, o Cruzeiro terá que fazer um futebol de verdade. Apesar desse antagonismo, eis a realidade do Cruzeiro que, mesmo sendo campeão mineiro, viveu de lampejos. Isso em meio ao açougue que o time acabou sendo vítima, por excesso de carga e utilização indevida da comissão técnica anterior. Diga-se de passagem, incompetente em grau máximo. Em troca de um título que não rendeu nem R$ 1 - ao contrário, o clube, assim como o rival acabaram apenados em R$ 400 mil pela briga generalizada na final - Tite e sua turma levaram muita gente para o departamento médico, alguns, como Cássio, que talvez nem jogue mais em 2026.

Mas, agora, o papo é outro. É de reconstrução - de novo. Afinal, o que estava moldado e pré-projetado, ruiu. Artur Jorge, que chegou com quase quatro meses de atraso por indeficiência da direção, teve semana cheia para trabalhar e ter alguns atletas retornando, um deles, Kaio Jorge, de dimensão gigante para o elenco, principalmente pelo que faz em campo e por não ter um reserva nem próximo à sua altura.

Uma semana de treinos, de papo reto, de recuperação, de adaptação a um estilo mais direto e rápido em transição. Chega daquela moleza sem sentido de Tite, que preferia o toque de bola inútil a um time agudo. Bem postdo e escalado o Cruzeiro tem tudo para girar a chave, vencer a primeira no Brasileiro e começar a respirar. Isso só vai acontecer com concentração, união, fechamento e competência. O treinador é uma pega-chave no processo, mas não a única. É preciso que a mentalidade mude, que o time seja aguerrido e que as coisas voltem a acontecer.

O Cruzeiro tem um elenco que precisa de melhor sorte. Mas precisa ser trabalhado nesse sentido. Diante do Vitória, quarta-feira (1º/4), uma decisão. Uma pena que o estádio não vai estar cheio como deveria. O valor do ingresso não ajuda, nem o horário, principalmente para quem trabalha no dia seguinte e pega no batente cedo. 

Jogo para Matheus Cunha mostrar serviço - até aqui não fez muita coisa, apesar de precisar de ritmo -, William ficar no banco para Kauã Moraes, a zaga voltar a ser segura e o ataque eficiente. A transição do meio para frente depende muito da saída de bola de Romero e Gerson, assim como da articulação rápida de Matheus Pereira e Kaio Jorge. Esses dois últimos, aliás, estão na mira de Ancelotti. Se renderem o que podem, não seria surpresa se aparecessem na lista final. Contudo, se o Cruzeiro ficar em situação ruim, esquece. Ou seja, para que eles sejam chamados, o Cruzeiro vai precisar render bem mais e conquistar muito mais. E isso é bom.

Que o Mineirão seja a nossa casa, que as vitórias passem a acontecer. E assim como no início do texto fiz um jogo de palavras, faço outro: contra o Vitória, a gente precisa de vitória. Que ela venha!


POR: JOÃO VITOR VIANA

quarta-feira, 25 de março de 2026

Vídeo: Cruzeiro apresenta Artur Jorge

 


É para virar a chave! Treino, ajustes e modo correto de armar o time precisam ser a tônica na Toca II

 


O Cruzeiro precisa, para ontem, virar a chave. Não falo nem só no Brasileirão, mas no ano. Até aqui, lapsos pontuais de organização. Fora isso, um time desorganizado, amontoado de jogadores que pareceram se conhecer na hora da partida e depois de uns goles no boteco. O que a torcida viu foi um time pouco inspirado, mais preocupado com teatro que com o jogo, mal fisicamente e, pior, moído. Nunca se viu tantas lesões, inclusive do goleiro e com gravidade. É joelho, púbis, tornozelo, coxa... para alguns, só falta a língua.

Com a chegada do português Artur Jorge - que acontece com atraso de quase quatro meses -, a esperança voltou. Terá, a partir de hoje, uma semana para preparar o time para pegar o Vitória, no Mineirão. Os próximos jogos são fundamentais para definir o que o Cruzeiro quer nesse Brasileiro, que ainda não venceu. Vencer o Vitória é primordial, assim como não perder os que virão na sequência. Dos próximos 18 pontos, o Cruzeiro precisa conseguir ao menos 12, para tirar a corda do pescoço.

O primeiro passo, acredito, seja quantos aos treinos. Saber dosar, principalmente, algo que Tite não fez. Pensar o time, escalar e modificar o que achar correto e buscar, em campo, surpreender os adversários. Obviamente não haverá tantas mudanças - ou não se espera - devido ao curto espaço de tempo para trabalhar. Mas conversas pontuais, orientações e saber alterar o time com rapidez para que os resultados venham é a tarefa que Artur Jorge terá. Caiu no colo dele o descaso que Tite teve com o time e que a diretoria corroborou de forma infantil e amadora. Agora é acreditar que vai dar certo.

A tônica na Toca precisa ser essa e ao lado da torcida. Contra o Vitória é empurrar a equipe rumo aos três pontos. Não há outro resultado que o Cruzeiro possa ir atrás. Com todo o respeito aos próximos seis adversários, perder não pode fazer parte das estatísticas.

POR: JOÃO VITOR VIANA

Vídeo: Marcelo Bechler fala sobre as expectativas sobre a chegada de Artur Jorge ao Cruzeiro

 


Concorda?

terça-feira, 24 de março de 2026

Artur Jorge tem a cruz e a espada para virar ídolo no Cruzeiro. E terá o Goiás para se afirmar de vez!


A esperança do torcedor celeste está, basicamente, desenhada e refletida na imagem de Artur Jorge, técnico português de 54 anos que chegou a Belo Horizonte nesta segunda-feira para iniciar sua segunda passagem pelo Brasil. No Botafogo foi campeão do Brasleirão (79 pontos, em 2024) e da Libertadores.

Artur chega ao Cruzeiro num momento bem diferente do que o time mineiro terminou 2025. Aos cacarecos, a equipe, agora dirigida por ele, está em frangalhos físico, mental e sem muita disposição. Taticamente, o time não entrou em campo ainda em 2026, passando por diversas filosofias, todas picaretas. Artur, assim, chega com a chance de ser ídolo. Primeiro por ter um elenco forte, embora curto. Segundo que tem na diretoria um respaldo de que vai investir na janela do meio do ano, quando poderá alterar, um pouco, o elenco que herdou de Tite.

Artur tem a cruz e a espada em suas mãos. Até diria a faca e o queijo. Mas na atual circunstância, que é quase um momento de guerra, melhor optar por outras palavras.

Até aqui, quatro pontos em 24, um absurdo de aproveitamento, o pior da história do clube. Contudo, haverá parada em Data Figa, parada para a Copa do Mundo e alguns outros momentos que podem ajudar. Ao mesmo tempo haverá jogos importantes, pela Libertadores e Copa do Brasil. Nessa segunda-feira (23), o Cruzeiro soube que vai pegar o Goiás pela Copa do Brasil, aliás. Jogos em abril e maio. Mais um desafio para o clube, maior vencedor da competição, se afirmar. Até lá, Artur Jorge já vai dando seu toque no time e fazendo as mudanças que achar mais adequada.

Estou confiante em Artur Jorge e em suas decisões. Todas precisam ter respaldo da diretoria, até aqui, incompetente. Não aprendeu com Diniz e precisou sentir a dor ainda maior depois do Tite fazer as bobagens que fez por aqui em troca de um título mequetrefe rural. Será mesmo que valeu a pena sacrificar jogador por um título inútil? Tudo isso porque não vencia há seis anos? Nem goleiro temos atualmente...

Artur, salve o Cruzeiro! O cenário é ruim, mas você tem de tudo para ser ídolo do Cruzeiro. Enquanto Leonardo Jardim nada ganhou por aqui, deixando apenas uma boa impressão, é possível não apenas salvar o time como ainda beliscar algo em 2026. Faça os ajustes! Vai dar bom!

POR: JOÃO VITOR VIANA


segunda-feira, 23 de março de 2026

Jogo ruim e entrevista absurda. Se Pedrinho agisse com profissionalismo, Wesley teria sido demitido após pataquada

A tão esperada vitória não veio, de novo. Jogo ruim, similar à coletivo de luxo e um resultado horrível. Jogo de trocação de bola e pouca objetividade diante de um adversário que não queria jogar. O Santos jogou por uma bola e quase encontrou, já no final do jogo. Milimetricamente o VAR anulou o gol de Barreal, que deixaria a situação ainda pior. Isso porque Neymar e Gabigol não jogaram. Imagine!

Com poucas chances criadas e excesso de bolas cruzadas na área - para ninguém -, o Cruzeiro enervou seu torcedor, que chamou, com razão, o time de pipoqueiro. Pedro Lourenço, no camarote, fez gestos como se aquilo fosse um absurdo. A pior campanha da história do Cruzeiro no Brasileiro não pode ser tapada com peneira, senhor Pedro! É preciso aceitar as críticas, principalmente porque o elenco do Cruzeiro é curto e cheio de problemas!

Mais uma vez sem Kaio Jorge, não há alguém à altura para entrar. Neyser ainda está em construção. Chico da Costa nem no banco ficou por "desgaste". Se Matheus Pereira está fora, não tem reserva; se Fabrício Bruno está fora, idem. Time com excesso de atletas em departamento médico e não tem alguém de confiança no gol. Com tantos problemas, o torcedor tem que ver Pedrinho abrir os braços com as críticas das arquibancadas. A incompetência da diretoria é um fator importante nesse planejamento muito mal feito para 2026. Agem como amadores e por serem donos de um clube, não ouvem a torcida. O torcedor é cliente e sempre vai ter razão, Pedro!

E pior que ver um jogo ruim é assistir a entrevista do senhor Wesley no pós-jogo. Em que planeta ele estava perguntando se "o Cruzeiro jogou tão mal assim?". Escalou mal, demorou a modificar o time e parece ter ficado satisfeito com o empate ridículo. Pior: disse que quem projetou o Cruzeiro entre os melhores foi o torcedor e a imprensa. Sério isso? Demitiria logo após! O Cruzeiro é muito grande para ser lanterna e o treinador, ainda que interino, achar isso normal. Antes ter ficado calado a falar uma asneira dessa!

Artur Jorge já chegou. A cara dele não estava muito boa. Deve ter assistido ao jogo maravilhoso que Wesley viu. Vai ter trabalho. Mas precisa ter carta branca para contratar, afastar e negociar. Tite moeu o time, o mental dos atletas parece estar no jardim de infância e dos treinadores que passaram pelo clube, numa sarjeta horrorosa, que estão levando o clube e a torcida. Ainda há tempo para recuperar. Que a Data Fifa seja esse período "mágico". Até aqui, um show de horrores, trocado por um título mineiro idiota, conduzido por um moedor de jogador.

Nos salve, Jorge!

POR: JOÃO VITOR VIANA




sábado, 21 de março de 2026

Jogo contra o Santos é fundamental e não há espaço para erros. É jogar pela vitória, nem que seja por uma diferença mínima

O Cruzeiro volta a jogar em casa neste domingo (22/3) com promessa de Mineirão lotado com expectativa de cerca de 57 mil pessoas. O adversário é o Santos, que estreia Cuca como técnico e que está próximo do Cruzeiro na classificação. Uma vitória tranquiliza o ambiente e dá a Artur Jorge, a ser anunciado como novo treinador até este domingo, um time menos pressionado.

Tite acabou com o time em todos os sentidos, com apoio da diretoria. Parece que passou jogador por jogador no moedor. Nunca na história recente do Cruzeiro viu-se tantas lesões. Com elenco curto - vai ser reforçado por Pedro Lourenço, com promessa de investimento na janela de junho - o time sofre, atualmente, com a falta de peças e pouca utilização da base. Diante do Santos, por exemplo, Murilo poderia ter uma chance como camisa 5. Mas Wesley deve insistir na besteira criada por Tite e por Matheus Henrique ali. 

Pelo menos na lateral deverá haver mudança, com a entrada de Kauã Morais no lugar de William, o risonho. Não adianta ficar fazendo vídeo e dando desculpa esfarrapada pós-jogo, depois que a torcida inteira caiu de pau. "Foi recorte". Uma ova! Jogador que é lanterna não pode ficar rindo depois de perder de novo. Banco é pouco. Marlon tomou o rumo necessário e William pode ir também que não fará falta. Com Kauã e Fagner estaremos bem.

No ataque, Kaio Jorge deverá ser opção. Voltando de lesão, é normal não iniciar o jogo. Chance para Neyser, que vem de dois jogos seguidos marcando e tem se destacado, apesar dos placares. Bom jogador que merece paciência do torcedor e da comissão.

Esse jogo é fundamental. Nunca o Cruzeiro teve um início tão ruim. Não há espaço para erros. Ajuda da arquibancada haverá. Precisa de doação em campo. Nada daquele primeiro tempo horroroso contra o Athletico-PR! É jogar por vitória, nem que seja por uma mínima diferença. Chega de perder, ainda mais em casa e para times que vão disputar, até o fim, com quem tende a cair para a Série B.

Esse ano eu já abri mão do Brasileiro. Mas temos Libertadores e Copa do Brasil ainda. Focar nos 45 pontos e lutar nas copas. Artur Jorge vai ter apoio da diretoria para fazer o que precisar para mudar o rumo da Raposa. Sinceramente espero que ele olhe para a base e tire dali ao menos dois ou três. E que traga gente de confiança. Barboza, Adryelson, Montoro... quem for. O Cruzeiro precisa ser outro após o furacão Tite. Elenco tem, salário em dia e alto tem. Precisa, agora, ter vergonha na cara. Porque treinador, a partir do início de Artur Jorge, também vai ter.

POR: JOÃO VITOR VIANA

quinta-feira, 19 de março de 2026

Artur Jorge vai ter muito trabalho. E vai precisar ter carta branca para fazer as mudanças necessárias e indicar reforços


O Cruzeiro voltou a tropeçar no Campeonato Brasileiro. Dessa vez, para o fraco time do Athletico-PR. Com dois gols rápidos, que ocorreram por desatenção e falha defensiva somado à sorte do adversário, em menos de 10min já estava 2 a 0. Para um time destroçado fisicamente e, ainda, com inúmeros desfalques, o Cruzeiro tentou se recompor, chegou a dominar parte do jogo, diminuiu e quase empatou. Contudo, não foi o suficiente para voltar para Belo Horizonte com mais uma derrota, a quarta no Brasileiro e a lanterna na mão.

Artur Jorge sendo confirmado - isso deverá acontecer entre hoje e sábado -, terá muito trabalho. Primeiro, para recuperar o físico dos atletas, destruído por Tite e sua comissão de açougueiros. Depois, ajustar o time, com muito treino tático. Junto a isso, indicar reforços. Ao menos quatro ou cinco. Dois para chegarem e vestirem a camisa. E, tomara, que dê chance aos jovens. Murilo e Rhuan, principamente.

Vai ser muito trabalho. Mas terá que ter a carta branca da direção para fazer as mudanças. Os sorrisos pós-jogo de William e Fagner pegaram muito mal. Não vencer precisa ser motivo de revolta interna e individual. É constrangedor ver jogador não ligando para o buraco onde está. Salário em dia, muito bem pago, melhores hoteis, centros de treinamento e aviões fretados. 

Para mim, Brasileiro já era. É ficar ali entre o sexto e o oitavo lugar e está ótimo. Foco nas copas.

Isso é resultado de um planejamento fuleiro, distante da torcida e recorrente. Diniz não serviu de exemplo. Precisou vir um ainda pior para mostrar que teimosia não dá certo no futebol. 

Caberá ao Artur Jorge corrigir essa rota. Preparar o time para 2027 e beliscar algo esse ano em algum momento. Dá para conseguir, se a diretoria abrir as orelhas e tirar o escorpião do bolso. Só Gerson não é o suficiente!

Jogo contra o Athletico-PR

Início horroroso, com muitas falhas e, ali, perdeu o jogo. Neyser fez boa parte, ao contrário de William, o risonho. Cruzeiro sentiu falta de Romero (de novo), não teve um meia para articular e, ao meu ver, o técnico demorou a por em campo Rhuan, Murilo e Kauã Morais. Neyser quase chegou a empatar o jogo. Athletico com linhas distantes favoreceu o toque rápido de bola. O Cruzeiro soube explorar isso em alguns momentos e poderia ter tido uma sorte melhor, não fossem as falhas individuais e os desfalques. Não que tenha gostado, mas vi um time mais disposto e mais veloz que quando Tite por aí estava fazendo suas moagens. Vamos ver como fica diante do Santos, que teremos algumas voltas e sera um jogo de dois desesperados. Inclusive, hoje, só Cruzeiro e Remo ainda não venceram no Brasileiro. Que domingo seja um dia que isso comece a mudar.


POR: JOÃO CAVALCANTI

terça-feira, 17 de março de 2026

Se contratar Artur Jorge, será a segunda vez que a torcida vai agradecer. E é nome para receber no aeroporto!

A diretoria do Cruzeiro, desde o início da SAF, tem um grande problema de se aproximar da torcida. Não há um plano de comunicação, a questão do sócio ainda é muito confusa e requer uma série de burocracias (principalmente para o cancelamento) e não há uma diretoria de comunicação que faça essa ntermediação entre torcedor e time. Uma pena, por sinal.

E o maior dos problemas que isso acaba acarretando é que o torcedor não participa muito das decisões do clube. Torcedor pede zagueiro. Não vem. Pede volante, não vem. Pede meia, não vem. Pede centroavante, vem Chico da Costa. Pede para aroveitarem a base... e a base vai sendo vendida, leiloada à preço de banana. Dito isso, não é ouvida na contratação de um técnico - Tite chegou com rejeição de mais de 90% do torcedor, assim como Fernando Diniz. Diretoria deu de ombros e pagou para ver. Caro, aliás.

Agora, assim como foi quando foi especulado Leonardo Jardim em 2025, a torcida está de acordo. Sua grande maioria aprova o nome de Artur Jorge, treinador que fez ótimo trabalho no Botafogo e que estaria inclinado a voltar ao Brasil, principalmente pelo projeto apresentado, contrato de dois anos, podendo esticar mais um e para um time que dá condições financeiras para ele reforçar o grupo, hoje, limitado em número. Outra questão é a guerra que atinge o Oriente Médio. O Cruzeiro já fez uma proposta e aguarda resposta. Hoje, inclusive, pode ser o último do treinador à frente do Al-Rayan. 

Artur Jorge é treinador de ponta, que joga para frente, ofensivo, sem toquinho chato e bolinha aérea o tempo todo. Fez o Botafogo campeão depois de um longo tempo e montou um elenco vitorioso. Agora é a vez de buscá-lo no aeroporto, se anunciado, e apoiar o time para virarmos a chave. Precisa ter carta branca para montar o elenco do jeito dele. E, para isso, precisa de apoio total do departamento de futebol, principalmente de Spindel e Pedro Junio.

Se Artur Jorge fechar, a torcida vai agradecer. E Cruzeiro, ouça as 10 milhões de vozes!


POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 16 de março de 2026

Vídeo: Marcelo Bechler destacou a queda de Tite

 


Concorda?

Demissão de Tite: correção de rota necessária porque a diretoria não ouviu a torcida quando contratou. Deu no que deu!

Fim de uma tragédia anunciada: Tite deixa o Cruzeiro sem, ao menos, dar declaração. O empate por 3 a 3 com o Vasco, na noite de domingo, no Mineirão, sepultou o trabalho trágico iniciado em janeiro e que, apesar do título do Campeonato Mineiro, nunca convenceu.

Com um futebol nada envolvente, burocrático e fatídico, o Cruzeiro afastou seu torcedor do campo e o sócio do programa. Pediu, incontáveis vezes, a troca do comando. Não foi ouvida. Aliás, quando especularam que Tite seria o substituto de Leonardo Jardim, a rejeição já foi alta. A diretoria, assim como fez quando contratou Fernando Diniz, deu de ombros e achou que sabia mais de futebol que 10 milhões de pessoas. E deu no que deu.

Três meses jogados no lixo, um planejamento muito mal feito, avaliação de grupo lamentável, vendas injustificadas, muito investimento em poucos jogadores e um sistema tático que se provou inexistente. Para um time com Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil pela frente, o projto é de um time de Série C.

O departamento de futebol ficou órfão com a saída de Pelaipe. Bruno Spindel só veio para que Gerson viesse. Aliás, com o dinheiro investido em Gerson dava para ter contratado ao menos uns 4 jogadores para posições carentes, que permanecem, por sinal. Falta zagueiro, volante, meia e atacante. Mas Tite não quis, Pedro Júnio, idem e a torcida, de novo, nao foi ouvida. Deu no que deu.

E todas as decisões de Tite - inclusive a de deixar seu filho, incompetente, comandar o time à beira do gramado - trouxe as decepções. Em mais um jogo em casa, com Mineirão vazio, empate. E olha que saiu no lucro! Segundo tempo de amargar e uma correção de rota necessária: tirar um dos problemas do time, talvez o maior, para tentar algo ainda esse ano. Mas para tanto, a diretoria precisa descer do pedestal que ela mesma subiu.

O primeiro passo é trazer o torcedor para perto. De novo, isso não tem ocorrido. Não é abrindo porta de Toca da Raposa em véspera de final de rural que isso acontece. É ouvindo, é criando um plano de comunicação, é agradando, é contratando treinador que a torcida aprova. E mais: tendo uma poítica interna que não aceta interferência de treinador. Em 2025 estava tudo certinho: investiento em jovens promissores com expectativa de revenda e aumentando o nível do grupo. Tite atrapalhu tudo isso: preferiu jogadores mais rodados e encostados e liberou promessas da base à preço de banana. E eu no que deu!

Na zona de rebaixamento incômoda, a diretoria preferiu apenas se posicionar e meio que culpar o treinador por todos os males. Sabemos que não era o único problema que, aliás, foi criado pela diretoria. Troxue Tite como trouxe Diniz. Na apresentação de ambos, o mesmo discurso: "currículo que dispensa comentários". Diretoria vive de passado e o Cruzeiro não é museu.

Que com mais um tropeço, o que a gente fala desde lá de trás seja iniciado. É preciso ter um técnico de verdade. Já que o Jardim se rendeu aos milhões do Flamengo, que quem venha tenha um perfil parecido: carta branca para estruturar, contratar jovens, aumentar as opções de elenco, dar chance para a base e fazer o time jogar, com treinos decentes e sem estourar jogador. Há muitos anos o Cruzeiro não convive com tantas lesões! Tite jogou o grupo de jogadores, limitado em número, no Departamento Médico. O elenco virou açougue! 

Agora é hora de contratar um treinador de verdade! Pague multa alta se precisar! Mas traga! Não me venha com conversa fiada de trazer esse ou aquele disponível no mercado. O Cruzeiro, historicamente, quando quis um técnico foi até ele e tirou ele de algum time. Fez assim, por exemplo, com Felipão. O Cruzeiro tinha uma meta, que se perdeu de novo, porque a diretoria não ouve. O problema de SAF e que sendo dono, pouco importa o que o seu cliente deseja. Mas sem torcida, time nenhum, SAF ou não, vinga. 

Que o Cruzeiro corrija a besteira que fez não fazendo outra! Ou é Artur Jorge, Filipe Luis, Gallardo ou Crespo. Algo fora disso, para mim, é outra aposta. Para apostar, que deixe o Mairon, do sub-20. Antes alguém promissor que outros, comprovadamente decadentes, como é o caso de Tite.


POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 9 de março de 2026

Após 7 anos, o Mineiro é nosso!


O Cruzeiro, de novo, sagrou-se campeão. Após 7 anos, muita história, altos e baixos, o Maior de Minas levantou a taça, em jogo mais marcado pela pancadaria no fim do jogo que propriamente chances criadas.

Em campo, o Cruzeiro foi mais eficiente, principalmente porque a partida foi marcada por poucos lances de perigo. Os goleiros pouco trabalharam. Contudo, Kaio Jorge, sempre ele, deixou o seu, em lance que Everson tentou socar, mas a bola já tinha passado da linha. E muito! Ainda assim Everson, o rei da catimba e "religioso", queria fazer o árbitro ir contra o próprio VAR.

Em campo, muitos cartões. Jogadores simulando agressões, revidando provocações, criando situações inexistentes. Renan Lodi e Matheus Pereira protagonizaram alguns confrontos. Villalba e Huk também. Mas nada que beira Christian e Everson. O goleiro, como disse, religioso, deixou para lá o seu terço e partiu para cima de Christian após uma dividida. A joelhada que deu no rosto do meia cruzereinse desencadeou uma briga generalizada, que teve como saldo 23 expulsos. A súmula só saiu na manhã dessa segunda-feira (9).

No vestiário, vibração e esquecimento total da bagunça de dentro de campo. Provocações continuaram. Kaio Jorge, Fabricio Bruno, Lucas Romero protagonizaram algumas cenas. Entrevistas ainda à flor da pele. Por fim, foi perceptível que nenhum atleta do Cruzeiro não desejava nada de diferente a não ser ser campeão. Villalba chorou e se declarou ao Cruzeiro. Kaio Jorge e Fabricio Bruno com camisas provocativas.

Se até o Cássio entrou na briga, é sinal que os caras estavam bem pilhados e não abaixariam a cabeça num momento de retomada de títulos. As expulsões, agora, são da conta da Federação Mineira de Futebol (FMF). E para 2027, se forem 6, 12 jogos... não tem problema. Jogamos com reservas e teremos a obrigação de chegarmos a mais uma final. Foco agora no Flamengo, em jogo de campeões estaduais. Do lado de lá, Jardim, que trocou a idolatria pela grana do Urubu. 

É ver se no Cruzeiro a concentração irá se manter. Isso passa pelo nenhum cumprimento a Leonardo Jardim antes do jogo. Pelo que ele fez com o Cruzeiro, a indiferença é a maior resposta.

POR: JOÃO VITOR VIANA 

domingo, 11 de janeiro de 2026