segunda-feira, 29 de abril de 2024

Mudança de mãos e conserto de rota: em comum acordo, sai um descontente e entra um entusiasta




Cruzeiro foi adquirido por Pedro Lourenço, que passa a gerir o clube em outros moldes, mais perto da torcida e com vontade de investir

O Cruzeiro tem novo dono: sai Ronaldo e entra Pedro Lourenço. Ronaldo teve a coragem de pegar o clube em seu pior momento e, ainda que tenha visto nisso, uma oportunidade de negócio, é inegável que fez um bom trabalho de reestruturação, formou uma equipe, trouxe oxigênio financeiro e deu projeção a um clube que, historicamente, sempre foi gigante, mas se apequenou em 10 anos de desmandos gerenciais, culminando em parar em páginas policiais em diversos momentos.

No entanto, em pouco mais de dois anos, Ronaldo voltou a dar a credibilidade que o clube havia perdido, equacionou dívidas, pagou outra parte e, agora, passa o bastão a quem sempre vestiu e esteve junto à torcida: Pedro Lourenço, o Pedrinho BH.

CLIQUE AQUI E VEJA A ENTREVISTA DADA POR RONALDO, PEDRO LORENÇO E GABRIEL LIMA

Ao meu entender, deixa o clube alguém que já estava cansado de ser cobrado e entra um entusiasta. Ronaldo detestou a queima de sua imagem, os sucessivos questionamentos sobre investir. Contudo, isso partiu dele mesmo, que prometeu um ano audacioso e não é o que se viu. Com um diretor de futebol limitado - que acabou indo para o Vasco e vai passar um perrengue por lá -, e outros funcionários, alinhados com a política do bom e barato, Ronaldo não apostou em ousadia. Queria sim, com o tempo, deixar o Cruzeiro melhor. Mas gestão empresarial e futebol, para caminharem juntos, precisa de aceleração, por mais que haja uma dívida bilionária em questão.

Ronaldo sempre pregou que o principal era honrar os compromissos, fazer um time competitivo e diminuir a dívida. E isso cumpriu. Mas sendo Cruzeiro, um time de camisa pesada, a pressão é grande, mesmo que, por vezes, a torcida - ou parte dela - transpareça uma ingratidão com o agora, ex-gestor. 

Pelas redes sociais, a irmã de Ronaldo, Ione, disse estar triste e que ver o irmão tocar algo que estava lhe custando tempo, dinheiro e nada de reconhecimento, não era mais algo saudável. E isso teria sido o motivo de Ronaldo abrir mão de seu maior case de sucesso no futebol até aqui. Dessa forma, mais uma vez chegamos à conclusão que o Cruzeiro não evoluiria muito além do que vem mostrando em 2024 nas mãos do Fenômeno. Seria um time para não correr riscos, terminar bem o ano, chegar à Sul-Americana e, no máximo, tentar passar de fase da competição internacional desse ano que, inclusive, está bem mal num grupo deprimente.

Chega Pedrinho com planos novos, discurso motivador, contratação de um homem forte do futebol (Alexandre Mattos) e vontade de investir. Será que virá estádio? Quantos reforços e quais chegam no meio do ano? Teremos a tal ousadia e alegria na próxima janela? O torcedor passou a sonhar. Saiu do pesadelo causado por tropeços inacreditáveis para outra situação. 

Que o Cruzeiro mude de patamar. Que Pedrinho realize os sonhos do torcedor que, aliás, ele o é.


POR: JOÃO VITOR VIANA


sexta-feira, 26 de abril de 2024

2024 é de mais testes e amadorismo: o Cruzeiro de Ronaldo não é o mesmo que o do torcedor



O torcedor do Cruzeiro está impaciente e com razão. Isso porque o audacioso time anunciado por Ronaldo na virada do ano, por meio de carta aberta, não se concretizou. A SAF mantém uma espécie de estratégia ridícula aplicada pelo último presidente do clube, antes de ser vendido. A diferença e que agora paga dívida e salários em dia. Em campo, um time desconexo, com treinadores modificados a cada quatro meses e um trabalho questionável da direção.

Rafael Cabral saiu e deixou as portas fechadas com o torcedor, ainda que esteja emprestado. Falou muita asneira em sua apresentação no Grêmio e a torcida não o receberá de volta, por mais que tenha sido peça chave na reconstrução do clube em 22 e 23. Paga pela língua e não deixa saudade. Perdeu uma boa chance de por seu nome na história do time. Outro que saiu, já na hora extra, foi Pedro Martins. Entrevistas insossas, sorrisos lamentáveis e discurso de um profissional que parecia viver em um mundo paralelo. A torcida do clube agradece o Vasco por tirá-lo daqui. Já não merecia desde 2023.

Em campo, a torcida espera por respostas. Os bondes têm saído, ainda que aos poucos. Faltam Néris, Machado, Palácios, Ramiro, Papagaio... quem sabe em julho? Mas, antes disso, é preciso ter esquema, aproveitarem a base, por para jogar quem foi contratado e que nem do banco sai. A entrevista de Paulo André pouco mostrou de mudança, mas, ao menos, viu-se um semblante mais sério que na época das lorotas de Pedro Martins, um sujeito que nunca planejou o Cruzeiro e deu muita sorte em 22.

Agora é ver se com uma semana cheia e tempo de treinamento, Seabra vai parar de fazer mágica na escalação, sumindo com quem joga bem, e colocando pseudoatletas entre os 11. Pela Sul-Americana, sete mudanças, várias questionáveis e, outras, inaceitáveis. A torcida quer ver chances a Pedrão, Japa, João Pedro, Kaiki, Henrique, Bastistella, Artur. Mas a insistência com Neris, Machado e Papagaio trazem incertezas e a crença que tudo caminha pela busca, novamente, pelos 45 pontos.

Não bastasse o vexame na Copa do Brasil e a passividade da final e último jogo contra o rival, Ronaldo nada faz. Terceiriza a culpa e não se pronuncia. Paulo André, dois anos e quatro meses depois, disse que, agora, vai dar a cara a tapa. Pelo histórico recente, vai tomar muito.

Vamos ver se contra o Vitória conseguimos jogar, ao menos, de forma decente. O time que Ronaldo montou não é, nem de longe, o que a torcida imaginou. Desempenho pífio! 2024 parece que não começou...

POR: JOÃO VITOR VIANA 


quarta-feira, 10 de abril de 2024

Cruzeiro conserta a rota, mas não reconhece erro, que custou ao clube praticamente o ano de 2024



O torcedor do Cruzeiro iniciou o ano com esperanças maiores que em 2023. Se no ano passado a meta era ficar na elite e, ainda, buscar alcançar uma vaga na Sul-Americana, o que aconteceu, em 24 as coisas, segundo o próprio Ronaldo, seriam maiores, com anseios e buscas por ser protagonista nos campeonatos, mesmo que ainda sem poder medir forças com equipes com maior investimento. Contudo, o time seria competitivo e iria contratar atletas de patamares acima dos anteriores.

Vieram os jogadores e uma comissão técnica nova. Os "competentes" dirigentes nomeados por Ronaldo preferiram iniciar uma nova filosofia, em vez de apostar na continuidade de Fernando Seabra, que queria ficar. Contudo, não o valorizaram e não apostaram nele. Quatro meses depois, após dois vexames, chegaram à conclusão que fizeram errado. Vão pagar caro por isso! Afinal, o contrato de Larcamon iria até 2025.

Seabra virou de dispensado à solução em um curto espaço de tempo. Nesse período foi para o Bragantino, mas estava na equipe B. Voltou com um bom discurso e falando em aproveitar a base, que Larcamon quase sucateou. Pedrão, Japa, Fernando e João Pedro não tiveram chances. Uns até saíram. Que voltem a atuar. Kaiki também precisa de mais minutagem.

Se perguntarem a mim: era o treinador que você traria? Digo que não. Eu apostaria em alguém com mais pulso, bagagem e currículo. Mas já que veio, que faça um grande trabalho, como fez em 2023, em conjunto com Paulo Autuori. 

Seabra chega com respaldo da direção com o discurso que se alinha àquilo que o clube pensa, o que não aconteceu com Larcamon. Aliás, nada aconteceu com Larcamon, a não ser as escalações temerárias, as substuições lastimáveis e a falta de conhecimento de futebol. Ouso dizer que o Cruzeiro trouxe um "analfabeto à beira do gramado". Precisa estudar, entender e saber fazer, principalmente, o básico. A vinda dele ao Cruzeiro apenas mostrou mais um profissional que, caso mantenha sua linha de pensamento, vai sumir do cenário esportivo. Aliás, esse senhor comprometeu todo o ano de 2024. O que vier, agora, será lucro.

Que Seabra já mande a campo um time mais coeso, motivado e dentro de um esquema tático nesta quinta-feira (11/4), pela Sul-Americana. Hora de dar tempo para que ele trabalhe e dê chance a todos. Gostaria, no entanto, que Néris, Machado e Papagaio tivessem menos. Esses já mostraram que não servem como jogadores do clube.

Bilu

O atacante Bilu, em fase final de recuperação de lesão, renovou seu contrato até o fim de 2024. É uma opção bem melhor ao time que Papagaio.

Sócio do Futebol

Se você quer ser sócio do futebol deve ter passado pelo mesmo lastimável atendimento que eu. Esperei por meia hora para ser atendido. Além disso, quando se adquire um pacote anual, o torcedor tem que esperar sete dias úteis. Segundo o atendente, é para o "clube verificar os dados do torcedor para saber se não é fraude ou golpe". Não fiquei triste por esse tempo de dias. Afinal, não pude ir à final, quando Larcamon deu aquele vexame. Mas até hoje ainda não liberaram meu acesso ao site do Cruzeiro. A incompetência não é apenas na gestão da SAF. Vai também ao atendimento ao torcedor, tratado como um qualquer, entre outras áreas.

JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Chega de bizarrice! Ou chama a atenção para parar de fazer porcaria ou troca o comando!



É inadmissível um treinador do Cruzeiro querer inventar a roda. Fez isso contra o Sousa e conseguiu um grande vexame. Fez no primeiro jogo da final e teve que consertar durante a partida. No segundo jogo, com torcida a favor e vantagem de um gol, lá vem o sr. Larcamon de novo. Quer fazer algo além do básico para mostrar que entende mais que todos no mundo do futebol? Pois é. Não apenas não entende a mais, como entende a menos

O treinador deve acreditar que Neris é um jogador de seleção. Virou até capitão do time na Sul-Americana. Não sai do time por nada. Da dupla criada com Machado, jogadores contestáveis e que estavam tendo uma sequência discutível entre os 11 titulares, restou ele, imponente entre os preferidos de Larcomon. Um zagueiro que mais se assemelha a uma tragédia. Fraco, lento, ruim e que não serve nem para compor grupo. Mas o treinador quer "morrer abraçado".

Nesta segunda-feira (8/4), pode selar sua despedida do clube de forma melancólica. Chegou com pompa, com estilo dito ousado, de um time que iria para frente. Mas no segundo jogo da final e diante de um fraco adversário na Sul-Americana, se mostrou covarde, recuando o time, que não sabe se defender, principalmente porque ele opta pelos piores no fundamento da marcação.

Ao perder, por lesão, Mateus Vital, colocou João Marcelo que, aliás, não se sabe porque começou no banco. Ah, sim: porque Neris é titular, mesmo que sem nenhum embasamento. Em vez de buscar matar o jogo, numa partida que dominava e teria mais espaço, preferiu recuar e, o final, é conhecido. 61 mil vozes calaram-se diante do trágico maestro fora das quatro linhas, que mais se assemelha ao Professor Pardal. Mais uma vez foi ridículo! Mais uma vez mostrou não ter capacidade de escolher e substituir. Acha que sabe mais que qualquer pessoa. Vive num mundo que só ele enxerga, confia em jogador que só ele acredita e decide de uma forma que só ele acha que dará resultado. Quer ser mágico, mas se mostra um inventor. A roda já foi inventada, basta fazer o carro andar. 

Mas o carro de Larcamon é igual aquele dos Flintones! Um cara que acredita em Machado, Néris e Papagaio não  pode ficar.

Fora!


JOÃO VITOR VIANA