O Cruzeiro conseguiu um resultado muito importante na noite dessa terça-feira (19/5), no La Bombonera, na Argentina. Diante de um estádio cheio, clima hostil e uma equipe que dessa vez optou por não abusar da pancadaria - como fez no Mineirão -, a Raposa trouxe para Belo Horizonte um ótimo resultado e, só não venceu por detalhes. Isso porque Otávio, eleito o melhor em campo, garantiu lá atrás o tanto que foi possível. Contudo, Neiser teve a bola do jogo e, sozinho contra o goleiro, não teve a frieza de finalizar e fazer o segundo gol, em momento que o Cruzeiro já estava com um a menos - Gerson foi expulso de forma exagerada.
O Cruzeiro começou bem o jogo, foi para cima e não sentiu, de início, o fato da importância do jogo. No entanto, uma blitz argentina durou cerca de 15 minutos, quando o Boca literalmente sufocou o Cruzeiro. Otávio mostrou talento e evitou que o gol saísse. No entanto, numa bela cobrança de falta de Paredes, Otávio não alcançou e a bola morreu no fundo do gol, sendo tocada por último por Merentiel. Incrível como o narrador, comentarista e repórter de campo, durante todo o jogo, ficaram falando de falha do Otávio. Levaram isso até para a entrevista pós-jogo e o comentarista (PVC) disse que "Otávio não foi arrogante, mas vai rever o lance algumas vezes". Sério mesmo? O cara fez pelo menos seis defesas importantes! Em vez do pessoal levar para o positivo, ficam pegando no negativo. Afinal, não é o Flamengo, né?
Com um a menos no placar, o Cruzeiro teve que buscar o resultado na base do toque, marcação mais apertada e velocidade. Kaio Jorge e Bruno Rodrigues, principalmente, não renderam. Fagner, no primeiro tempo, também foi mal. Mas como o futebol é uma caixinha de surpresas, quis o destino que Fagner, em jogada e Kaiki, fizesse o gol de empate. No lance, o VAR recomendou análise de possível toque de Kaiki, o que era um absurdo. O árbitro confirmou o gol.
Pouco depois, uma dividida entre Gerson e um atleta do Boca resultou na expulsão do volante celeste. Exagerada no meu ponto de vista. Na análise do VAR, o lance sequer teve continuidade, ficando paralizado como se Gerson tivesse dado uma entrada criminosa no jogador adversário. Com um a menos, a tática teve que mudar. Otávio passou a ser mais exigido e mostrou, mais uma vez, talento e agilidade. Artur Jorge reforçou a defesa, colocando João Marcelo e optou por Sinisterra e Neiser como peças de contra-ataque. Num desses lances, isolados, João Marcelo deu um bico, a bola caiu nos pés de Neiser e ele, sozinho, desperdiçou uma chance clara de gol, que poderia dar a vitória e a classificação antecipada ao Cruzeiro num grupo taxado como "da morte".
Com nove minutos de acréscimo, que viraram 12, o Boca foi para o tudo ou nada.Um último lance ainda resultou em reclamação de pênalti, o que não ocorreu, ainda que a bola tenha batido no braço de Romero. A distância do chute para o corpo do atleta era curta e, por isso, o árbitro venezuelano não marcou, finalizando o jogo em 1 a 1. O Cruzeiro terminou, prvisoriamente, na liderança do grupo, esperando o jogo da U.Católica contra o Barcelona na quinta para ver se fica líder ou cai para segundo. Diante do Barcelona, na última rodada da fase de grupos, o Cruzeiro, com uma vitória simples, classifica. Dependendo do resultado de quinta, até um empate. Mas é bom não dar sopa para o azar, melhor pensar que o Cruzeiro precisa buscar a vitória a todo o custo. Com Mineirão lotado, torcida vibrante e bola de qualidade em campo.
Agora é pensar no Brasileiro. Faltam dois jogos, contra Chapecoense e Fluminense, ambos em casa. Após a maratona de abril e maio, restam três jogos, todos no Mineirão, até a parada para a Copa, que será importante para o descanso, adaptação da equipe, mudança de peças e intertemporada necessária para equilíbrio da equipe. Artur Jorge ressuscitou um time morto deixado por Tite. Falta, agora, recuperar alguns atletas fisicamente, caso de Cássio e Kaio Jorge, principalmente. Contudo, no gol, agora, estamos mais tranquilos.
POR: JOÃO VITOR VIANA











