terça-feira, 12 de maio de 2026

Um jogo de milhões! Cruzeiro pega o Goiás, hoje, de olho na bufunfa!



O Cruzeiro iniciou sua participação na Copa do Brasil embolsando R$ 2 milhões, valor pago para aqueles que participam da 5ª fase da Copa do Brasil. Caso vença o Goiás, hoje, às 21h30, no Mineirão, coloca no cofre um pix de R$ 3 milhões. Nada mal para uma competição que pode render quase R$ 100 milhões. A expectativa de público para esta noite é em torno dos 35 mil pagantes.

Isso, obviamente, se o Cruzeiro conseguir o feito de ser, novamente, campeão. Maior vencedor da Copa do Brasil, caso levante a taça, somente pelo título, ganhará R$ 78 milhões. 

Aos clubes que participarem das quartas de final, o pix é de R$ 4 milhões. Passando às semis, R$ 9 milhões e, chegando à final, pelo menos R$ 34 milhões entrarão nos bolsos.

Quem joga?

Com uma maratona de jogos acontecendo, antecedendo a Copa do Mundo - o que tornou 2026 um calendário ainda mais estrangulado - o Cruzeiro tem tentado rodar o elenco, dentro do curto grupo que possui até aqui. 

Sem William, que está ausente acompanhando o filho, internado, a lateral deverá ter Kauã Moraes, que atuou na esquerda na última rodada, substituindo Kaiki, suspenso. Com a volta do titular, possivelmente Fagner será preservado para a partida contra o Palmeiras, no sábado. A zaga também poderá ter alterações e não seria estranho se João Marcelo ganhasse minutagem. O atleta tem entrado bem quando acionado e Fabricio Bruno é um dos que também podem ficar de fora.

No meio, a preocupação maior é com Gerson e Matheus Pereira. Matheus Henrique, afastado com lesão pulmonar, está fora. Não seria estranho se Lucas Silva ganhasse uma chance por ali. Arroyo, que também cumpriu suspensão contra o Bahia, volta. Christian, preservado, também. Dessa maneira, pode ser que um dos articuladores comece no banco. 

Já no ataque, Neiser tem correspondido. Kaio Jorge, no entanto, tende a começar a partida, ainda que não esteja totalmente recuperado da pubalgia. Dessa maneira, o colombiano é um dos nomes que, caso não comece, entre durante os 90 minutos. Esse jogo Artur Jorge deverá fazer as cinco alterações.

Provável time: Otávio, Kauã Moraes, João Marcelo, Jonathan e Kaiki; Romero, Lucas Silva, Gerson (Matheus Pereira), Christian e Arroyo; Kaio Jorge.

POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Foi bom, mas foi ruim. Rodada termina com Cruzeiro em 11º, mas com distância de apenas três pontos entre o 7º e o 17º


Está tudo embolado! Em uma rodada ou duas, quem hoje está na dolorosa região da confusão - como diria Vanderlei Luxemburgo - pode se aproximar do grupo dos sete primeiros. Isso porque a diferença justamente do sétimo colocado hoje, o Bragantino, para o 17º, o Grêmio, é de apenas três pontos. Ou seja, beirando a área da confusão, estão nada menos que 10 equipes, sendo o Cruzeiro uma delas. Ou seja, a rodada foi boa, mas também foi ruim, uma vez que o time continua ali permeando uma área perigosa, que se aglutina a cada rodada e que tende a ser assim pelo menos até a parada para a Copa do Mundo.

Dos quatro últimos, nenhum venceu na rodada. Chapecoense e Remo seguem como sendo os principais candidatos ao rebaixamento. O Mirassol, pela campanha na Libertadores tende a sair desse grupo dos quatro piores e outras equipes, que estão com baixo rendimento como Grêmio, Santos, Internacional e Atlético acabam virando candidatos a preencher as posições. Todos, sem exceção, vem jogando um futebol bem abaixo do que podem.

Contudo, futebol não é avaliação de grupo e não dá nenhuma certeza quanto a futuro. A parada para a Copa do Mundo será primordial para algumas equipes, inclusive para o Cruzeiro, que precisa não apenas melhorar como aumentar o grupo de atletas disponíveis. Elencos curtos para número grande de competições desgastam mais e têm mais problemas de lesões. Isso faz crer que a janela do meio do ano no Brasil seja bem movimentada.

De olho no Goiás, mas também já pensando no Palmeiras, o Cruzeiro terá uma semana decisiva. Afinal, a partida pela Copa do Brasil, diante dos goianos, vale uma boa grana: R$ 3 milhões e a classificação às oitavas de final. Nos embalos de sábado à noite (de novo), o Cruzeiro vai visitar o líder do Brasileirão, que tropeçou diante do Remo e nas últimas cinco partidas venceu apenas duas. Jogo complicado, de finais de competições nacionais e que vale muito, principalmente considerando que o "bololô" em que o Cruzeiro está não se pode vacilar. 

Hoje o Cruzeiro consegue respirar um pouco, principalmente depois de um trabalho medíocre de Tite, que não apenas desgastou o time, moeu atletas e deixou, ainda, o time na lanterna, com 4 pontos em 8 jogos. Mas ainda estamos longe de pensar em algo que não seja sair de uma zona perigosa. Com foco e trabalho o Cruzeiro vai sair, até porque tem jogado bem e vencido jogos importantes desde que Artur Jorge assumiu o comando.

POR: JOÃO VITOR VIANA 

domingo, 10 de maio de 2026

Vitória da juventude e que fortalece o Cruzeiro no Brasileiro e demais competições

Vencer o Bahia fora de casa em meio a um mês com tantos jogos decisivos e difíceis era o ideal. Vindo de uma sequência sem descanso, o Cruzeiro precisa - e vai precisar em outras ocasiões - poupar jogadores para não perdê-los para a sequência seguinte. Contra os baianos, além dos desfalques - Kaiki e Arroyo -, Artur Jorge poupou Christian e Kaio Jorge dos 11 iniciais. Contudo, deu certo. Por meio da juventude, Cruzeiro virou uma partida muito difícil e saiu de Salvador com os três pontos.

O Cruzeiro começou melhor, dominou as principais ações, finalizou mais e chegou com mais perigo. No entanto, num ataque pela esquerda celeste, o Bahia achou um pênalti, cometido por Fabrício Bruno, que em 2026 não repete o futebol que o trouxe de volta ao Cruzeiro. Luciano Juba cobrou e Otávio não conseguiu alcançar. 

Atrás do placar, o Cruzeiro foi buscar o empate. Numa sequência de toques, Neiser achou Kauã Moraes, que finalizou de canhota. Aliás, sempre que jogou nesta posição foi contra um time baiano. Em ambos, fez gol. O auxiliar chegou a levantar a bandeira, indicando impedimento, completamente inexistente, por sinal. Contudo, o VAR corrigiu a bizarrice e validou o gol.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou a ter chances, assim como o Bahia. Otávio fez ótimas defesas, que garantiram o placar. Jà na reta final, Kaique Kenji, também de canhota, deu números finais ao jogo., mesmo placar que a Raposa conseguiu em 2025, em Salvador. Naquele 15 de setembro, válido pela 23ª rodada do Brasileiro, gols de Sinisterra e Gabigol.

A vitória fortalece o Cruzeiro no Brasileiro - chegou temporariamente ao 10º lugar - e nas demais competições antes da parada para a Copa do Mundo. Há decisões pela Copa do Brasil, Libertadores e claro, Brasileiro. Vamos, Cruzeiro!

Renata, ingrata!

Na manhã deste domingão, o Cruzeiro também saiu vencedor, dessa vez, da Superliga de vôlei. 3 a 0 contra o Renata, no ginásio do Ibirapuera. Uma pulverização do CAM (sim, essa é a sigla do time adversário), o que, talvez, tenha influenciado o trator celeste em quadra. Parabéns ao técnico Filipe e ao time! Foi o 10º título do time, o maior campeão da competição e um dos maiores times do mundo!

POR: JOÃO VITOR VIANA

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Conmebol imita a CBF e atrapalha a Libertadores! Arbitragem prejudicou partida do Cruzeiro, principalmente no segundo tempo


O ruim da resenha pós-jogo é ter que falar de arbitragem. Não deixarei passar, obvamente, a boa atuação do goleiro Otávio, seguro e decisivo. Melhor em campo. Contudo, muito disso aconteceu devido ao Cruzeiro jogar praticamente todo o segundo tempo com um a menos, tendo que abdicar do ataque e daquilo traçado no intervalo para tentar, quem sabe, uma bola e vencer o jogo. Não foi possível e o empate acabou sendo o placar alcançável.

Contando com a volta de Fagner, Artur Jorge colocou em campo o que tinha de melhor. O Cruzeiro teve bom volume de jogo, criou alternativas e soube se portar em campo. Chegou algumas vezes, mas parou ou no azar de um posicionamento, que desfavoreceu a finalização, ou no goleiro adversário. Isso, no primeiro tempo. Já na segunda etapa, perdeu Arroyo, de forma exagerada, logo no início, em lance que seria, no máximo, para amarelo. Gerson, no primeiro tempo, levou um pisão, digno de vermelho e nada aconteceu. O VAR se omitiu de todos os lances da partida, inclusive desses dois, cruciais.

Com um a menos, na casa do adversário, com campo pesado por causa da chuva e num frio e horário horrorosos, a exigência de uma vitória, que seria épico, passou a ser algo meio que inalcançável. Com Romero e Kaiki amarelados, o medo era perder mais um, como aconteceu no clássico diante do rival. A falta de critério da arbitragem, o excesso de paralizações e a diferença numérica acabaram com a partida, que teve um nível técnico baixo, muito parecido com algumas partidas do Brasileiro, que também vive uma crise na arbitragem medonha. Assim como a CBF, a Conmebol atrapalha as competições que realiza. Mais uma partida prejudicada por um soprador de apito de quinta categoria e uma equipe de arbitragem completamente incompetente.

Assim, coube à defesa ser destaque, principalmente no segundo tempo. Boas atuações de Kaiki, Otávio (melhor em campo), Fagner e Jonathan. Gerson também esteve bem. Fabrício Bruno foi envolvido em vários lances e parece ter esquecido aquele futebol de 2025 no ano passado. É preciso retomar a confiança. Do meio para frente, lapsos e foi isso. 

O resultado permitou ao Cruzeiro entrar na zona de classificação, passando o Boca Juniors e em igualdade de pontos com a Universidade Católica. Contudo, no critério de desempate, ficamos atrás. Não sei se com 11 sairíamos vencedores. Contudo, com um a menos, ficou bem difícil e o empate foi o que tinha para a janta.

POR: JOÃO VITOR VIANA

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Que vitória! Que torcida! Que arbitragem ruim!


O Cruzeiro conseguiu, diante do Boca Juniors, uma vitória maiúscula. Não somente por derrotar um gigante da América do Sul, mas pela forma que conseguiu, com insistência, repertório e superando uma arbitragem horrorosa e um time catimbento. O Boca não quis, em momento algum, jogar futebol. Provocou, encenou, simulou, tudo corroborado com uma patética arbitragem, que sem critério algum parou o jogo de forma acintosa, permitindo o antijogo, principalmente no primeiro tempo.

Contudo, o Cruzeiro, empurrado por sua torcida, que marcou presença, com mais de 57 mil pessoas, abriu o placar já no final do segundo tempo, em ótima jogada de Matheus Pereira para Kaio Jorge, que serviu Neiser. Sem goleiro, foi mortal. 1 a 0 que, ao final, ainda gerou revolta do time adversário, que queria confusão já no início e, no fim, era questão de tempo. Esse tipo de situação é culpa 100% da dona Conmebol, que assim como a CBF, no Brasil, fecha os olhos para absurdos em campo, contribuindo para um futebol cada vez mais pobre, violento e nada atrativo ao torcedor.

Coube ao Cruzeiro, escalado com o melhor que tinha - inclusive com um goleiro de verdade, não de totó -, se impor. Em poucos momentos, durante o jogo, o Boca ousou atacar. Preferiu atacar mais os atletas do Cruzeiro, com entradas violentas. Acabou que até mesmo a arbitragem expulsou o atacante Bareiro, que fez o que fez e, depois, ainda demorou para sair de campo. O árbitro não teve a capacidade e moral de retrá-lo, após agressão. Para piorar, ainda deu dois de acréscimo em um primeiro tempo em que apenas 20 minutos a bola rolou.

Para a segunda etapa, Artur Jorge pôs o time mais para cima, fez alterações ofensivas e conseguiu mais uma vitória. Com variedade tática, fez o Cruzeiro ser mais agudo. Matheus Pereira desfilou em campo e jogou o fino da bola. Foi dele o passe para Kaio serviu Neiser e o gol sair. O Mineirão explodiu, assim como na casa e comércios pelo mundo afora. 1 a 0 com gosto de vitória maiúscula, até porque foi. Vencer o Boca, em qualquer lugar é algo grandioso, mesmo o adversário não querendo jogar. Vieram para empatar. Foram embora com uma derrota no lombo.

Agora é chegar lá no La Bombonera com 9 pontos. Porque se foram embora com raiva e prometendo troco, pode escrever: não teremos vida fácil lá, tendo que saber jogar e conter os ânimos dos "hermanitos".

POR: JOÃO VITOR VIANA


domingo, 26 de abril de 2026

Vitória maiúscula! Cruzeiro emenda a terceira vitória seguida, deixa uma galera para trás e respira no Brasileiro



Nada como ter um técnico! Por mais que ele tenha insistido em Matheus Cunha - o que faz o torcedor ter arritmias durante os 90 minutos, torcendo para nenhuma bola ir ao gol - Artur Jorge chegou a 12 pontos pelo Cruzeiro em 5 jogos. Tite, em 6, fez 3. Saudade nenhuma, o que só corrobora em dizer que o trabalho anterior foi ridículo, se muito.


Diante do Remo, com cinco desfalques, o Cruzeiro conseguiu mais três pontos, mesmo em um gramado horroroso. A defesa esteve impecável, principalmente com João Marcelo, que fez uma partidaça. Kaiki também foi muito bem, assim como Romero, Gerson, Bruno Rodrigues e Arroyo, esse, o craque do jogo. Sem poder contar com Matheus Pereira e Fabrício Bruno e Lucas Silva, suspensos, Fagner e Neiser, com desgaste, Artur Jorge reposicionou alguns jogadores e não insistiu com alguns atletas, caso de Matheus Henrique, que acabou entrando no jogo, mas numa função diferente de primeiro volante, que ele não sabe fazer, aliás.

O Remo tentou algumas jogadas, mas parou no bom posicionamento da equipe. Os chutes, ainda bem, não foram ao gol. Contudo, o torcedor ficou apreensivo em todos os ataques. O goleiro, afinal, não inspira nenhuma confiança. Coração vai para a boca.

Lá no ataque, o Cruzeiro teve boas chances e parou no bom goleiro do Remo. A única que ele não conseguiu defender foi um belo chute de Arroyo, após passe de Bruno Rodrigues. O placar pôs o Cruzeiro no meio da tabela, jogou uma galera lá para baixo e deixou o recado "vocês que lutem". 

Agora é concentrar para pegar o Boca e, depois, o rival. Vamos ver onde vão terminar a rodada, mas já demos um bom respiro. Já são três vitórias seguidas. Vitória maiúscula!

POR: JOÃO VITOR VIANA

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Faltou pouco para sair com a vitória: principalmente por escolhas erradas e postura do time no fim do segundo tempo



O Cruzeiro estreou na Copa do Brasil com um empate fora de casa contra o Goiás. O maior vencedor da competição saiu atrás do placar, mas buscou a virada. Só não manteve o placar por falhas defensivas, ocasionadas por um recuo do time e pelas alterações no setor, a meu ver, equivocadas. Entendo que precisa rodar o time, mas mais uma vez por Matheus Henrique de primeiro volante é apostar que o errado vai dar certo. 

Com novo goleiro - que precisa ser mantido para ganhar ritmo e confiança - o Cruzeiro acabou sendo surpreendido cedo pelos donos da casa. 1-0, em rebote que Kauã Moraes dormiu no lance e permitiu ao lateral do Goiás chutar, após rebote de Otávio. O goleiro, aliás, foi bem, não tendo culpa nos gols. O Cruzeiro foi buscar o empate, com Arroyo, que jogou muito bem enquanto esteve em campo. Antes de ter igualado o placar, ele já tinha tentado outras três vezes.

No segundo tempo, o Cruzeiro dominou o jogo e poderia ter feito mais. Parou no goleiro Tadeu. Contudo, Jonathan Jesus, em tabela com Bruno Rodrigues, pôs o Cruzeiro na frente. Quando tudo levava a crer que o Cruzeiro sairia vencedor, o Goiás acertou um pombo sem asa, já no apagar das luzes e igualou o marcador. Uma pena para o Cruzeiro e uma resposta à postura adotada pela equipe, principalmente nos últimos 10 minutos. Não soube ficar com a bola e jogar em contra-ataque e, ainda, recuou demais. Quando não se tem um primeiro volante é quase um suicídio chamar o adversário para o próprio campo.

Hoje o Cruzeiro tem Romero, que não deveria ter saído. Quando deixar o campo, enquanto não trazem alguém, que deem chances ao Murilo, menino bom da base. Matheus Henrique está se queimando jogando ali, Walace não joga mais pelo clube e Lucas Silva atendeu momentaneamente, mas também não é a dele. Artur Jorge pecou nessa alteração e isso acabou causando um resultado que não trouxe justiça ao que foi o jogo. O Cruzeiro era merecedor da vitória. Não o fez por besteiras individuais, mais uma vez.

POR: JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 21 de abril de 2026

Mirando no futuro, apostando no presente



O Cruzeiro já começa a monitorar o mercado e Artur Jorge já conversa com o scout e diretoria sobre posições e nomes de atletas. Alguns, inclusive, que já trabalharam com ele e que chegariam como soluções de elenco, hoje limitado em peças e qualidade em diversos setores. Dessa forma, o Cruzeiro já entrou em contato com os clubes de alguns atletas para tentar a viabilidade da chegada deles na próxima janela. Até lá serão 12 jogos, o que faz com que o clube se preocupe com o futuro sem se descuidar do presente.

Nomes como do goleiro John (Nottingham Forest), Gregore (Al Rayyan), Barboza (Botafogo), Barco (Spartak) são alguns dos nomes falados em mídias e redes sociais. Atualmente o Cruzeiro possui carências no gol, primeiro volante, zaga, meia e ataque. Ou seja, pelo menos cinco necessidades, diferentemente do que o diretor de futebol Bruno Spindel falou há algum tempo. Para ele, o Cruzeiro tem um dos melhores elencos da América do Sul. O Cruzeiro sabe que isso é uma mentira deslavada e vai atrás dos reforços pedidos pelo técnico. Joaquin Pinto está em ação.

Até lá, o clube vai buscando pontuar e subir na tabela do Brasileiro, melhorar sua posição na Libertadores e não dar brechas na Copa do Brasil. Nesta quarta, aliás, terá o Goiás pela frente, fora de casa. Atletas poderão ser poupados. Jogadores suspensos para a partida contra o Remo, na próxima rodada do Brasileiro, jogarão normalmente, casos de Matheus Pereira, Fabrício Bruno e Lucas Silva. Kaio Jorge poderá jogar um pouco também para recuperar o ritmo de jogo, já que ficou de fora de dois jogos. Ele vem tratando, de forma intensiva, de uma pubalgia, ocasionada por excesso de carga feita pela antiga comissão técnica, justamente demitida.

Diante do Goiás, o Cruzeiro verá algumas caras conhecidas, como Anselmo Ramon (atacante), Ramon (zagueiro), Machado (volante) e Ezequiel (goleiro). Todos passaram pelo Cruzeiro, com mais ou menos importância.

Artur Jorge entende que não há por que poupar atletas. Contudo, só vai escalar aqueles que estiverem 100% fisicamente, com comunicação diária com o departamento de fisiologia. Será que dessa vez Otávio terá uma chance? Ou teremos que continuar torcendo para o time adversário não chutar a gol?

O que virá na janela é, ainda, um mistério. Mas o Cruzeiro não vai dormir no ponto como fez no início do ano, quando não soube montar o elenco de forma capaz de bater de frente com os principais times do Brasil e da América do Sul. A incapacidade gerencial e a passividade diretiva contribuíram para esse momento, que será medicado por Artur Jorge em alguns meses, principalmente se um ou outro tomarem um outro rumo, também na próxima janela. William interessa ao Grêmio e Walace, hoje, é carta fora do baralho. Tão fora que Gregore é apontado como possível reforço. Questão de tempo para deixar o Cruzeiro. Matheus Cunha poderia ir junto nessa barca. Kenji pode sair rumo à Lazio também.

POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Rodada boa para o Cruzeiro. Vitória mostrou domínio, tática e estratégia

O Cruzeiro venceu e contou com uma combinação boa de resultados nessa rodada do final de semana. Além de vencer bem o Grêmio - o time poderia facilmente ter feito três ou quatro não fossem as defesas de Weverton -, o Cruzeiro contou com alguns tropeços de times que estão ali, na parte de baixo da tabela, embolando um grupo que, em novo caso de vitória, pode subir bem na tabela, tirando a corda do pescoço e respirando um pouco aliviado.

Corinthians, Santos, Inter, Atlético-MG e, obviamente, o Grêmio, não venceram na rodada. O Vitória, logo acima, empatou em casa. Dessa forma, entre o 11º e o 16º há uma diferença bem pequena. Dependendo dos resultados da próxima rodada, os times que hoje estão com 16 pontos podem embolar ainda mais esse meio-campo, casos de Vasco e Botafogo. Fora da zona de rebaixamento, ainda que ali, na porta, o Cruzeiro pode subir de elevador já na próxima rodada, deixando equipes para trás e até potencializando as projeções pós-Copa. Até a parada serão 12 jogos, entre Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

Diante do Grêmio, o Cruzeiro entrou com o melhor que tinha na linha. No gol, obviamente não irei defender o que lá está, pois, para mim, não convence e não dá segurança. Felizmente o Grêmio chegou apenas uma vez e chutou na trave. Numa outra tentativa, chutaram por cima e, 10 segundos depois, o Matheus Cunha pulou, virando até meme. Mas, enfim, vencemos. Teve tática, domínio e estratégia.

Com uma defesa sólida, muito pelo retorno de Fagner e Jonathan Jesus, o Cruzeiro não deu tantos espaços e não deixou o adversário finalizar, felizmente. Com o retorno de Romero e Kaio Jorge, o Cruzeiro ganhou força no meio e no ataque, deixando o time do Grêmio perdido na marcação. Com uma defesa que deu espaços, o Cruzeiro soube aproveitar. Matheus Pereira, Romero, Kaiki, Arroyo, Christian e Gerson jogaram muito. Artur Jorge também soube a hora de mexer e poupar atletas para o jogo de quarta, contra o Goiás.

Aliás, há a possibilidade de que alguns atletas não sejam relacionados para essa primeira partida. Talvez não mexendo quatro vezes, como foi feito - e de forma equivocada - contra o Universidad Católica, mas dois ou três. Vamos aguardar. O bom é que Artur, ao contrário de Tite, sabe que não pode forçar um ou outro atleta, com risco de estourá-lo. Assim foi feito com Kaio Jorge, que contra o Grêmio jogou apenas os primeiros 45 minutos, após ficar de fora de muitos jogos. Neiser foi acionado e não decepcionou. Aliás, mostra que tem força e velocidade. 

O maior medo, no entanto, continua lá atrás. Contra o Goiás e testaria o Otávio. Acredito, na minha modesta opinião, que o nome da base para o gol é Vitor Lamounier. Vi vários jogos dele e consegui ver confiança, algo que o Otávio não me dá. Mas tendo que optar entre Otávio e Cunha, não há dúvidas. Vamos ver o que Artur Jorge pensa para esse jogo. Ele tem um plano.

Walace

O volante Walace não jogará mais pelo Cruzeiro. Desde o início de abril ele vem cumprindo um cronograma à parte e todo o cenário que permeou o atleta, do Brasil ou do exterior, não foram convidativos. No meio do ano, no entanto, sairá. O contrato dele é válido até 2028.

POR: JOÃO VITOR VIANA



quinta-feira, 16 de abril de 2026

Derrota em meio à falta de elenco e falhas individuais



O Cruzeiro não fez um bom jogo. Por mais que fosse possível vencer, o time apresentou uma série de falhas, principalmente defensivas, muito pelo fato da escalação ter sido equivocada e as substituições não terem surtido o efeito desejado. Com as entradas de Villalba e Matheus Henrique, o Cruzeiro piorou significativamente defensivamente e isso foi o pulo do gato para o Universidad Católica sair vencedora por 2 a 1 do Mineirão. Acertei o placar, errei quem venceu.

Time que usa de força aérea como seu trunfo conseguiu. A saída de Jonathan Jesus, de 1,85m, para dar lugar a Villalba, de 1,77m, foi um fator importante, assim como a entrada de Matheus Henrique, que não marca como um primeiro volante e deu brechas ao adversário. Kauã Moraes também não foi bem e William, que o substituiu no intervalo, foi ainda pior. Matheus Cunha, de novo, não foi decisivo. O que foi no gol, entrou. No ataque, o Cruzeiro bem que tentou. Mas parou no goleiro ou na trave. A arbitragem também teve uma participação tenebrosa. Defensivamente, duas falhas individuais, pelo alto, decretaram a derrota. 

Sem Kaio Jorge e Lucas Romero, o Cruzeiro perde sua espinha dorsal entre a defesa e o meio. Sem goleiro, a confiança é zero por parte da torcida. Matheus Cunha mais se assemelha a um goleiro-linha de futsal. Não serve para ser titular. Com a janela fechada e um planejamento horroroso, o Cruzeiro colhe, agora, os seus maus feitos. Não pode deixar chutar. Se chutarem, é torcer para marcarmos mais que o adversário finalizar.

Alguns poderão dizer: ah, mas o Matheus Cunha não teve culpa. Nunca tem. E o que vai, entra. Será mesmo que ele é tão azarado? Por mais que o segundo gol tenha sido um vacilo defensivo, a bola passou no meio das pernas dele. E mais: não sai do gol em nenhum cruzamento. Fica parado, feito um bocó, debaixo das redes. Isso mostra não apenas medo, mas um receio ainda maior de errar se sair. Goleiro fraco. Um grande time começa por um grande goleiro. O nosso está no estaleiro por conta do moedor de jogadores, demitido junto com o filho e a comissão técnica anterior.

Sobre o jogo, o Cruzeiro, mesmo com as escolhas mal feitas, foi melhor em boa parte. Mas sem uma referência, árbitro conivente com cera, com a violência e sem critério algum para faltas e/ou cartões e falhas individuais, a Raposa acabou sucumbindo, interrompendo uma ascensão. Agora é tentar não errar e ir para cima do Grêmio, domingo, 20h30, no Mineirão. O horário e esse tropeço na Libertadores deverão diminuir o público no estádio.

Artur Jorge deve rever alguns conceitos e escolhas. Se precisa rodar o time, precisa achar as reposições. Matheus Henrique não é primeiro volante; Villalba não está em boa fase; Matheus Cunha precisa ser preservado; e se Kaio Jorge não pode jogar, que Neiser jogue mais aberto, sem jogar de costas. Ele é mais eficiente jogando angulado que centralizado. Isso não impede que jogue com Arroyo. O ataque fica mais leve, inclusive. 

O elenco é curto, bem diferente do que disse o incompetente Bruno Spindel. O Cruzeiro precisa se encontrar antes da janela, dar chances a meninos da base como Murilo, Rayan Lelis, Bruno Alves, Otávio (Marcelo ou Vitor Lamounier), Kenji ou qualquer outro. Se o Cruzeiro não tem, na base, um goleiro melhor que Matheus Cunha, fecha! E não entendo o Murilo não ser o reserva imediato de Romero. Tite não gostava da base. Mas o Artur podia ver isso agora, que tem contrato até 2030. Temos joias que podem nos auxiliar, para ontem, alguns problemas.

POR: JOÃO VITOR VIANA

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Em busca de mais uma vitória, embalada pela renovação de Artur Jorge


O Cruzeiro entra em campo hoje, às 19h, expectativa de estádio cheio e com o desafio de vencer a terceira partida seguida. O clube, que tenta se reerguer do péssimo trabalho feito por Tite e sua turma, agora tem técnico. Inclusive foi anunciada a prorrogação do contrato de Artur Jorge até 2030, isso 23 dias depois de ser anunciado como treinador do clube. O carisma e o trabalho já levaram a direção a buscar um trabalho de qualidade a longo prazo. Ah se o Artur tivesse chegado no início do ano, participado do planejamento e feito suas avaliações... mas não dá para ficar chorando leite derramado e nem jogador moído pela comissão passada. É questão de analisar jogo a jogo e torcer para o trabalho ir cada vez mais evoluindo.

O Barcelona da Shopee foi atropelado pelo Boca Júniors, ontem, no La Bombonera (3-0). Isso quer dizer que o Cruzeiro tem que atropelar também? Óbvio que não. Mas seria bom que vencesse, mantendo a ascensão do time, a coesão do grupo e se isolasse na segunda posição, ao menos. Sem Kaio Jorge, Neiser deverá ser escolhido novamente como substituto, já que tem aproveitado as oportunidades. Parte da torcida tem cobrado uma melhor finalização do atacante, que é rápido, forte, sabe se posicionar e tem tido boas chances de marcar. Questão de tempo. Aliás, quem lembra do início do Kaio Jorge sabe que ele demorou bem mais para deslanchar que o Neiser. É apoiar porque o menino vai longe.

Quem tem chances de ser aproveitado também é Romero. O "Perro" se recuperou e está à disposição. Contudo, não acredito que inicie a partida. 

Provável time: Matheus Cunha; Fagner, Fabricio Bruno, Jonathan e Kaiki; Lucas Silva, Gerson, Christian, Arroyo e Matheus Pereira; Neiser.

Meu palpite: 2-1.


POR: JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 7 de abril de 2026

Vitória com segurança de um time que é capaz

O Cruzeiro venceu na estreia na Copa Libertadores. Fora de casa, em Guayaquil, venceu o Barcelona por 1 a 0, gol de Matheus Pereira. O jogo marcou o retorno da Raposa à Libertadores após sete anos. 

Com a defesa bem postada, o Cruzeiro foi bem, soube se postar em campo e, com mudanças na escalação, reestreou na competição e com vitória. O grupo é considerado um dos mais complicados e uma vitória fora conta muito.

Depois do jogo de resultado ruim contra o São Paulo, esperava-se que o time tivesse mudanças. Villalba, Matheusinho e William foram sacados por deficiência técnica. Fagner foi bem na direita, Lucas Silva jogou muito bem e Jonathan Jesus, enquanto esteve em campo, não comprometeu. 

Com menos chances criadas, o Cruzeiro foi cirúrgico. Primeiro tempo ok, com domínio de bola, mas poucas finalizações, mais esperando o adversário vir que atacar e, no segundo, pelo menos três chances, uma delas, bem finalizada por Matheus Pereira e outra, pessimamente definida por Chico da Costa. Matheus Cunha não comprometeu dessa vez.

O Cruzeiro que o torcedor esperava entrou em campo e venceu. Pode não ter feito um jogo maravilhosamente bom, mas venceu. O resultado é importante para o grupo e para a sequência do time em todas as demais competições. O campeão mineiro iniciou com o pé direito, ainda que o gol tenha sido de cabeça.

O Cruzeiro terá dois jogos em casa pela competição na sequência e, agora, mira o Bragantino, no fim de semana. É mais um jogo para entrar, vencer e subir na tabela. Gostei do que vi. O Cruzeiro é capaz.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Hora de foco, respeito e trabalho



Os três pontos sobre o Vitória não serviu como exemplo de mudada de chave e nem a goleada sofrida diante do São Paulo é terra arrasada. Entendo que o último jogo foi um placar um tanto quanto elástico dinte do que foi o jogo, mas mostrou que o time paulista foi bem mais eficiente que o próprio Cruzeiro. Com os resultados do final de semana, a Raposa se manteve entre os últimos e precisa, para ontem, recuperar os pontos perdidos, principalmente nas primeiras rodadas, quando sob o comando de Tite, empilhou lesões e resultados absurdos. Tite, agora, é cogitado no Corinthians. Torcendo, inclusive, para ir para lá.

Voltando ao que importa, o Cruzeiro já tem jogo na terça-feira (7/4) e tem que virar a chave total. Há quem já fale que o Cruzeiro precisa priorizar o Brasileiro em detrimento das copas. Não concordo, principalmente porque haverá um tempo, durante a Copa do Mundo para ajustar o time. E mais: A primeira fase da Libertadores é antes desse período. Logo, não tem nem como priorizar algo diante de outro. É ter foco, respeito e trabalho para as coisas irem se acertando com o tempo. E a torcida precisa parar de ser tão imediatista.

Sei que vai ter gente me xingando, mas acham mesmo que clubes que hoje estão lá em cima vão ficar? Para mim, são elefantes em cima da árvore que ninguém explica como chegaram lá. O Cruzeiro também não vai ficar lá embaixo. A campanha no Brasileiro é para, sim, chegar aos 45 pontos. A distância para o Palmeiras, em 10 jogos, já é de 20 pontos. Então, o meu pensamento é justamente o oposto. Priorizar as copas. 

Mas aí vão perguntar: assim vai cair no Brasileiro. Digo que não. O time não tem aquele problema de 2019 - caso do Botafogo esse ano - e tem um elenco qualificado, que será melhorado na próxima janela. Estou preocupado? Óbvio. Pelo aproveitamento ridiculo até aqui. Mas há e vamos melhorar. Primeiro, porque agora temos técnico. Segundo, porque o elenco não é ruim, embora não seja um dos melhores da América. Viu, Spindel? Ah, e para ontem, precisamos de um goleiro! Gohe, ex-Grêmio, seria minha opção. Richard, do Ceará, seria boa opção também.

Walace fora!

Ao que parece, Walace não fica no Cruzeiro. Internamente um comportamente recente dele com outro jogador foi analisado e visto como ir contra a conduta do clube e ele sequer viajou para o Equador para o jogo de terça. Até pelo momento, que exige união e trabalho, atos assim são vistos até com mais rigor. Não acredito em sua permanência no clube por muito tempo. Se ele começar a treinar em separado não será surpresa.

POR: JOÃO VITOR VIANA