segunda-feira, 16 de março de 2026

Vídeo: Marcelo Bechler destacou a queda de Tite

 


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Demissão de Tite: correção de rota necessária porque a diretoria não ouviu a torcida quando contratou. Deu no que deu!

Fim de uma tragédia anunciada: Tite deixa o Cruzeiro sem, ao menos, dar declaração. O empate por 3 a 3 com o Vasco, na noite de domingo, no Mineirão, sepultou o trabalho trágico iniciado em janeiro e que, apesar do título do Campeonato Mineiro, nunca convenceu.

Com um futebol nada envolvente, burocrático e fatídico, o Cruzeiro afastou seu torcedor do campo e o sócio do programa. Pediu, incontáveis vezes, a troca do comando. Não foi ouvida. Aliás, quando especularam que Tite seria o substituto de Leonardo Jardim, a rejeição já foi alta. A diretoria, assim como fez quando contratou Fernando Diniz, deu de ombros e achou que sabia mais de futebol que 10 milhões de pessoas. E deu no que deu.

Três meses jogados no lixo, um planejamento muito mal feito, avaliação de grupo lamentável, vendas injustificadas, muito investimento em poucos jogadores e um sistema tático que se provou inexistente. Para um time com Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil pela frente, o projto é de um time de Série C.

O departamento de futebol ficou órfão com a saída de Pelaipe. Bruno Spindel só veio para que Gerson viesse. Aliás, com o dinheiro investido em Gerson dava para ter contratado ao menos uns 4 jogadores para posições carentes, que permanecem, por sinal. Falta zagueiro, volante, meia e atacante. Mas Tite não quis, Pedro Júnio, idem e a torcida, de novo, nao foi ouvida. Deu no que deu.

E todas as decisões de Tite - inclusive a de deixar seu filho, incompetente, comandar o time à beira do gramado - trouxe as decepções. Em mais um jogo em casa, com Mineirão vazio, empate. E olha que saiu no lucro! Segundo tempo de amargar e uma correção de rota necessária: tirar um dos problemas do time, talvez o maior, para tentar algo ainda esse ano. Mas para tanto, a diretoria precisa descer do pedestal que ela mesma subiu.

O primeiro passo é trazer o torcedor para perto. De novo, isso não tem ocorrido. Não é abrindo porta de Toca da Raposa em véspera de final de rural que isso acontece. É ouvindo, é criando um plano de comunicação, é agradando, é contratando treinador que a torcida aprova. E mais: tendo uma poítica interna que não aceta interferência de treinador. Em 2025 estava tudo certinho: investiento em jovens promissores com expectativa de revenda e aumentando o nível do grupo. Tite atrapalhu tudo isso: preferiu jogadores mais rodados e encostados e liberou promessas da base à preço de banana. E eu no que deu!

Na zona de rebaixamento incômoda, a diretoria preferiu apenas se posicionar e meio que culpar o treinador por todos os males. Sabemos que não era o único problema que, aliás, foi criado pela diretoria. Troxue Tite como trouxe Diniz. Na apresentação de ambos, o mesmo discurso: "currículo que dispensa comentários". Diretoria vive de passado e o Cruzeiro não é museu.

Que com mais um tropeço, o que a gente fala desde lá de trás seja iniciado. É preciso ter um técnico de verdade. Já que o Jardim se rendeu aos milhões do Flamengo, que quem venha tenha um perfil parecido: carta branca para estruturar, contratar jovens, aumentar as opções de elenco, dar chance para a base e fazer o time jogar, com treinos decentes e sem estourar jogador. Há muitos anos o Cruzeiro não convive com tantas lesões! Tite jogou o grupo de jogadores, limitado em número, no Departamento Médico. O elenco virou açougue! 

Agora é hora de contratar um treinador de verdade! Pague multa alta se precisar! Mas traga! Não me venha com conversa fiada de trazer esse ou aquele disponível no mercado. O Cruzeiro, historicamente, quando quis um técnico foi até ele e tirou ele de algum time. Fez assim, por exemplo, com Felipão. O Cruzeiro tinha uma meta, que se perdeu de novo, porque a diretoria não ouve. O problema de SAF e que sendo dono, pouco importa o que o seu cliente deseja. Mas sem torcida, time nenhum, SAF ou não, vinga. 

Que o Cruzeiro corrija a besteira que fez não fazendo outra! Ou é Artur Jorge, Filipe Luis, Gallardo ou Crespo. Algo fora disso, para mim, é outra aposta. Para apostar, que deixe o Mairon, do sub-20. Antes alguém promissor que outros, comprovadamente decadentes, como é o caso de Tite.


POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 9 de março de 2026

Após 7 anos, o Mineiro é nosso!


O Cruzeiro, de novo, sagrou-se campeão. Após 7 anos, muita história, altos e baixos, o Maior de Minas levantou a taça, em jogo mais marcado pela pancadaria no fim do jogo que propriamente chances criadas.

Em campo, o Cruzeiro foi mais eficiente, principalmente porque a partida foi marcada por poucos lances de perigo. Os goleiros pouco trabalharam. Contudo, Kaio Jorge, sempre ele, deixou o seu, em lance que Everson tentou socar, mas a bola já tinha passado da linha. E muito! Ainda assim Everson, o rei da catimba e "religioso", queria fazer o árbitro ir contra o próprio VAR.

Em campo, muitos cartões. Jogadores simulando agressões, revidando provocações, criando situações inexistentes. Renan Lodi e Matheus Pereira protagonizaram alguns confrontos. Villalba e Huk também. Mas nada que beira Christian e Everson. O goleiro, como disse, religioso, deixou para lá o seu terço e partiu para cima de Christian após uma dividida. A joelhada que deu no rosto do meia cruzereinse desencadeou uma briga generalizada, que teve como saldo 23 expulsos. A súmula só saiu na manhã dessa segunda-feira (9).

No vestiário, vibração e esquecimento total da bagunça de dentro de campo. Provocações continuaram. Kaio Jorge, Fabricio Bruno, Lucas Romero protagonizaram algumas cenas. Entrevistas ainda à flor da pele. Por fim, foi perceptível que nenhum atleta do Cruzeiro não desejava nada de diferente a não ser ser campeão. Villalba chorou e se declarou ao Cruzeiro. Kaio Jorge e Fabricio Bruno com camisas provocativas.

Se até o Cássio entrou na briga, é sinal que os caras estavam bem pilhados e não abaixariam a cabeça num momento de retomada de títulos. As expulsões, agora, são da conta da Federação Mineira de Futebol (FMF). E para 2027, se forem 6, 12 jogos... não tem problema. Jogamos com reservas e teremos a obrigação de chegarmos a mais uma final. Foco agora no Flamengo, em jogo de campeões estaduais. Do lado de lá, Jardim, que trocou a idolatria pela grana do Urubu. 

É ver se no Cruzeiro a concentração irá se manter. Isso passa pelo nenhum cumprimento a Leonardo Jardim antes do jogo. Pelo que ele fez com o Cruzeiro, a indiferença é a maior resposta.

POR: JOÃO VITOR VIANA 

domingo, 11 de janeiro de 2026