segunda-feira, 25 de maio de 2026

O que importa são os três pontos: sequência, desgaste e calendário apertado também não ajudam. Mas está quase!


O Mineirão recebeu mais de 44 mil pessoas em mais um jogo importante, dessa vez, contra a Chapecoense que, embora lanterna, tem jogado suas fichas para buscar amenizar a corda no pescoço. Apesar de ter um início bem promissor, gol gols - um deles anulado - o Cruzeiro caiu de produção, oi acuado em alguns momentos e, por pouco, não foi supreendido negativamente. Um empate teria um sabor de derrota imenso. Ainda bem que a vantagem se manteve até o fim. Não precisava sofrer tanto. Contudo, o futebol nunca foi uma ciência exata e nunca será. Valeu a vitória, que nos levou ao 9º lugar e um respiro ao final da 17ª rodada.

Com algumas opções táticas alteradas, o Cruzeiro entrou em campo para voltar a vencer e subir na tabela, tentando se livrar do bololô que o Brasileiro virou, condensando em 8 a 10 posições, um elevador maluco. Se vence, sobe e respira; se perde, cai muito e sufoca. 

Com um futebol mais envolvente, o Cruzeiro buscou, principalmente de fora da área, o gol. Parou no goleiro Anderson, que há pouco tempo estava na Toca. Kenji, Matheus Pereira e Kaiki arriscaram, mas sem muito sucesso. Num lance de boa trama, Matheus Perera acabou sendo derrubado na área. Kaio Jorge abriu o placar. Na frente, o Cruzeiro manteve a pressão, mas o erro no último toque atrapalhou a ampliação do placar. O Cruzeiro chegou até a fazer o segundo gol, mas o VAR, ara variar, enxergou falta em um lance muito primário, que nem mesmo a Chapecoense reclamou. E o árbitro, ruim, foi na dele, como sempre. Aliás, esse árbitro da partida é refém de VAR e não tem convicção em nada que faz. Horroroso! O Cruzeiro, após o lance, continuou em cima, mas não conseguiu ampliar.

Já no segundo tempo, o Cruzeiro voltou com a mesma pegada. Tentou com Sinisterra, duas vezes, e Matheus Pereira. De tanto tentar, Romero apareceu pela direita e deu assistência para Sinisterra marcar. 2 a 0. Para matar o jogo, bastava mais um. Mas a pontaria voltou a falhar. O mesmo já não ocorreu com a Chapecoense, que na primeira tentativa de gol, diminuiu, de cabeça. O Cruzeiro tem sofrido muito pelo jogo aéreo. O gol saiu de um cabeceio do jogador, sozinho, na área, entre Kaio Jorge e Gerson, no contrapé de Otávio.

A Chapecoense cresceu. Chegou a fazer o segundo gol, anulado por impedimento de jogador que participou ativamente da jogava, ainda que não tenha tocado na bola e, depois, quase marcou, mas Otávio, em duas grandes defesas, impediu o empate. Nos minutos finais, a Chapecoense chegou a ter um pênalti assinalado, mas por impedimento, a mão de Bruno Rodrigues acabou não acontecendo.

Bruno Rodrigues, aliás, tem entrado bem mal nas funções que são pedidas. Ele não apenas não sabe marcar, como ainda complica o básico. O Cruzeiro também apresentou problemas em saídas de bola, muito recuo para goleiro e toque dentro da área, o que é temerário. Vimos isso dar muito errado na época do Diniz. E repetir erro é querer sofrer sem precisar. O jogo não era para esse sofrimento todo. O árbitro complicou muito o jogo, mas com uma pontaria um pouco melhor, a Chapecoense podera ter tido melhor sorte, principalmente pela parte final do segundo tempo.

Já o Cruzeiro, teve chances de matar o jogo já no primeiro tempo, quando foi muito superior. Entendo que a sequência forte, o desgaste e o calendário não têm sido amigos. Além disso, o início caótico de Tite também foi preponderante para o time ter que se desgastar ainda mais, com um grupo curto, que vai ser reforçado no meio do ano. No entanto, não pode ser dar sopa para o azar, principalmente no futebol, o esporte mais injusto que existe. É pensar no Barcelona, agora, e classificar na Libertadores. Depois disso, apenas mais um jogo, contra o Fluminense e pronto: descanso, reforços e planejamento. Ufa!

POR: JOÃO VITOR VIANA






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