domingo, 20 de setembro de 2026

Cruzeiro em números: pouco para um time milionário


O ano de 2026, definitivamente, não foi para o Cruzeiro. Mesmo vencendo o Campeonato Mineiro, que foi às duras penas, o time passou por problemas estratégicos, inclusive de planejamento que, na minha opinião, foi muito falho.

O departamento d
e futebol do clube não soube gerir nem o que tem em termos de material humano, como gestão de recursos. Boa parte da torcida diz: "Ah, mas o Pedro é bilionário". Mas o Cruzeiro é uma das empresas dele. Precisa se sustentar. E por isso, é gerido com orçamentos.

O orçamento de 2026 foi praticamente todo feito em cima de um jogador. Talvez, aí tenha sido o maior erro. Por mais que Gerson seja um jogador acima da média, era melhor ter contratado 3 ou 4 jogadores de nível, que deixaria o elenco mais homogêneo. O Cruzeiro não tem um elenco tão qualificado assim, não em número, mesmo problema de 2025. Foi eliminado em duas competições de copa também por isso. Isso, investindo milhões.

Mas o motivo principal, ao meu ver, foi a falta de planejamento, inclusive de utilização de jovens da base. O único que teve chance real, parou na Seleção Brasileira. Outro problema foram as vendas de Kaiki e Kauã Prates. Além do valor, que não foi reinvestido à altura, não teve reposição satisfatória, levando o clube a contratar, no apagar das luzes, outro jogador para a posição: Viña. Sobre a saída do Christian, nem comentarei. Aliás, vou falar um pouco: o Cruzeiro simplesmente perdeu seu poder de ataque e transição. Foi uma perda tão grande como a de Kaiki. Eram peças fundamentais no esquema e no sucesso celeste.

Sobrou o Brasileirão. Hoje tem jogo. Será que vamos conseguir uma vaga na Libertadores? Começamos o ano com um técnico horroroso que, agora, terá a chance de rebaixar o Botafogo. Com Tite o Cruzeiro foi limado física e psicologicamente. Veio o Artur, que consertou muita coisa, mas não teve como moldar o elenco à sua maneira. E que também errou decisivamente nas copas. Não vou isentá-lo e nem venerá-lo. Mas é um treinador acima da média. E esperamos que até 2030 voltemos a ser protagonistas. Se ele conseguir fazer no Cruzeiro o que fez no Botafogo vai dar muito bom. Aqui tem estrutura, torcida e dinheiro de verdade. 

Bom, para que o planejamento seja corrigido em sua rota, é preciso pontuar. Há alguns meses, os cruzeirenses pensavam tão somente em chegar aos 45 pontos, apostando nas copas como válvulas de escape. Acabou que tudo se inverteu e, agora, sem copas, precisamos pontuar ao máximo para chegar à Libertadores. Isso para por vencer o Vitória, hoje. Chegaríamos aos 45 e, ainda, poderíamos pensar em subir um pouco na tabela, principalmente se o Fluminense perder. Passaríamos pelo número de vitórias ao menos. Falando em números, o Cruzeiro, hoje, tem uma das piores defesas entre os primeiros e um dos piores ataques. Isso precisa melhorar já em 2026 e, pata 2027, fazer uma reformulação correta, que não rolou este ano.

Para ir à Libertadores, o cálculo é de, pelo menos 61 ou 62 pontos. Esse número pode variar se abrirem mais vagas, o que dependeria de Palmeiras ou Flamengo vencerem Libertadores ou Copa do Brasil. Mas não é bom contar com o ovo na cloaca da galinha. 

POR: JOÃO VITOR VIANA


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Eliminação por erros sucessivos: Cruzeiro não foi digno de ir às semifinais

O Cruzeiro, mais uma vez, deixou sua torcida no ódio. E não faltaram motivos: não bastasse a eliminação do time na Libertadores, agora saiu da Copa do Brasil, da qual é o maior vencedor, por seu maior rival. E o que mais dá nos nervos é que o Cruzeiro errou TUDO. Explico.

Depois de não vencer o primeiro jogo, em partida que poderia e deveria, conseguiu ceder a um adversário inferior, pior, mas motivado. Ficar com um a menos, obviamente, fez diferença. Mas tudo era possível, inclusive de reverter. O CRUZEIRO NÃO QUIS. 

Foi mal escalado, para começar. Wesley já mostrou que chegou abaixo, que é "jogador de segundo tempo" e, com ele, o Cruzeiro perde o meio. Nada justifica o isolamento de Lucas Silva e a insistência com Matheus Henrique, para mim, hoje, um entregador de bola ao adversário. O jogo era para entrar no 4-4-2, com Gerson mais avançado e Matheus Pereira "flutuando". Artur Jorge não quis.

Em campo, o time abriu 1 a 0 cedo, com Kaio Jorge. Nem assim o time se acertou, permitindo o crescimento do adversário que, insisto, é inferior em técnica, mas jogou com mais vontade. Aliás, vontade em jogo decisivo, esse elenco do Cruzeiro já mostrou que não vai mostrar. É muito dinheiro para pouca bola nesses casos. De que adianta ganhar do Flamengo no Brasileiro e ser eliminado na Libertadores? Vencer o rival no rural e ser eliminado na Copa do Brasil? Nada!

Com vantagem no placar, Artur Jorge voltou a agir. Manteve em campo, laterais amarelados. Não demorou o início do segundo tempo e "zaz", Villalba expulso. O que dá na cabeça de um treinador manter um jogador improvisado na função, amarelado, argentino, que dá o sangue se preciso em campo, sabendo que, se cm 11 estava difícil, com 10 poderia ficar impossível? Artur Jorge pagou para ver. E como saiu caro!

Pior que isso foi ver sacar os três melhores atletas do time de uma só vez e por, em campo, jogadores piores que as opções que tinha no banco. Voltou a insistir em Neyser, Kenji e o amado Matheus Henrique. Não só trouxe o adversário para o próprio campo, como matou, por completo, quaisquer chances de buscar uma bola e fazer gol. Ao levar o empate, Artur Jorge voltou à cena: pediu uma linha de cinco atrás. A linha que ele pediu foi feita e o segundo gol saiu. O meio, que deveria estar povoado para frear as investidas, ficou vazio. A distância de marcação era de 5 metros, o que facilitava a troca de bola rápida do adversário. Além disso, a bola aérea continua sendo um martírio. Não fosse a trave e Otávio o estrago seria maior. E ontem, na conta do treinador.

Artur Jorge não enxergou o óbvio. Tentou reinventar a roda. Deu tudo errado e foi legitimamente eliminado. O trabalho dele desde que chegou, em números, é excelente. Mas no mata-mata, catastrófico. A culpa é só dele? Lógico que não! O Cruzeiro não tem executivo de futebol decente. Spindel e Pedro Junio podem dar as mãos e buscarem outro ofício. Pedro Lourenço assina cheque com emoção e depois chora com o que vê. 

O Cruzeiro precisa de um departamento de futebol competente, que saiba montar elenco equilibrado, não venda jogadores importantes - caso de Kaiki e Christian, principalmente - e traga jogadores que chamem a responsabilidade em momentos únicos. Sobrou o Brasileiro, que essa mesma diretoria deixou nas mãos de Tite no início do ano. Oito rodadas na zona de rebaixamento. A mesma diretoria que vende mal, repõe mal, que vai torcer para Flamengo em Libertadores e que é eliminado pelo rival na Copa do Brasil.

2026 já era. Pode ficar pior? Claro, principalmente se não vier a vaga da Libertadores, possível, agora, apenas pelo Brasileiro, a competição que restou. O torcedor termina o ano sabedor que poderia ter beliscado algo, mas que o planejamento feito foi uma merda total. Não tem outra palavra, inclusive. Ao se pensar que Tite seria o guia de um elenco, daí já se tira que o leme estava à deriva. Depois vieram os executivos incompetentes e liberaram jogadores importantes. Tiveram as lesões de Pec e Sinisterra, tudo bem. Mas no caso do colombiano, tê-lo comprado já foi um risco assumido. Mas o dinheiro é do Pedro, né? 

Um problema de time rico, com dono e que a torcida vira coadjuvante é isso. Não ouvem, não dão espaço ao torcedor, acham que sabem mais que todos. 

Colhem o que merecem, infelizmente. O coração é azul, mas HOJE o torcedor está roxo... de raiva.

POR: JOÃO VITOR VIANA