sábado, 13 de maio de 2017

RESOLVERAM UM PROBLEMA E NÃO ANUNCIAM UMA SOLUÇÃO

POR: JOÃO VITOR VIANA

O Cruzeiro confirmou a troca de Mayke por Rafael Marques com o Palmeiras. Enquanto o lateral vai por empréstimo, até o fim de 2018, o atacante chega em definitivo para a Toca. Mayke, de 23 anos, foi a moeda de troca escolhida e aceita pelo Palmeiras que, anteriormente, tinha solicitado Romero. Contudo, o Cruzeiro, para se livrar de um problema momentâneo - uma vez que Mayke não tem rendido - mandou o jovem ao clube paulista. Talvez, respirando novos ares, possa se destacar. A contrapartida foi Rafael Marques, que daqui duas semanas completa 34 anos. Uma solução? Não.

Certamente o Cruzeiro se livrou de um problema. Além de Mayke, outros atletas como Leo, Alisson e Fabrício também têm levado o clube para o buraco. Contudo, esses ainda continuam no time até segunda ordem e, vai lá se saber, ainda contam com o respaldo do treinador. Já Mayke, minou a paciência de Mano e da diretoria. Nos bastidores, a conversa - e torcida - é para que ele jogue bem no Palmeiras, para que, durante o empréstimo, ele seja vendido para o exterior. Alguns diretores, embora não falem, obviamente, para a imprensa, não acreditam mais na continuidade dele no Cruzeiro em um futuro próximo. 

Sem poder contar com Rafael Sóbis, o Cruzeiro teve que acelerar as negociações, que iniciaram na semana passada. O interesse da Raposa em Marques era antigo, mas somente agora o Palmeiras topou ceder o jogador, com aval de Cuca, que não iria aproveitá-lo. Não o vejo como solução, mas espero queimar a língua. 

Espero que a diretoria, agora, veja que nossa zaga tem apenas duas opções: Dedé e Manoel. Necessitamos, pois, de mais um jogador, com urgência. E temos Caicedo e Leo para dar em troca.

REPOSIÇÃO

Mayke indo, Mano testará duas opções para a ausência de Ezequiel, que encontra-se com uma inflamação crônica no quadril: Romero, como primeira opção, e Lennon, que recém chegou ao clube. Diante do São Paulo, inclusive, Romero tende a ser titular. Mano testou o jogador no ano passado na função e gostou do resultado. Para 2017, apostou em "especialistas". Contudo, pelo visto, é melhor improvisar.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

CONVERSA MAROTA? ESPERO QUE NÃO!


POR: JOÃO VITOR VIANA

A diretoria, através dos microfones dos meios de comunicação, anunciaram para hoje uma reunião com o grupo e com a comissão técnica. Ontem todos estiveram de folga, voltando às atividades hoje. Quem comunicou essa conversa foi o diretor de futebol, Klauss Câmara, único membro da diretoria que, após dois reveses, deu as caras. Já o presidente e o vice, parecem sumir quando o cinto aperta.

A conversa entre diretores e grupo, o que inclui o treinador Mano Menezes, está marcada para o período da tarde. Que seja uma reunião de cobrança, nada de conversa marota. Que os diretores exprimam toda sua indignação pelo futebol ruim mostrado. E seria benéfico que o presidente comunicasse ao seu treinador que alguns atletas, por renderem nada, fossem afastados. Elenco Mayke, Leo, Alisson e Fabrício, que em nada acrescentam ao time. Hora de colocá-los em algum negócio ou treinando à parte. Tecnicamente não agregam. E mais: se outros atletas, mais tarimbados, não começarem a mostrar futebol, que sigam o mesmo caminho. Mas, antes, vamos ver o teor da conversa. Que não tenha sido o tipo de declaração para mostrar que a diretoria está fazendo algo. Aliás, é engraçada a postura do presidente e do vice: parecem tomar chá de sumiço quando tudo parece estar próximo ao caos. E isso não é postura de líderes de uma equipe de ponta, como é o Cruzeiro.

Vamos ver o que teremos nessa reunião de hoje. Que não seja conversa marota e que resultados comecem a acontecer. O primeiro desafio será domingo, no Mineirão, em estreia no Campeonato Brasileiro. Joguinho morno novamente? Joguinho frio? Queremos um Cruzeiro vibrante!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

QUE TAL SER HUMILDE, MANO?

POR: JOÃO VITOR VIANA

O Cruzeiro está fora da Sul-Americana. Jogando de forma grotesca e covarde, o time pareceu entrar em campo querendo perder. Treinou pênaltis um dia antes de forma incessante, já prevendo mais uma derrota, a terceira no ano. E de nada adiantou. Conseguiu ser mais incompetente que o Nacional, que perdeu duas cobranças. Resultado vergonhoso, se compararmos as duas equipes em suas grandezas. Sem desmerecer o Nacional, é um time pequeno, que está mal no campeonato daquele país, que já não tem tanta tradição no futebol. Já o Cruzeiro, um gigante sul-americano, que se apequena a cada jogo.

Uma pergunta: se o time não está rendendo, por que não muda o esquema do time? No ano passado, o time rendeu jogando com três volantes e partindo no contra-ataque. Ficou 14 jogos invicto e saiu da degola até com certa facilidade. Mano, que salvou o time em 2015 e 2016 parece não entender que o atual elenco não pode ser escalado de outra maneira que não o 4-3-2-1. Difícil por Arrascaeta, Thiago Neves, Rafinha ou qualquer jogador no banco porque têm nome? Bom, aí desmerece um esquema que deu resultado em prol de currículo. Voltar a jogar com três volantes, nesse momento, é a melhor opção.

Diferentemente do que boa parte da torcida já pede - a saída de Mano -, discordo. Acho que, até por agradecimento, ele merece um voto de confiança. Mas cabe à diretoria tomar atitudes, como afastar alguns atletas que estão, de fato "entregando" os jogos. As falhas individuais foram evidentes diante do Nacional, principalmente nos gols dos anfitriões. Mayke e Caicedo entregaram a paçoca com toda a força. Nas penalidades, Alisson e Fabrício se mostraram fracos. E mais: se o boato que teve jogador se acovardando e não querendo bater pênalti for confirmado, que demitam esse jogador! Quem não encara decisão não é homem para vestir a camisa do Cruzeiro! Cruzeiro é time de chegada, de troféu, de história. Quem quer apenas "mamar na teta do time" pode pegar o boné e ir embora.

É inegável que o Cruzeiro precisa de mudança. Precisa mudar seu esquema para o futebol fluir e precisa afastar jogadores que estão prejudicando o time. Ainda manteria o Mano, mas fazendo essas ressalvas e ressaltando que ele, apesar de ter salvo o time no passado, não é intocável. Salientar dizer ainda que ele precisa de resultados e que vexames sobrepõe até títulos. O primeiro passo é reconhecer os erros. O segundo, por esse time para jogar. Ou põe, ou tchau! Hora de ser humilde!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

QUAL A DESCULPA?

POR: MARCÃO ANTI-FRANGA

Irritado é pouco! Não bastou um jogo fraco, erros crassos. Teve que ser incompetente ao extremo nas cobranças de pênaltis. Aliás, parece que o Cruzeiro quis jogar para os pênaltis. Conseguiu, perdendo para um time de quinta categoria! E ainda conseguiu ser pior nos pênaltis. Três erros em cinco! Alisson, Fabrício e Arrascaeta bateram pior que pelada. Horrível e vergonhoso!

Qual vai ser a desculpa? A perda do título mineiro? A falta de tempo para treinar? Gramado? Não tem desculpa! O fato é um só: eliminado da Sul-Americana e mais uma chance desperdiçada de chegar à Libertadores de 2017. Se o Cruzeiro pensa em estar na competição no ano que vem, tem que melhorar muito. Bizarro, bizarro, bizarro! E a diretoria? Deve estar na Confraria Celeste, onde adora degustar belos e caros vinhos italianos! Hora da presença dos mandatários, de voz forte no vestiário para evitar desgraça maior num futuro bem próximo. Lastimável atuação e eliminação ridícula!

Time jogou para perder. Nem foi para levar para os pênaltis. Podia ter perdido por mais, diante de tantos erros. Mas o Nacional-PAR é um time horroroso e não teve categoria. Venceu nos pênaltis por ser menos incompetente, pois também perdeu. E por duas vezes!

Como cruzeirense, me sinto envergonhado com tamanha displicência, incompetência e futebol abaixo da crítica. E um grande abraço ao senhor Mayke, ao senhor Caicedo, ao senhor Leo e ao senhor Mano Menezes, os responsáveis por essa eliminação! Os jogadores por serem horríveis e o treinador por ter posto Fabrício em campo. Isso não é, sequer, jogador, como não é o senhor Alisson. Que esses dois últimos saiam do Cruzeiro o quanto antes e, dos três primeiros citados, apenas Caicedo fique, para compor o grupo. Os outros dois, nem em time de Série D do futebol angolano estão capacitados! 

VÍDEO: ENTREVISTA COLETIVA - DIOGO


VÍDEO: ENTREVISTA COLETIVA - LEO


NADA DE MARCELO. CRUZEIRO TEM QUE SER MANO E MAIS ONZE!


POR: JOÃO VITOR VIANA

Eu respeito muito a pessoa do técnico Marcelo Oliveira. Contudo, o Cruzeiro foi o que de melhor aconteceu na sua carreira de treinador, dedicada basicamente a treinar futebol de base do rival e, quando se aventurou no profissional, conquistou alguns títulos, mas nenhum em que deixou sua marca como treinador. 

Não, nem no Cruzeiro! Como treinador, quero que ele passe longe da Toca! Torcedor, vou aqui explicar o que aconteceu no bicampeonato. Muitos podem discordar. Mas estamos em um país democrático e aceitamos opiniões. Mas Marcelo Oliveira, no Cruzeiro, não passou de um "entregador de coletes". Não treinava o time, não tinha estratégia. A única (e ótima influência que teve) foi indicar Everton Ribeiro ao clube. Apesar de o Cruzeiro já monitorar o meia, foi com o aval de Marcelo que Everton veio. No mais, quem montou o time foi Alexandre Mattos, que entregou um time pronto nas mãos de Marcelo, que basicamente funcionava como professor de educação física em colégio no Ensino Médio. Deixava o pessoal treinar, correr. Quem liderava o Cruzeiro à época eram Tinga, Ceará, Julio Baptista, Dagoberto, Fábio e Dedé. Quando Marcelo começou a bater de frente com alguns destes jogadores, perdeu o comando. De respeitado por ser um "sujeito boa praça" passou a indesejado no clube. O entregador de coletes, então, acabou seguindo para o Palmeiras, onde Alexandre Mattos já se encontrava e onde encontrou, mais uma vez, um time montado.

E mais: venceu uma Copa do Brasil que o Santos entregou. Quem não lembra o lance que o atacante Nilson perdeu um gol sem goleiro? Se o Santos fizesse aquele gol, seria 2 a 0 o primeiro jogo e o Palmeiras dificilmente viraria. Sabe o que aconteceu com Nilson após o gol que podia ter rendido milhões em sua conta bancária? Foi dispensado, passou pelo América e, agora, sumiu no futebol. Foi punido por ser incompetente na "hora h".

Hoje o Cruzeiro tem um ótimo treinador no comando. Pode fazer alterações que deram errado, ter escalado jogador em posição diferente, ter inventado moda quando não devia e ter usado da parcimônia quando deveria ter motivado o time, pilhado os caras. Mas é um treinador que tem o comando, que treina, que trabalha, que sabe o que faz e que tem experiência. Tem poder para afastar quem quiser, dispensar quem quiser. Não é pau mandado, como era o antigo treinador, agora pedido aos brados nas redes sociais. E mais: se Marcelo fosse bom realmente, não estaria há seis meses desempregado. Treinador ultrapassado, que teve a felicidade do Cruzeiro, um dia, passar arriado na sua frente. Sem o Cruzeiro, não passa de treinador mediano.

Torcedor, apoie Mano, apoie o time! Torcida não pode virar as costas para um elenco que vai render, mas que precisa do seu torcedor próximo. A gente foi ao Morumbi e fizemos um jogo fantástico! A gente fez um jogo irrepreensível na primeira partida da final, mas a "bola não entrou". Podemos render mais. Mano montou o time que quis esse ano. E temos que dar crédito ao cara que nos tirou de duas vergonhas nos últimos dois anos. Nada de Marcelo! Temos que ser 100% Mano.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

VICE. QUE SIRVA DE EXEMPLO


POR: JOÃO VITOR VIANA

O Cruzeiro tinha que vencer. Não só não o fez, como sequer empatou. Isso porque jogou sem gana, parecia, novamente, desmotivado. Era a final, a finalíssima. Mas os jogadores pareciam querer deixar o tempo passar e não ligavam do tempo passar rápido. Quando conseguiu o empate, em vez de matar o jogo, pois teve chance, desacelerou. Permitiu ao rival crescer, fazer o segundo e liquidar o campeonato. Que sirva de exemplo!

Jogando com essa má vontade, o Cruzeiro vai apenas participar dos torneios no ano. A torcida, que estava empolgada com a montagem do elenco no início, já começou a pedir trocas, questiona estratégias e tem em Mano o seu maior alvo. E, se antes eu era um defensor do treinador, até pelo que ele fez por nós num passado próximo, atualmente já não faço tanto coro contra as manifestações, embora ainda confie no processo do treinador.

A perda do título mineiro tem que servir de exemplo. Entrar em campo com essa preguiça não classifica o Cruzeiro nem na Sul-Americana! Tampouco em jogos da Copa do Brasil e decisivos do Brasileiro. Necessário focar, dar o seu melhor e jogar com afinco. O Cruzeiro não pode ser um time de jogador mole.