POR: NAÇÃO 5 ESTRELAS
Bombeiro: essa pode ser considerada uma das funções do técnico Mano Menezes. Por que? Em ambas passagens como treinador do Cruzeiro até o momento, as circunstâncias não eram as melhores, com o Cruzeiro na parte de baixo da tabela, correndo risco de rebaixamento. Em 2015, com um desempenho espetacular, Mano quase levou o clube ao G-4. Faltou pouco e, no final, terminamos em oitavo, posição bem acima do que a torcida esperava devido ao baixo rendimento em campo. As promessas de melhorias na equipe ocorreram para 2016, mas acabaram não sendo efetivadas. Muito pela saída do próprio Mano, que recebeu uma proposta indecente da China e que lhe rendeu um bolso cheio por bons anos.
Sem Mano, o Cruzeiro apostou duas vezes, ambas de forma equivocada. Primeiramente efetivou Deivid, um projeto de treinador que, depois do Cruzeiro, não assumiu time nenhum. Depois veio Paulo Bento, com experiência de Copa do Mundo, mas desconhecedor do futebol brasileiro e dos atletas celestes. A soma disso foi um desempenho pífio, como em 2015. Mano acabou voltando após ser demitido do futebol chinês e, mais uma vez, nos salvou. Alguns torcedores, novamente, chegaram a crer no G-4, que acabou virando G-6 posteriormente. Contudo, a realidade chegou e é melhor crer-se que, com a manutenção de Mano, 2017 será melhor.
Internamente, Mano já trata de nomes para chegarem no próximo ano. Quem acompanha o time, já desconfia quais atletas não permanecerão para 2017. Alguns jogadores que chegaram ainda no ano passado, deram certo, caso de Ariel Cabral, que tem contrato por mais dois anos com o clube, e Romero, que veio em 2016 e assinou por cinco anos. Contudo, Lucas, Gino, Edimar, Bryan, Denilson, Bruno Nazário e Willian estão no olho do furacão. Uns porque não deram certo e outros por opções de mercado. Há ainda indefinição quanto à permanência dos zagueiros Dedé e Bruno Rodrigo. Leo já tem acordada uma renovação por mais duas temporadas com opção por mais uma. Bruno Ramires e Mayke são outros jogadores que podem deixar a Toca no ano que vem. Um para ganhar experiência e outro para venda em definitivo.
2017 deve ser um ano para redenção. Último ano da "Era Gilvan", ano que o time pode investir mais, pois passou dois anos pagando dívida feita no bicampeonato, manutenção do técnico e da filosofia de jogo: confluência de fatores que podem, e espera-se, sejam positivos para o clube e, consequentemente, para a torcida, que está com vontade de voltar a ser campeã. Aliás, isso está no cerne, na história, no sangue de cada cruzeirense. E é isso que a torcida espera para não só 2017, como para os anos subsequentes.
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