POR: MARCÃO ANTI-FRANGA
No futebol a gente sempre quer que as coisas caminhem como imaginamos: nosso time acertado e o rival indo para a lama. Contudo, nem sempre é possível e, quando parece que o melhor cenário se desenha, chegam milhares de dólares da China, que acabam fazendo com que tudo aquilo que fora projetado seja novamente remodelado.
Bom, o dia "D" de Mano foi o dia "M", de money. Ou seria "d", de fato, mas de dinheiro. Mano deixou claro que esse foi o único motivo que o fez largar o contrato que ele, um mês antes, defendia como sendo o que clubes e treinadores deveriam fazer, o chamado contrato a longo prazo. Ontem, em discurso evasivo, deixou claro que o que ainda falta é o clube chinês acertar com o Cruzeiro o pagando da multa, único entrave na negociação e no fim da relação de trabalho entre clube e técnico.
Aliás, o Cruzeiro não vai abrir mão. Internamente entende que Mano abriu mão de um projeto e há quem por lá diga que, assim como Carlos Alberto Silva, em 1995, abandonou o Cruzeiro para ir treinar o Palmeiras e nunca mais sequer passou em frente à Toca, Mano caminha pelo mesmo caminho, fechando uma porta muito importante. Mas a opção foi pelo dinheiro, o que temos que respeitar. Contudo, Mano também vai entender que ser técnico do Cruzeiro daqui por diante será algo muito remoto de acontecer.
E agora vem as especulações. De início, o nome de Adilson Batista chegou a ser citado, mas já teve o nome abafado internamente. Outros nomes também foram colocados na mesa: Aguirre, ex-Inter; Fossati, também ex-Inter, e Deivid, atual auxiliar, são alguns dos nomes comentados. Mas uma outra corrente interna entende que é hora de não errar e que não há, no mercado, outros nomes impactantes. Muricy, esperando apenas as eleições no Flamengo, não tem mais como ser o alvo. Até o dia 6, a diretoria vai definir se traz um técnico ou se dá a primeira oportunidade a Deivid. O espelho para a efetivação de Deivid é o técnico Roger, do Grêmio. Contudo, lá a contratação do treinador se deveu a outras circunstâncias. Então auxiliar no Grêmio, Roger passou um tempo sendo o técnico do Novo Hamburgo e, depois de bom desempenho no Campeonato Gaúcho, passou a ser avaliado de longe e, com o péssimo rendimento de Felipão, acabou sendo contratado. Deivid ainda não mostrou a capacidade de ser um treinador promissor em campo. Quem acompanha os treinamentos o elogia bastante. Mas treino é treino e jogo é jogo.
Mano optou pelo "money". E cabe, agora, o Cruzeiro optar ou pela experiência profissional ou por dar oportunidade a Deivid.