sábado, 22 de julho de 2017

NOVO LATERAL NA TOCA

O Cruzeiro deverá anunciar o lateral-direito Rafael Galhardo como novo reforço até o início da próxima semana. O acerto entre as partes foi concluído e o atleta depende somente de ser aprovado nos exames médicos para assinar com o clube. O último clube de Galhardo foi o Anderlecht, da Bélgica, onde não teve destaque. No Brasil jogou pelo Flamengo, clube pelo qual foi revelado, Grêmio, Santos, Bahia e Atlético-PR. Recentemente o jogador rompeu os ligamentos do joelho direito e vinha se tratando no Ninho do Urubu.
Galhardo, que tem 25 anos, mesma idade de Lennon, surgiu bem no Flamengo e, por um momento, virou titular da equipe. Teve boa passagem também pelo Grêmio, em 2015. Contudo, não emplacou nem no Santos, nem no Arderlecht. No Atlético-PR fez apenas sete jogos e não deixou saudade. É mais uma aposta da diretoria, em comum acordo com a comissão técnica.
O lateral é conhecido por ser um bom apoiador e bater bem na bola, sendo bom cobrador de bolas paradas. Contudo, sempre foi contestado defensivamente. 
Concorrência
Caso passe nos exames médicos, Galhardo terá uma briga não tão feroz pela titularidade. Isso porque Ezequiel tem uma pubalgia grave e será preservado no restante do ano, podendo até operar em algum momento; Lennon não será aproveitado e Romero está ali pelo setor apenas por falta de opções. Apto a jogar e liberado pelo Departamento Médico do clube, a titularidade seria questão de tempo e convencimento do técnico, que já deixou claro em entrevista que, caso chegue algum jogador, caso de Lennon, que não convença nos treinamentos, o improviso será feito. 

Rafael Galhardo de Souza
Nascimento: 30/10/1991
Naturalidade: Nova Friburgo-RJ
Carreira: 
Flamengo (2008/2012) – 30 jogos, 1 gol
Santos (2012/2013) – 26 jogos, 1 gol
Bahia (2014) – 7 jogos, 2 gols
Grêmio (2015) – 49 jogos, 2 gols
Anderlecht (2016) – 1 jogo
Atlético-PR (2016) – 7 jogos
Seleção Sub-20 (2011) – 7 jogos pelo Sul-Americano, 2 pelo Mundial

PÓS-JOGO: MANO FALA DO EMPATE CONTRA O FLUMINENSE


BASTIDORES: VEJA O QUE ROLOU ANTES DA PARTIDA DIANTE DO FLUMINENSE


COM QUE TIME... EU VOU?


Façam suas apostas! Time titular, misto, alternativo, todo reserva: com o que iremos a campo diante do Avaí, domingo, às 16h? Mano Menezes não dá pistas daquilo que pode usar. O certo é que ele está de olho na Copa do Brasil, quarta-feira. Um simples empate em até dois gols classifica o Maior de Minas para as semifinais do torneio. Diante disso, dificilmente não haverá jogador poupado diante dos catarinenses.
Durante o ano, o técnico Mano Menezes sempre pregou pela coerência e trabalhou junto à fisiologia sobre probabilidades de contusão. Por causa dessa últma situação, retirou Alisson do último jogo e já o enviou de volta para Belo Horizonte, onde faz trabalho de fortalecimento e regenerativo justamente para estar 100% diante do Palmeiras, daqui uns dias. Assim, não seria estranho que para o próximo jogo, Rafael Sóbis iniciasse a partida no banco, assim como Thiago Neves. Mas tudo, até então, não passa de mero palpite.
A torcida, no entanto, se lembra bem do jogo entre Ponte Preta e Cruzeiro, no Moisés Lucarelli. Um time quase todo poupado, desfigurado e que se perdeu do início ao fim da partida. Mesmo com a entrada de alguns titulares, a Raposa foi presa fácil para a Macaca e amargou uma derrota bem ruim, juntada à péssima exibição. A torcida espera que, caso haja algum jogador poupado, que não seja o time inteiro. Afinal, perde-se o entrosamento e o esquema tático vai mais que para o "beleléu". A torcida confia num bom resultado diante do Avaí. 
Conchavo nas eleições
Márcio Rodrigues retirou sua candidatura à presidência do Cruzeiro e anunciou apoio à chapa de Wagner Pires, apoiado por Gilvan. No entanto, há uma situação para que isso ocorresse: Márcio apoia agora e, nas próximas eleições, em 2020, visando o pleito seguinte (2021-2024), seria ele o apoiado na concorrência ao cargo maior do Cruzeiro. Digamos que é um "toma lá, dá cá".

sexta-feira, 21 de julho de 2017

IDAS E VINDAS



Quando um cavalo passa arriado... não se pode perder a oportunidade. Certo? Bom, é o que boa parte da torcida do Cruzeiro espera, quando um time procura o Maior de Minas, interessado em contratar algum jogador que por aqui não deu certo. Pois bem, o Atlético-PR, que já tem vários atletas que passaram pela Raposa, como Jonathan, Thiago Heleno e Paulo André, agora quer Fabrício, por empréstimo. E pelo que dizem no sul do país, o acordo está próximo. Vá com Deus!
Terceira opção para a lateral-esquerda, haja vista que Bryan é o reserva imediato de Diogo Barbosa, Fabrício não deu certo por aqui nessa segunda passagem. Aliás, na primeira já não havia dado. Tanto que o Cruzeiro o envolveu em uma troca com o Palmeiras para que ele tivesse outra chance numa grande equipe. Por lá também não vingou, sendo devolvido. De volta, teve algumas chances com Mano, mas claramente não figura nos planos da atual comissão. Trazido do Internacional como solução para a lateral, não emplacou. Começou até bem, mas teve uma queda vertiginosa de rendimento técnico. E desde então, não voltou a subir.
Fabrício não foi um jogador que oscilou no Cruzeiro. Começou razoavelmente bem, mas em seguida já caiu e não teve sequer uma regularidade. Que esse novo empréstimo seja um recomeço por lá. Aqui nunca deu certo e dificilmente dará. Jogador caro para ficar como terceira opção.
Renovando por cinco anos!
Quem deve anunciar uma renovação longa de contrato com o Cruzeiro é o goleiro Rafael, cria do clube. O atual contrato que vai até 2019 deve ser estendido até 2022. Recentemente o reserva imediato de Fábio trocou de empresário. A expectativa é que na próxima semana o jogador tenha um acréscimo salarial e confirme a renovação. É o primeiro passo para mostrar a ele que assim que Fábio se aposentar, ele assume e não sai mais. 
Parecendo o Caniggia, só que não!
Ezequiel apareceu na partida de ontem apenas quando foi advertido com o cartão amarelo no banco de reservas. Parece o Caniggia na Copa do Mundo. A diferença é que o atacante argentino, que não atuou na sua última participação, em 2002, foi expulso. Ontem, Ezequiel conseguiu levar o terceiro cartão amarelo por não estar vestindo o colete. Está suspenso e não pega o Avaí. Volta a BH juntamente com Alisson, que não se sabe porque cargas d'água viajou ao Rio, se não tinha condições físicas, com risco de lesão. O atacante também não enfrenta o Avaí, sendo preservado para a partida diante do Palmeiras, jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Primeiro jogo: empate por 3 a 3.

EMPATE NO RIO

Um ponto: assim como diante do Flamengo, a vitória não veio. No Rio de Janeiro, o Cruzeiro empatou com o Fluminense, em partida que começou bem e, após sofrer o gol de empate, acabou oscilando. Teve chances de vencer, assim como quase perdeu o jogo. Depois de um primeiro tempo aberto, o Cruzeiro foi, aos poucos, optando mais pelo contra-ataque. Contudo, não conseguiu os três pontos. Talvez por causa das alterações do técnico Mano Menezes, que diminuíram o poder de ataque da equipe, assim como enfraqueceu o sistema defensivo. Três alterações nada interessantes. Rafael Marques, Raniel e Bryan, nem de longe, estão em um patamar técnico que agregue ao clube. Rafael, então, protagonizou lances que beiraram a bizarrice, tropeçando na bola. Lamentável!
Com um sistema tático modificado, uma vez que Mano Menezes optou por Alisson iniciar a partida no banco, o Cruzeiro voltou a jogar com três volantes de origem. Henrique, Lucas Silva e Ariel Cabral formaram uma trinca defensiva, saindo para o jogo e dominando o meio. Os primeiros 35min foram do Cruzeiro, que teve mais posse de bola, mais iniciativas e mais chances de marcar. Tanto que Sassá, após ótima jogada de Thiago Neves, abriu o marcador para a Raposa. No entanto, minutos depois, um pênalti acabou mudando o panorama da partida. Richarlisson empatou, deslocando Fábio. Antes disso, o Fluminense fez uma verdadeira "blitze", conseguindo quatro escanteios seguidos. E num erro de marcação, Romero acabou derrubando o atacante do Fluminense.
No segundo tempo, o Cruzeiro voltou um pouco melhor do que terminou a primeira etapa. Contudo, devido às modificações do treinador, foi recuando cada vez mais, optando pelo contra-ataque. Chegou a ter chances de marcar, mas desperdiçou. E nessa de recuar, viu o Fluminense crescer e, por pouco, não marcar. Scarpa perdeu um gol incrível já no final da segunda etapa. As alterações de Mano, dessa vez, foram pífias. E vai, aqui, um questionamento: um pouco antes do jogo, o técnico afirmou que Alisson, pela sequência, poderia se lesionar. Então por que o levar para o Rio de Janeiro? Por que treinar com uma formação e iniciar com outra? Nada coerente. E o empate acabou vindo como um resultado daquilo que foi o jogo. Não que no futebol haja justiça, mas quando um time começa a abdicar do ataque e vê que o empate fora é o bastante, querer mais do que isso é sonhar alto demais. A chance de chegar ao G-5 acabou sendo adiada pela apatia que os três atletas que entraram deram ao time.
Fala, capitão!
O volante Henrique viu um jogo diferente. Para ele, o Cruzeiro está numa crescente e criou chances o suficiente para vencer. "A gente queria a vitória. Desde o primeiro tempo, buscamos sempre o gol. Criamos, tivemos oportunidades. Não sei sobre o pênalti. Trabalhamos pela vitória e o time está em crescimento", disse. Nossa análise é um pouco mais rígida, capitão. Para nós, o Cruzeiro tem muito mais time e poderia, sem sombra de dúvida, sair do Rio com os três pontos. Mas o jogo fez com que o time fosse se arriscando menos, as alterações, estranhas, foram primordiais para a queda vertiginosa do time e, com três jogadores questionáveis em campo, empatar foi até muito. Não há crescente em time que joga se recuando a cada minuto. E não pode haver crescimento com Rafael Marques, Bryan e Raniel em campo.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

FALA AÍ, ARIEL!


FALA AÍ, MANO!


DE OLHO NO G-4!



Uma vitória, por menor diferença que seja, põe o Cruzeiro bem próximo do grupo dos quatro primeiros do Campeonato Brasileiro. Isso porque a rodada de ontem foi favorável, com tropeços de Palmeiras e Flamengo, que empataram por 2 a 2, no Rio de Janeiro. Caso o Botafogo não vença, hoje, o Atlético-PR, em Curitiba, o Cruzeiro pode até saltar duas posições, ficando diante a apenas um ponto do Flamengo, atual quarto colocado.
Para conseguir a proeza, Mano Menezes levará a campo um time pouco modificado em relação àquele que empatou por 1 a 1 com o Flamengo, no Mineirão. Sem poder contar com o atacante Rafael Sóbis, o treinador deve escalar Sassá. Ábila, um dos possíveis substitutos, nem viajou ao Rio de Janeiro, uma vez que está em fase final de negociação com o Boca Juniors, o que deve ser concretizado hoje, último dia de "janela internacional aberta". Rafael Marques fica como opção no banco.
Na defesa, Ezequiel, que seria utilizado, ainda deve permanecer no banco. Com uma pubalgia crônica, o jogador será muito pouco utilizado até o final do ano, quando uma cirurgia para corrigir o problema não está descartada. Assim, Romero permanece improvisado como lateral-direito. A zaga segue formada por Leo e Murilo, que vêm dando conta do recado, e Diogo fica na esquerda. O lateral-esquerdo está pendurado com dois cartões e nova advertência o tira do jogo diante do Avaí, domingo. No meio, Henrique retorna e jogará ao lado de Ariel. Mesmo contando com Lucas Silva, Mano tende a manter o esquema com três meias, com Alisson, Thiago Neves e Élber, que se revezam na chegada mais aguda ao ataque para auxiliar Sassá, único atacante de ofício.

FLUMINENSE X CRUZEIRO

Fluminense
Julio César; Lucas, Frazan, Henrique e Leo; Orejuela, Marlon Freitas, Wendel e Gustavo Scarpa; Richarlison e Henrique Dourado (Pedro). Técnico: Abel Braga.

Cruzeiro
Fábio; Lucas Romero, Leo, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique e Ariel Cabral; Elber, Thiago Neves e Alisson; Sassá. Técnico: Mano Menezes.

Motivo: 15ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Giulite Coutinho, em Mesquita (RJ)
Data e horário: 20 de julho (quinta-feira), às 21h45
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/CBF)
Assistentes: Jose Eduardo Calza (RS/CBF) e Mauricio Coelho Silva Penna (RS/CBF)

CRUZEIRO CONFIRMA DIGÃO!

Janela fechando e o Cruzeiro segue trabalhando nos bastidores. No início da noite desta quarta-feira, o clube confirmou a contratação do zagueiro Digão, que estava no futebol dos Emirados Árabes e que chega com contrato de três anos. O anúncio foi feito no site oficial do clube. O jogador chega para a vaga de Caicedo, emprestado ao Barcelona-EQU.
Digão, nascido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, é fruto da base do Fluminense, clube pelo qual sagrou-se bicampeão brasileiro, em 2010 e 2012. Do atual elenco, é amigo pessoal de Thiago Neves, peça fundamental para o convencimento do atleta em seu retorno ao futebol brasileiro.
O jogador é alto, tem 1,87m e tem como principal característica a marcação e o jogo aéreo, problemas corriqueiros na zaga celeste, principalmente quando Caicedo estava em campo. O jogador será apresentado às 10h30 desta quinta-feira, na Toca da Raposa II.

FICHA TÉCNICA
Nome completo: Rodrigo Junior Paula Silva (DIGÃO)
Posição: Zagueiro    
Data de nascimento: 07/05/1988 - (29 anos)
Local de nascimento: Duque de Caxias (RJ)
Altura: 1,87m
Peso: 85kg
Carreira: Fluminense (2003 a 2008 – base; 2009 a 2013 profissional); Al Hilal-SAU (2014 a 2016); Sharjah – EAU (2016 a 2017); Cruzeiro (desde julho de 2017)
Títulos: Campeonato Brasileiro (2010 e 2012); Campeonato Carioca (2012); Copa do Rei (2014/15); Super Copa Árabe (2015) 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

SAIU!



A passagem de Caicedo pelo Cruzeiro foi breve, como anunciávamos, aqui, mais cedo. Anunciado ainda em dezembro do ano passado, o jogador acabou não emplacando no Maior de Minas. Junto à deficiência técnica, o drama familiar vivido por sua mãe, Carmen, que luta contra um câncer de pulmão. Diante das cobranças e de todo o estresse pessoal, a diretoria do Cruzeiro não colocou objeção à uma transferência, ainda que temporária, de um de seus defensores. Caicedo ficará emprestado ao Barcelona, do Equador, por uma temporada. Os valores não foram revelados assim como não foi dito se o atleta foi cedido de graça ou com algum ônus ao clube equatoriano. Sabe-se, no entanto, que o salário do jogador será pago integralmente pelo novo clube.

É sabido que no Cruzeiro há um problema defensivo enorme. Para tanto, o clube tem agilizado a contratação de um defensor, Digão, ex-Fluminense, que se desvinculou do seu clube, o Al Sharjah, dos Emirados Árabes, há alguns dias e já está em Belo Horizonte para a realização de exames médicos. Aprovado, assinará por três temporadas. Para o setor, o Cruzeiro ainda conta com os jovens Arthur e Murilo, Leo, Manoel e Dedé. No entanto, o penúltimo frequentou o departamento médico do clube por um bom tempo, podendo retornar, inclusive, diante do Avaí, na próxima rodada. Já Dedé ainda está em fase final de recuperação e um retorno não é indicado antes de meados de agosto.

Três liberados
Como dito, Manoel foi liberado para os treinos e já efeutuou a primeira atividade coletiva. Junto a ele, Arrascaeta e Raniel também participaram. Os três poderão ser relacionados para o jogo diante do Avaí, na Ressacada. Ao menos, a expectativa, agora, é essa. Até ontem, o que se sabe, é que os três poderiam retornar diante do Vitória, no Mineirão. Mas a recuperação dos atletas é tida como um sucesso e pode ser que sejam utilizados já para o próximo confronto.

Por: João Vitor Viana

CAICEDO SAI CEDO



Novos ares aguardam o zagueiro Caicedo. Ele, internamente, é visto como um atleta que não deu certo e que, devido ao seu momento atual, de baixa técnica e de problemas pessoais, é melhor que ele saia. Ao menos, de forma temporária. Tanto que o jogador, contratado por US$ 1,6 milhão, deverá ser emprestado, a fim de que possa dar uma volta por cima em sua carreira e, futuramente, até ser reintegrado. Caso se destaque, um negócio em definitivo é algo que o Cruzeiro, hoje, não recusaria.

O certo é que o Cruzeiro trabalha para se fortalecer e "se livrar" de alguns "problemas". Assim como Caicedo, o atacante Ábila deve ser anunciado como "carta fora do baralho" entre hoje e amanhã. Contudo, diferentemente do defensor, o jogador sai em definitivo, livrando o clube da obrigação esdrúxula que o antigo diretor de futebol, Thiago Scuro, de pagar uma fortuna em torno de R$ 25 milhões pelo atacante. É de se lembrar que o acordo - lamentável, diga-se de passagem -, foi muito mal feito, no desespero, obrigando o Cruzeiro a pagar uma quantia surreal por um atacante de 27 anos e que, embora marque gols, não é nenhuma sumidade em sua posição. Tanto que é reserva atualmente. E racionalmente analisando, arcar com a dívida criada por Scuro oneraria os cofres do clube, já bem deficitário devido à algumas decisões da direção, principalmente nos últimos dois anos, que apostou em vários jogadores que não deram certo. Pagando a quantia que Scuro irresponsavelmente comprometeu o clube, fatalmente o Cruzeiro ficaria mais dois ou três anos participando de competições, tendo que se apegar à revelações da base ou investindo em jogadores baratos e que não dariam tanto retorno técnico. Ábila pode ser um bom jogador, de grupo, mas não vale investir essa quantia. Para por esse dinheiro na mesa, tem que ser jogador de seleção, inquestionável, que traga títulos. Com todo respeito ao Ábila, a proposta do Boca Juniors veio bem a calhar. Além de o clube recuperar um investimento mal feito, ainda "passa o pepino", uma vez que o clube argentino compraria a dívida do Cruzeiro e ainda negociaria com o Huracán outros termos para a compra dos 50% restantes. Por Ábila chegaria a Belo Horizonte, ainda, o meia Messidoro, tido como promessa do clube e um dinheiro, especulado em R$ 5 milhões.

Problemas
Apesar de o Cruzeiro ver com bons olhos a saída dos atletas, há o problema de não poder mais serem inscritos novos jogadores na Copa do Brasil. O campeonato mudou sua roupagem, mas esqueceram de revisar as datas de inscrição, idênticas às do ano passado, quando o torneio terminava no meio do ano. Agora, com o fim previsto para novembro, nenhum clube pode mais inscrever ninguém, mesmo com a janela internacional e nacional abertas. Isso, por exemplo, complica o Cruzeiro, que teria somente Rafael Sóbis e Raniel como atacantes de área. Na zaga, mesmo que acerte com Digão, não poderia inscrevê-lo. Assim, sem Dedé e Manoel, que ainda estão no DM, em uma eventualidade, o jovem Arthur seria o único a substituir Murilo ou Leo. 

BASTIDORES AGITADOS NA TOCA

Os bastidores do Cruzeiro estão agitados nessa reta final para contratações e liberações de atletas. Digamos que a janela está "escancarada", Até quinta-feira, três ou quatro situações serão oficialmente anunciadas pelo Maior de Minas. A primeira, confirmada por Cruzeiro, Vitória e Nagoya Grampus-JAP é a ida do armador Gabriel Xavier para a Ásia. O jogador, que estava no clube baiano, acertou sua ida, por empréstimo para o Nagoya. Pelo negócio, o Cruzeiro receberá cerca de US$ 300 mil. Um valor também será repassado ao Vitória. Gabriel teve seu vínculo estendido com a Raposa até o final de 2019 por causa disso e, caso o Nagoya queira ficar com o jogador em definitivo, terá de pagar algo entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões ao Cruzeiro.

Outras negociações envolvem o atacante Ábila, o meia Messidoro, o zagueiro Digão e o lateral Fábio. No caso de Ábila - que representaria a chegada como "contrapeso" de Messidoro - já vem sido bastante divulgada. O Cruzeiro não confirma, mas um acordo já teria sido feito nos bastidores. Ábila iria em definitivo, o Cruzeiro receberia um valor em dinheiro mais a compra da dívida que o Maior de Minas tem com o Huracán (US$ 1,5 milhão), ficaria com um percentual do atacante e ainda receberia Messidoro por empréstimo de um ano. Ao menos, é isso que circula na imprensa argentina. Nesse caso, não envolveria, portanto, a vinda do atacante "Chelo" Torres, antes especulado. A situação deve e tem que ser definida até quinta-feira, quando a janela de transferências internacionais será fechada.
Já o zagueiro Digão e o lateral Fábio podem chegar. O primeiro, mais certo, deve ser anunciado entre amanhã e quinta-feira. Digão, que atuou com Thiago Neves no Fluminense, em 2012 e, depois, no futebol árabe, chega com contrato de três anos. Já Fábio ainda depende de uma liberação do Middlesbrough, clube inglês a quem está vinculado. Um detalhe é que como Digão já acertou sua saída do Al Sharjah-EUA, não precisa, necessariamente, ser anunciado até quinta-feira, uma vez que isso não é tratado como transferência, já que trata-se de jogador livre. A mesma situação viveu Julio Baptista, em 2013, quando se desvinculou do Málaga e acertou com o Cruzeiro depois que a janela já havia fechado.

terça-feira, 18 de julho de 2017

VÍDEO: BASTIDORES DE CRUZEIRO X FLAMENGO


VISANDO O FLU


Com que esquema tático Mano vai mandar o Cruzeiro para o Rio de Janeiro, quinta-feira, contra o Fluminense? Bom, isso ele começa a decidir hoje, quando deverá haver um trabalho tático na Toca da Raposa II. Sem poder contar com Rafael Sóbis, suspenso, Sassá deve ganhar a chance de começar como titular pela primeira vez. Isso porque ele tem aproveitado as chances dadas, macando, inclusive, um go diante do Flamengo. Rafael Marques aparece como reserva imediato e Ábila acerta os últimos detalhes para se transferir para o Boca. A janela de transferência se fecha no próximo dia 20. Até lá, o Boca decide se aceita ou não a contraproposta do Cruzeiro de incluir Marcelo "Chelo" Torres na troca.
Enquanto o negócio de Ábila ainda não se concretiza, o time busca acertos para voltar do Rio de Janeiro com três pontos, o que o colocaria na zona de classificação para a Libertadores. Com a vitória do Botafogo, ontem, por 2 a 1, sobre o Sport, a equipe de Jair Ventura jogou o clube pernambucano para a oitvaa posição e assumiu a sexta. O Cruzeiro, assim, terminou a rodada na sétima colocação. Contudo, uma vitória sobre o Fluminense pode por a Raposa, no mínimo, entre os seis primeiros. Isso, obviamente, se Flamengo, Santos, Botafogo e Palmeiras não vencerem suas partidas. Diante do equilíbrio até aqui, bem possível de isso ocorrer.
E para buscar essa vitória no Rio, o Cruzeiro conta com a volta do capitão Henrique, que ficou de fora da partida contra o Flamengo, por suspensão. Retornando, Mano terá que avaliar se aproveita ou não Ezequiel no time titular. Caso a resposta seja positiva, Romero volta ao meio e Lucas Silva retorna ao banco. Caso Romero continue improvisado, Lucas será mantido no meio, ao lado de Henrique e Ariel.
Liberados
O zagueiro Manoel, o meia Arrascaeta e o atacante Raniel foram liberados, ontem, pelo Departamento Médico do clube para final de preparação física. Os jogadores devem estar á disposição de Mano Menezes para o jogo contra o Vitória, dia 29, no Mineirão. Diante do Avaí, domingo, na Ressacada, o aproveitamento de qualquer um dos três ainda é visto como prematuro.

O FUTEBOL ESTÁ MUITO CHATO!


O futebol, de uns tempos para cá, está muito chato. Muito mimimi que começou a ser criado aos poucos e, agora, juntou tudo, num turbilhão de reclamações e de obrigações que nunca antes na história desse esporte houve. O futebol foi perdendo a graça e, podemos dizer, hoje está chato. A magia do estádio, a alegria das entrevistas, as provocações entre torcidas e entre atletas... tudo acabou. A única coisa que permanece, infelizmente, é a balbúrdia e a covardia que vários "torcedores" fazem, agredindo e até matando pessoas de torcida rival. Digamos, então, que o futebol tinha pouco para ficar perfeito. Mas consertou-se onde não deveria.
Jogador, anos atrás, fazia aposta com o amigo e rival. Cobrava pela impresa, fazia declarações de amor debochada para várias namoradas, era um clima diferente. Hoje, para tudo, há um protocolo. Para falar com a imprensa, alguns assessores "moldam" os atletas, pois alguns jornalistas mau caráter acabam destorcendo o que foi dito, quase que pregando uma resposta por parte de outro atleta ou da torcida rival. Além disso, os atletas também "têm que tomar cuidado" porque os próprios torcedores, com acesso à internet, também fazem as suas próprias interpretações. E isso nunca á algo bom. Não levam mais o futebol como diversão, levam para a questão pessoal. Uma frase dita aqui, vira ameaça de morte ali. Reflexo da nossa sociedade, que engatinha na educação.
O politicamente correto deixou o futebol chato. A obrigação de devolver a bola, quando a ela foi jogada para fora; as entrevistas "mela-cueca" dos jogadores aos jornalistas; as mesmas perguntas, as mesmas respostas; tudo dentro de um padrãozinho que mais parece "encher linguiça" que algo profissional. Onde estão os furos de reportagem? Onde estão aquelas declarações que alfinetam? Atletas e dirigentes preferem não fazer. Sassá, em sua entrevista coletiva, deixou isso claro: "O futebol está muito chato e eu sou a prova viva disso. Deixei de falar algumas coisas no instagram, porque estava dando muito problema". Problema porque a torcida também ficou chata, num mimimi absurdo. Tudo é motivo de questionamento. Ninguém olha mais o futebol como diversão, como provocação ao rival, naquela rivalidade sadia. Tudo é motivo para briga.
Para se ter uma ideia, um drible é capaz de ser considerado uma humilhação. Garrincha, hoje, estaria perdido. A arte do futebol, a beleza do drible e tudo que envolve os jogos, se perdem. E por que? Por causa na necessidade de ser chato. Entrevista chata, jornalistas chatos, jogadores e dirigentes tendo que se submeter a uma "política de respeito" ridícula e quem perde somos todos nós. 
Saudades de declarações como as de Edmundo, Romário, Túlio, Marcelinho Carioca, Renato Gaúcho, Roberto Gaúcho e tantos outros. Sassá, pelo pouco que falou em sua entrevista, deixou isso muito claro e ele tem razão. O futebol precisa mudar. Mas mudar onde é necessário. E isso não vai acontecer proibindo entrada de crianças no gramado ou sinalizadores na torcida. Tampouco será punindo treinador, jogador ou dirigente que fale mal de um campeonato, notadamente avacalhado. Como dizem por aí, no Brasil, parece que o errado que é o certo. E assim seguimos, num futebol fora das quatro linhas que continua violento e ninguém parece fazer nada para melhorar e, dentro de campo, essa marmota do politicamente correto, da bolinha tocada de lado, de palavrinhas ditas com segurança e de "conchavos didáticos" de assessores. 
Chato é ver as cenas!
Como é ridículo vendo jogador simular em campo, apenas para o adversário tomar cartão ou o tempo passar. Há jogadores que fazem isso todo o jogo e nada também é feito. Se por um lado exigem o comportamento correto, por outro, o antagonismo da mentira, que mais se assemelha a safadeza. A malandragem faz parte do futebol. Mas esse exceço de simulação passa de qualquer limite. Pela televisão, quantas vezes não vemos lances que, na repetição, tornam-se bizarros?Vamos abrir essa cabeça, divertir com o futebol, parar de mimimi e agir como gente? Seria um ótimo recomeço! Tanto para a torcida, quanto para todos que estão dentro do futebol. A chatisse é gigante, talvez, maior que os próprios clubes.

VÍDEO: ENTREVISTA COLETIVA - SASSÁ


segunda-feira, 17 de julho de 2017

VÍDEO: ENTREVISTA COLETIVA - NONOCA


ENTREVISTA PÓS-JOGO: MANO MENEZES


EMPATE E SÉTIMA POSIÇÃO

Empatar com o Flamengo, no Rio ou em Belo Horizonte, não é um resultado incomum. Aliás, jogo entre duas equipes que pleiteiam algo a mais que simplesmente jogar a Série A do Brasileiro tende a ser igual, se decidindo no detalhe. E num lance ou outro, o Cruzeiro tende a lamentar não ter saído de campo com a vitória. Apesar de ter saído atrás, o time de Mano Menezes buscou o empate e teve a chance de virar, mas pecou na finalização em duas oportunidades. O empate por 1 a 1 deixou o Cruzeiro com 21 pontos, em sétimo, mas próximo do grupo que briga por uma vaga na Libertadores. O líder, por enquanto, é questão a não ser debatida no clube. O Cruzeiro figura num fictício G-7, uma vez que está empatado em pontos com o Sport, mas que nos critérios de desempate está uma posição acima. O clube pernambucano pode melhorar um pouco mais sua posição na classificação se vencer, nessa segunda-feira, o Botafogo, no Rio de Janeiro.
O Flamengo teve mais posse de bola, mas não foi eficiente. Fábio trabalhou pouco, se for analisado bem. Já Thiago, teve que fazer defesas difíceis e, no segundo tempo, Sassá perdeu a "bola do jogo", deixando de passar para Rafael Sóbis e preferindo o chute a gol. O chute foi para fora, é de se lamentar, mas, como disse Mano Menezes após a partida, o saldo do jogo é mais positivo que negativo.
A defesa soube se portar. Falhou no gol, é verdade. No lance que o Flamengo abriu o placar, Romero marcava dois jogadores, Diego e Everton. Este acabou escorando, de cabeça, no canto direito de Fábio. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Depois disso, o Cruzeiro não se abalou, igualou a partida e criou jogadas de gol. No primeiro tempo, Thiago Neves chutou e Thiago defendeu. Alisson ainda quase marcou na segunda etapa, não chegando em cruzamento pela esquerda. Aliás, por ali o Cruzeiro chegou à igualdade. Em belo passe de Diogo, Sassá, em sua primeira participação, tocou no lado esquerdo de Thiago, igualando a partida.
Suspenso
O atacante Rafael Sóbis levou o terceiro cartão amarelo e está fora da partida diante do Fluminense, na próxima quinta-feira. Já Henrique, que não pôde atuar justamente por esse motivo, retorna ao time. Quem também pode aparecer é Ezequiel. Nesse caso, Romero voltaria ao meio e Mano Menezes tenderia a formar o time, novamente, com três volantes, tendo Lucas Silva no banco.
CRUZEIRO 1 X 1 FLAMENGO

Cruzeiro
Fábio; Lucas Romero, Murilo, Leo e Diogo Barbosa; Ariel Cabral e Lucas Silva; Elber (Sassá), Thiago Neves e Alisson; Rafael Sobis (Rafael Marques). Técnico: Mano Menezes.

Flamengo
Thiago; Rodinei, Réver, Rafael Vaz e Renê; Márcio Araújo e Cuéllar (Mancuello); Everton Ribeiro (Geuvânio), Diego (Berrío) e Everton; Paolo Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

Gols: Everton (aos 8’2ºT) e Sassá (aos 14’2ºT)
Cartões amarelos: Lucas Silva, Rafael Sobis, Lucas Romero (Cruzeiro); Geuvânio (Flamengo)
 
Público presente: 43.480
Público pagante: 39.976
Renda: R$ 1.349.516,00

Motivo: 14ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e horário: 16 de julho de 2017 (domingo), às 16h
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR/FIFA)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR/FIFA) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR/CBF)