terça-feira, 18 de julho de 2017

O FUTEBOL ESTÁ MUITO CHATO!


O futebol, de uns tempos para cá, está muito chato. Muito mimimi que começou a ser criado aos poucos e, agora, juntou tudo, num turbilhão de reclamações e de obrigações que nunca antes na história desse esporte houve. O futebol foi perdendo a graça e, podemos dizer, hoje está chato. A magia do estádio, a alegria das entrevistas, as provocações entre torcidas e entre atletas... tudo acabou. A única coisa que permanece, infelizmente, é a balbúrdia e a covardia que vários "torcedores" fazem, agredindo e até matando pessoas de torcida rival. Digamos, então, que o futebol tinha pouco para ficar perfeito. Mas consertou-se onde não deveria.
Jogador, anos atrás, fazia aposta com o amigo e rival. Cobrava pela impresa, fazia declarações de amor debochada para várias namoradas, era um clima diferente. Hoje, para tudo, há um protocolo. Para falar com a imprensa, alguns assessores "moldam" os atletas, pois alguns jornalistas mau caráter acabam destorcendo o que foi dito, quase que pregando uma resposta por parte de outro atleta ou da torcida rival. Além disso, os atletas também "têm que tomar cuidado" porque os próprios torcedores, com acesso à internet, também fazem as suas próprias interpretações. E isso nunca á algo bom. Não levam mais o futebol como diversão, levam para a questão pessoal. Uma frase dita aqui, vira ameaça de morte ali. Reflexo da nossa sociedade, que engatinha na educação.
O politicamente correto deixou o futebol chato. A obrigação de devolver a bola, quando a ela foi jogada para fora; as entrevistas "mela-cueca" dos jogadores aos jornalistas; as mesmas perguntas, as mesmas respostas; tudo dentro de um padrãozinho que mais parece "encher linguiça" que algo profissional. Onde estão os furos de reportagem? Onde estão aquelas declarações que alfinetam? Atletas e dirigentes preferem não fazer. Sassá, em sua entrevista coletiva, deixou isso claro: "O futebol está muito chato e eu sou a prova viva disso. Deixei de falar algumas coisas no instagram, porque estava dando muito problema". Problema porque a torcida também ficou chata, num mimimi absurdo. Tudo é motivo de questionamento. Ninguém olha mais o futebol como diversão, como provocação ao rival, naquela rivalidade sadia. Tudo é motivo para briga.
Para se ter uma ideia, um drible é capaz de ser considerado uma humilhação. Garrincha, hoje, estaria perdido. A arte do futebol, a beleza do drible e tudo que envolve os jogos, se perdem. E por que? Por causa na necessidade de ser chato. Entrevista chata, jornalistas chatos, jogadores e dirigentes tendo que se submeter a uma "política de respeito" ridícula e quem perde somos todos nós. 
Saudades de declarações como as de Edmundo, Romário, Túlio, Marcelinho Carioca, Renato Gaúcho, Roberto Gaúcho e tantos outros. Sassá, pelo pouco que falou em sua entrevista, deixou isso muito claro e ele tem razão. O futebol precisa mudar. Mas mudar onde é necessário. E isso não vai acontecer proibindo entrada de crianças no gramado ou sinalizadores na torcida. Tampouco será punindo treinador, jogador ou dirigente que fale mal de um campeonato, notadamente avacalhado. Como dizem por aí, no Brasil, parece que o errado que é o certo. E assim seguimos, num futebol fora das quatro linhas que continua violento e ninguém parece fazer nada para melhorar e, dentro de campo, essa marmota do politicamente correto, da bolinha tocada de lado, de palavrinhas ditas com segurança e de "conchavos didáticos" de assessores. 
Chato é ver as cenas!
Como é ridículo vendo jogador simular em campo, apenas para o adversário tomar cartão ou o tempo passar. Há jogadores que fazem isso todo o jogo e nada também é feito. Se por um lado exigem o comportamento correto, por outro, o antagonismo da mentira, que mais se assemelha a safadeza. A malandragem faz parte do futebol. Mas esse exceço de simulação passa de qualquer limite. Pela televisão, quantas vezes não vemos lances que, na repetição, tornam-se bizarros?Vamos abrir essa cabeça, divertir com o futebol, parar de mimimi e agir como gente? Seria um ótimo recomeço! Tanto para a torcida, quanto para todos que estão dentro do futebol. A chatisse é gigante, talvez, maior que os próprios clubes.

3 comentários:

Pedro Lage disse...

É, simulação tinha q ser punida. O resto, se não há desonestidade, tem q deixar. Claro q criticar, falar mal, é diferente de dizer coisas do tipo "esse juiz é um fdp", "é ladrão". Existem verdades q, sem provas, não podem ser ditas diretamente nos microfones. Agora, se falou em campo e os microfones pegaram, aí é culpa do microfone q tava lá. Tem q punir pra melhorar. Pra coibir violência, pra coibir safadeza, pra incentivar a aceitação, como no caso de um drible bem dado, ou de uma "humilhação". Se tá dentro da regra do jogo e não é desonesto, tem a permitir. Jogador é profissional; tem q ter cabeça boa.

Pedro Lage disse...

Sobre essa brincadeira do Renato Gaúcho na Toca I, no dia dos namorados: os nomes das "namoradas" correspondem aos das mães dos companheiros de seleção.

cruzeirotetra disse...

Aí vem o Caliu e diz que futebol e coisa de quem tem dinheiro incentivando os preços altos de ingressos na bilheterias.Ele esquece que vivemos no Brasil país em crise em resseção.sou dos tempos da geral.ai sim tinha alegria,estádios cheios.essas novas arenas são bonitas mas não faz parte da nossa cultura.brasileiro gosta de torcer de pé,perto da batucada,bebendo uma gelada ou comendo um tropeiro.mas tudo isso está se acabando.ha pouca alegria dentro e fora de campo.