sábado, 25 de março de 2017

ÁBILA MAIS 10

Diante do Uberlândia, segunda-feira, no Parque do Sabiá, o Cruzeiro vai com Ábila e mais 10. É mais ou menos por aí desde que o time passou a ter um aproveitamento baixo nas finalizações. O técnico Mano Menezes tem trabalhado internamente e de forma sistemática, treinando o fundamento que tanto vem causando questionamentos da torcida celeste.
O treinador celeste classificou como "coerente" a entrada de Ábila, principalmente devido à lesão de Robinho, que ficará de fora por pelo menos dois meses. 
“Veja como é a situação do técnico, né?! Há uma situação, e, para solucioná-la, você pode mexer em até três lugares. Isso pode balançar um pouco o entrosamento que a equipe tem e não podemos perder. Ao mesmo tempo você quer dar oportunidade a um jogador goleador que é o Ábila. Nesses casos, talvez seja mais coerente colocá-lo. Vamos ver como a equipe se comporta. Se Deus quiser, vamos acertar (na escolha)”, disse. Ábila entrará em campo pela 40ª vez com a camisa celeste. Até aqui foram 19 gols marcados.
Além de Robinho, o Cruzeiro não terá Henrique, Caicedo e Arrascaeta diante do Uberlândia. O capitão celeste encontra-se lesionado e só retorna em seis semanas. Já os outros dois estão em suas respectivas seleções.

quarta-feira, 22 de março de 2017

CLIMÃO NA TOCA

Seria o Cruzeiro em campo, o reflexo do que está ocorrendo nos bastidores do clube? Possivelmente não chega a tanto, mas é certo que os dirigentes celestes não têm falado a mesma a língua e aquele que não concorda com o presidente e o atual vice, que vá buscar novo rumo. E foi bem isso que aconteceu: de olho nas eleições e na mudança do estatuto do clube, Bruno Vicintin tem dado entrevista a diversos veículos de comunicação, sendo favorável às alterações, até porque o beneficiaria, pois teria apoio de Gilvan. Pelo atual estatuto, Bruno não pode ser candidato em outubro e diante da possibilidade da candidatura de Zezé Perrella, Bruno seria o único, segundo consenso da situação, a bater de frente com o ex-presidente. Para isso, precisaria do apoio dos conselheiros e, principalmente, de todos os membros da diretoria.
Mas a língua falada na diretoria não é a mesma. Pelo menos, não era. Recentemente, o superintendente Sérgio Rodrigues se posicionou contra essa "manobra". O clima no Cruzeiro parece ter esquentado e as declarações de Sérgio vieram como uma bomba na diretoria. Alguns dirigentes, inclusive, rebateram Sérgio pela mídia, mostrando completo descontentamento com as palavras do agora ex-superintendente. Tanto que Sérgio acabou se desligando e não quis conversar com a imprensa. A assessoria de comunicação confirmou a saída do dirigente, que estava no cargo desde 2015. Aliás, o tema no Cruzeiro é tratado apenas internamente. Ninguém fala sobre o assunto. Daqui uns dias, quem sabe, a diretoria se posicione, elogiando o antigo diretor e agradecendo pelos serviços prestados, de forma a por panos quentes e tentar mostrar para a torcida, alguma harmonia interna. Afinal, a tendência do "parecer ser" se mostra cada vez mais presente em todos os setores da sociedade. No futebol, isso já é uma constante.
Fica apenas uma dúvida: será mesmo que é hora de se preocupar com eleição? Isso vai acontecer daqui cinco, seis meses! Até lá teremos campeonatos, jogos importantes, talvez título vencido ou perdido, classificação ou eliminação de alguma competição... É algo que vale a pena refletir. Pelo visto, tem gente imaginando como será 2018 sem vivenciar 2017. Que isso não seja sentido pelos jogadores, que além do apoio de sua imensa torcida, precisa ter apoio da comissão técnica e também dos dirigentes.
Mudança
Sérgio Rodrigues não apoiava a candidatura de Bruno Vicintin. Para ele, juridicamente era algo que não fazia sentido. Advogado de formação, Sérgio apoiava, segundo fontes, a volta do ex-presidente Zezé Perrella. “Não é em razão de A ou B, mas como o estatuto já foi alterado em 2011 de forma debatida e aprovada por todos, sou contra uma nova mudança às vésperas da eleição atual. Esse estatuto, à época, foi mudado pelo doutor Gilvan, pelo doutor José Francisco Lemos, pelo Bruno Vicintin – todos eles votaram e aprovaram. Causa insegurança se alterar novamente o estatuto duas eleições depois. Para se ter uma ideia, na última mudança, em 2011, o Zezé Perrella (ex-presidente) não queria mudar o estatuto, não queria torná-lo mais rígido. Ele foi contra. Mas a maioria aprovou, incluindo as pessoas que hoje estão na diretoria e se mostram favoráveis a alterá-lo novamente”, disse o dirigente à reportagem de um site esportivo. Ele também dá a entender que o Cruzeiro segue os moldes da legislação eleitoral brasileira. “Pelo princípio da anualidade eleitoral, mesmo que o estatuto seja alterado, pela lei ele só entrará em vigor um ano depois das próximas eleições. Não adiantaria mudar agora. Por isso, caso seja mudado, que não se mude o estatuto em cima da hora”. Apoiando alguém que a cada dia de mostra da oposição - apesar de Zezé ter apoiado Gilvan em 2012 -, Sérgio ficou sem clima para continuar no clube e deixou suas funções. Em princípio, ninguém ocupará o cargo nesse momento. 

domingo, 19 de março de 2017

DEU TUDO ERRADO

Jogo nervoso, com volume de jogo, mas de muita incompetência. De nada adianta criar, se a finalização é deficiente. E sendo pragmático, dificilmente se vence o jogo. Assim se resume o jogo entre Cruzeiro e Tombense, no Mineirão. Ficou no 1 a 1, em jogo catimbado e chato de se ver. Os poucos torcedores que foram ao estádio devem ter travado um imenso embate com o sono, principalmente no primeiro tempo. O jogo marcou o fim dos 100% do Cruzeiro no Mineirão. Agora, em oito jogos no Mineirão, o Maior de Minas venceu sete e empatou um.
Aliás, a primeira etapa foi muito chata, apesar do Cruzeiro ter saído vencedor. O time de Mano Menezes chegou, mas parou em sua falta de capacidade de finalização. Ainda assim marcou um bonito gol, com Arrascaeta. No fim, chegou a ampliar, mas Rafinha, impedido, teve o gol corretamente anulado.
No segundo tempo, o que era ruim, ficou pior. Ainda mais porque antes do primeiro minuto se completar, a Tombense empatou, com Alex Gonçalves. A partir daí o time de Tombos passou a jogar por uma bola, todo atrás e caindo quando possível. O goleiro caiu por duas vezes de forma absurda. A primeira, foi empurrado pelos próprios companheiros. O jogo ficou nervoso e foi aquele dia que poderia jogar mais meia hora que não iria marcar. Muita bolinha na área, sem esquema de jogo, lembrando os piores jogos que Marcelo Oliveira comandava esse time, em 2015. 
Com o empate, o Cruzeiro chegou a 20 pontos que qualifica, sim, um time à segunda fase. Ainda não é matemático, mas é o que os especialistas apontam. Por isso, senhor Rogério Correa, que várias vezes frisou que o Cruzeiro ainda não estava classificado, fica mais na sua e se importe com o seu time, que jogou ontem e venceu na bacia das almas. O Cruzeiro, por sua vez, tem que esquecer esse jogo deste domingo e se voltar para a partida de terça-feira, contra o Joinville, em Santa Catarina. O time de Mano Menezes deve jogar com um time alternativo. 

sábado, 18 de março de 2017

FORÇA NA BOLA PARADA

Gol de falta, de pênalti ou em uma bola cruzada no escanteio vale exatamente o mesmo que qualquer outra forma de balançar as redes adversárias. No Cruzeiro, essa máxima tem sido aplicada insistentemente nos últimos jogos. Em quatro das cinco partidas que disputou no mês de março a equipe celeste fez pelo menos um gol em jogadas de bola parada.
Depois de muito treinamento na Toca II, alguns cobradores têm se destacado nos jogos. É o caso do meia Robinho. O camisa 19 foi responsável pela cobrança de dois escanteios que originaram os gols do capitão Henrique diante a Caldense, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro. Já Thiago Neves deu três passes decisivos para gols em jogadas de bola parada, sendo que, curiosamente, dois foram para gols contra do Murici-AL, pela Copa do Brasil, no Gigante da Pampulha e, outro, para cabeçada certeira de Manoel, no interior de Alagoas. No entanto, perdeu um pênalti contra o Murici, na última quarta-feira.
Quem não perde esse tipo de lance é Rafael Sobis. O matador celeste sofreu as penalidades e as converteu contra o América-MG, no Independência, pelo Campeonato Estadual, e contra o Murici-AL, pela Copa do Brasil, no Mineirão.
A bola parada forte é uma grande arma para o Cruzeiro, principalmente, porque a equipe deve enfrentar muitas defesas fechadas e times retrancados na sequência da temporada. No entanto, a equipe também precisa retomar o volume de jogo das primeiras partidas da temporada e controlar melhor a posse de bola para não sofrer mais sustos. Em breve teremos adversários de um nível mais forte, como o São Paulo, pela Copa do Brasil. Essa arma pode ser um diferencial para a classificação.

quinta-feira, 16 de março de 2017

SEM ESPAÇO PARA MIMIMI

A torcida do Cruzeiro tem todo o direito de cobrar. Contudo, parece que boa parte quer ver o time mal, tropeçando, perdendo. Pergunto: por que? O time está enfrentando, sim, adversários bem mais fracos. Mas isso não quer dizer que a cada jogo tem que dar um show, golear. Até agora, todos esses jogos estão sendo encarados como extensão da pré-temporada e os resultados estão saindo. O time titular ainda não está totalmente fechado e isso tem feito, internamente, a disputa ser intensificada. Certamente o time vai melhorar e vai brigar por títulos esse ano.
Aliás, o Cruzeiro é o único time da Série A invicto no ano. Com 14 jogos, a equipe de Mano Menezes venceu 13 e empatou uma, num aproveitamento de 95%. Mesmo assim, há quem cobre espetáculo e deixa-se levar por escritas de imprensa galinácea. Afinal, para boa parte dos veículos de comunicação, seja impresso ou virtual, o Cruzeiro não pode ser foco, não pode estar melhor e não pode levantar troféus. Mesmo tendo uma torcida maior, mais apaixonada e que consome muito mais aquilo que ela escreve. 
O Cruzeiro entrou em uma maratona de 10 jogos em 32 dias e isso fará com que, nesse início, não haja tanta técnica. Veremos mais empenho, mais força e, com certeza, vamos ver muitas oportunidades perdidas, como foi diante do Murici, adversário bem fraco, frágil e que poderíamos ter goleado mesmo não jogando tão bem. Aliás, se o Cruzeiro jogasse com toda sua força, potência, técnica, não só estaria invicto esse ano, como teria vencido a URT, único time que não sucumbiu ao Maior de Minas. Mas futebol não é tanta razão, é também físico, há desgaste, há entrosamento, há aqueles dias em que nada dá certo (como foi o jogo de ontem, de Thiago Neves) e dias que tudo acontece positivamente.
Um time do tamanho do Cruzeiro precisa sempre de sua torcida. Ela se virar, usar as mídias sociais para criticar e querer tudo de início não vai ajudar. O time pede paciência ao torcedor, quer o seu maior patrimônio sempre próximo e incentivando e é isso que realmente tem que acontecer. Cruzeiro e torcida, quando unidos, vão longe. Tudo vai melhorar. Esse ano temos time, temos técnico, temos diretor de futebol competente e temos jogadores diferenciados, em especial. 2017 é um ano de conquistas. Por isso, torcedor, evite "mimimi" nesse início.

quarta-feira, 15 de março de 2017

VITÓRIA COM SOBRAS E SEM SHOW

Classificado e à espera do sorteio para o próximo confronto na Copa do Brasil: eis a realidade que define o Cruzeiro, após mais uma vitória no ano. Dessa vez, passou tranquilamente pelo Murici-AL. Já vencedor no primeiro jogo, o Cruzeiro controlou a partida, ditou o ritmo e, mesmo não sendo brilhante, venceu com facilidade. E ainda teve uma ajudinha: dois dos três gols marcados foram feitos por atletas do próprio Murici, em gols contra.
E a vantagem poderia ter sido maior. Não, como dito, pelo fato de o Cruzeiro se impor, ser brilhante, criativo. Mas a fragilidade era tanta, que em dois, três toques, entrava-se na zaga do time alagoano. Perdido, a equipe de Roberval Davino ainda fez um pênalti bizarro, semelhante ao do América, no fim de semana. Inocência da zaga ou falta de senso? Não há uma resposta. Mas o certo é que Rafael Sóbis foi derrubado e ele mesmo converteu. Os gols contra do Murici foram marcados por Cláudio e Deysinho. E a vantagem seria maior: o goleiro Dias esteve em noite inspirada, defendendo lances importantes, inclusive um pênalti, batido por Thiago Neves.
Aliás, fica um adendo: errou Mano Menezes ao pedir que Ábila - que cobraria a penalidade - passasse a bola para Thiago. Talvez no pensamento de que fazendo um gol, Thiago tiraria a pressão de si pelo primeiro gol, o treinador desautorizou Ábila, que briga por uma vaga entre os titulares e, através de gols, tenta por dúvidas na cabeça do treinador. Bom, no final das contas, o Cruzeiro desperdiçou a oportunidade, que deixaria o placar ainda mais dilatado.
O adversário celeste na próxima fase será conhecido em sorteio, este marcado para a próxima sexta-feira, na sede da CBF.

CRUZEIRO 3X0 MURICI-AL

CRUZEIRO
Rafael; Ezequiel, Leo, Kunty Caicedo e Diogo Barbosa; Hudson e Ariel Cabral (Lucas Silva); Thiago Neves, Robinho (Elber) e Alisson; Rafael Sobis (Ramón Ábila). Técnico: Mano Menezes

MURICI-AL
Dias; Cláudio, Sinval e Edson Veneno; Paulo Sérgio, Edvaldo Rambo, Gueba (Thalison), Júnior Murici, Deysinho e Patrick; Paulo Victor (Katê). Técnico: Roberval Davino

Gols: Cláudio (contra, aos 31’1ºT), Rafael Sobis (aos 36’1ºT) e Daysinho (contra, aos 38'2ºT)
Cartões amarelos: Patrick (Murici)

Público pagante: 6.963
Público presente: 9.106
Renda: R$106.677,00

Motivo: jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e horário: quarta-feira, 15 de março de 2017, às 21h45
Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF) e Lucas Costa Modesto (DF)

terça-feira, 14 de março de 2017

VOLTA ENCAMINHADA

O goleiro Fábio, que por 705 vezes vestiu, de forma oficial, a camisa do Cruzeiro, mostrou que em breve estará à disposição de Mano Menezes. O goleiro, de 35 anos, pela primeira vez depois que operou o joelho, em agosto do ano passado, participou de um jogo-treino entre "reservas" e equipe sub-20, composta basicamente por atletas que estiveram na Copa São Paulo de Futebol Júnior esse ano. Durante toda a atividade, o goleiro mostrou-se bem, precisando tão somente de ritmo para voltar à velha forma. Isso mostra que, em breve, Mano terá que fazer uma escolha: manter Rafael, que desde que entrou, foi firme e se destacou positivamente, ou voltar com o ex-capitão. Contudo, essa resposta a torcida deve ter somente daqui três ou quatro semanas.
Mano Menezes tem sido coerente em suas declarações e escolhas. Quem está bem não sai. Exemplo disso é Ariel Cabral, que mesmo com Hudson, Romero e Lucas Silva em sua sombra, tem se mantido como titular. Aliás, vem fazendo boas apresentações e, em algumas, sendo o melhor em campo. Rafael está nesse mesmo nicho. Contra o América, o goleiro, de 27 anos, foi decisivo. Agora... quem vai descascar esse pepino é o treinador. Na atividade desta segunda-feira, os reservas bateram o sub-20 por 4 a 1. Ábila, Rafinha, Alisson e Raniel marcaram. Para o sub-20, gol de Raphael Lourenço, de pênalti.
Rafael já respondeu a esta questão diversas vezes. Deve estar cansado de dar a mesma resposta à mesma pergunta. Domingo, outra vez ele falou sobre o tema: "Aqui não há uma disputa. Tanto eu quanto o Fábio, como o Lucas França e o Lucão, queremos fazer o nosso melhor e defender as cores do Cruzeiro. Quem for o escolhido, vai querer fazer o melhor para o Cruzeiro", disse.
O próximo desafio do Cruzeiro será contra o Murici-AL, nesta quarta-feira, no Mineirão. Para esse jogo, Fábio não deverá, ainda, ser relacionado, uma vez que a comissão técnica tem um cuidado maior com jogadores com lesões mais graves e o aproveitamento dos profissionais se dá de forma gradual. É o caso de Dedé, por exemplo. Assim, espera-se que Fábio volte a ser relacionado quando estiver não só recuperado como também com bom ritmo em jogos-treino e de atividades individuais na Toca da Raposa. 

Notas da Toca!
Volta com cautela!
O atacante Judivan teve alta, ontem, após uma nova cirurgia no joelho. O médico Sérgio Freire Júnior disse que a volta do jogador será gradativa, sem pressa, para completa recuperação. Judivan, desde 2015, não disputa um jogo oficial. 
Kunty convocado!
Caicedo foi convocado pelo treinador de sua seleção para dois jogos das eliminatórias, contra Paraguai e Colômbia, dias 23 e 28 de março. O atleta vai desfalcar o Cruzeiro diante do Uberlândia, dia 27, pelo Campeonato Mineiro, e possivelmente contra o Joinville, dia 21, pela Primeira Liga. Isso porque o jogador, antes dos jogos, se apresenta com alguma antecedência, para treinos. O jogador estará à disposição contra as frangas, dia 1º.
Tabu a ser mantido
Sempre que o Cruzeiro venceu o primeiro jogo por dois ou mais gols, sempre confirmou, no segundo jogo, sua classificação. Murici, ponha as barbas de molho. Nesta quarta-feira, queremos manter esse tabu. E que seja com juros e correção monetária!