Jogadores enumeram problemas com o próximo adversário
Enquanto o técnico Vágner Mancini prepara seu time para utilizar os
chutes de fora da área como trunfo para derrotar o Democrata-GV, neste
sábado, em Governador Valadares, alguns titulares do Cruzeiro acenam com
o recurso das bolas paradas e do jogo aéreo para levar a equipe à
vitória. Os jogadores celestes foram alertados para o gramado irregular
do estádio Mamudão, naquela cidade do Vale do Rio Doce.
“Não conheço o estádio, não sei como é, falaram que o campo é um pouco
ruim, não tem muita qualidade, mas independente disso, não é só para a
gente, mas para eles também, temos que enfrentar, Campeonato Mineiro é
isso, vamos encontrar campos bons e ruins e podemos superar lá dentro, o
gramado e equipe deles”, ressaltou o lateral direito Marcos.
Ele espera que o time cruzeirense consiga aproveitar as bolas paradas.
“Acho que a gente tem que aproveitar bem a bola parada, até porque não
vamos encontrar campos bons, tirar proveito nisso, nossa equipe tem bola
parada boa e tentar aproveitar o máximo”, comentou o lateral.
O volante Marcelo Oliveira concorda com o companheiro e disse que a
bola parada pode decidir uma partida. “Pode ser sim, sabemos que contra o
Cruzeiro as equipes jogam muito fechadas, se às vezes por baixo não vai
dar, tem que ser pelo alto, se tiver muito difícil pelo chão, é uma
bola parada que pode decidir o jogo”, destacou.
Para o volante, o treinamento dessas jogadas é positivo, já que as
jogadas ficam gravadas na mente dos jogadores. “Não precisa ninguém
ficar gritando para sair a jogada, foi bem trabalhado na semana, espera
que sábado poderemos fazer gol assim”, disse.
O atacante Wellington Paulista, artilheiro do Mineiro, com quatro gols,
acredita que os cruzamentos sobre a área adversária são fundamentais em
um campo pequeno. Segundo ele, os atacantes entram de frente e fica
mais fácil a finalização. “Dificulta para o zagueiro para tirar a bola,
sempre que tiver um jogador em condição de fazer o cruzamento próximo à
área do outro time”, observou.
Wellington Paulista vai além e diz que os próprios atacantes podem se
encarregar de executa os cruzamentos, visando fazer as jogadas aéreas.
“A gente procura sempre essa bola (jogada aérea), eu quando vou
à linha de fundo procuro sempre o Anselmo Ramon, na bola ou rápida no
primeiro pau, ou na cavadinha no segundo para que ele possa finalizar de
cabeça, quando estou na área peço esse cruzamento também”, ressaltou.