quinta-feira, 16 de abril de 2026

Derrota em meio à falta de elenco e falhas individuais



O Cruzeiro não fez um bom jogo. Por mais que fosse possível vencer, o time apresentou uma série de falhas, principalmente defensivas, muito pelo fato da escalação ter sido equivocada e as substituições não terem surtido o efeito desejado. Com as entradas de Villalba e Matheus Henrique, o Cruzeiro piorou significativamente defensivamente e isso foi o pulo do gato para o Universidad Católica sair vencedora por 2 a 1 do Mineirão. Acertei o placar, errei quem venceu.

Time que usa de força aérea como seu trunfo conseguiu. A saída de Jonathan Jesus, de 1,85m, para dar lugar a Villalba, de 1,77m, foi um fator importante, assim como a entrada de Matheus Henrique, que não marca como um primeiro volante e deu brechas ao adversário. Kauã Moraes também não foi bem e William, que o substituiu no intervalo, foi ainda pior. Matheus Cunha, de novo, não foi decisivo. O que foi no gol, entrou. No ataque, o Cruzeiro bem que tentou. Mas parou no goleiro ou na trave. A arbitragem também teve uma participação tenebrosa. Defensivamente, duas falhas individuais, pelo alto, decretaram a derrota. 

Sem Kaio Jorge e Lucas Romero, o Cruzeiro perde sua espinha dorsal entre a defesa e o meio. Sem goleiro, a confiança é zero por parte da torcida. Matheus Cunha mais se assemelha a um goleiro-linha de futsal. Não serve para ser titular. Com a janela fechada e um planejamento horroroso, o Cruzeiro colhe, agora, os seus maus feitos. Não pode deixar chutar. Se chutarem, é torcer para marcarmos mais que o adversário finalizar.

Alguns poderão dizer: ah, mas o Matheus Cunha não teve culpa. Nunca tem. E o que vai, entra. Será mesmo que ele é tão azarado? Por mais que o segundo gol tenha sido um vacilo defensivo, a bola passou no meio das pernas dele. E mais: não sai do gol em nenhum cruzamento. Fica parado, feito um bocó, debaixo das redes. Isso mostra não apenas medo, mas um receio ainda maior de errar se sair. Goleiro fraco. Um grande time começa por um grande goleiro. O nosso está no estaleiro por conta do moedor de jogadores, demitido junto com o filho e a comissão técnica anterior.

Sobre o jogo, o Cruzeiro, mesmo com as escolhas mal feitas, foi melhor em boa parte. Mas sem uma referência, árbitro conivente com cera, com a violência e sem critério algum para faltas e/ou cartões e falhas individuais, a Raposa acabou sucumbindo, interrompendo uma ascensão. Agora é tentar não errar e ir para cima do Grêmio, domingo, 20h30, no Mineirão. O horário e esse tropeço na Libertadores deverão diminuir o público no estádio.

Artur Jorge deve rever alguns conceitos e escolhas. Se precisa rodar o time, precisa achar as reposições. Matheus Henrique não é primeiro volante; Villalba não está em boa fase; Matheus Cunha precisa ser preservado; e se Kaio Jorge não pode jogar, que Neiser jogue mais aberto, sem jogar de costas. Ele é mais eficiente jogando angulado que centralizado. Isso não impede que jogue com Arroyo. O ataque fica mais leve, inclusive. 

O elenco é curto, bem diferente do que disse o incompetente Bruno Spindel. O Cruzeiro precisa se encontrar antes da janela, dar chances a meninos da base como Murilo, Rayan Lelis, Bruno Alves, Otávio (Marcelo ou Vitor Lamounier), Kenji ou qualquer outro. Se o Cruzeiro não tem, na base, um goleiro melhor que Matheus Cunha, fecha! E não entendo o Murilo não ser o reserva imediato de Romero. Tite não gostava da base. Mas o Artur podia ver isso agora, que tem contrato até 2030. Temos joias que podem nos auxiliar, para ontem, alguns problemas.

POR: JOÃO VITOR VIANA

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