segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Nova chance: Cruzeiro segue sua sina de buscar o equilíbrio. Chance de acesso é de 0,74%

 O Cruzeiro é uma espécie de "Potkker da Série B". Aquele que você aposta que vai engrenar mas, de uma hora para outra, chuta o balde de leite. A vaca burra da fazenda ou, ao menos, a improdutiva. Aquela que vive numa onda de um mundo paralelo e que, para por os pés no chão, custa. Ou custou. Desde que o clube se viu em apuros financeiros e se viu "rasgando dinheiro" sob comando de Adilson/Bolicenho e, depois, com Enderson/Ney/Drubsky/Deivid, o clube passou a mudar o discurso. Do "vamos cumprir os salários", "é nossa obrigação estar em dia" e "é nossa obrigação subir", deu lugar para "2021 a gente sobe no final do ano", "aprendemos com os erros", "precisamos de uma segurança maior". O que? Você não ouviu o "aprendemos com os erros", né? Pois é. Foi pegadinha. Eu também não ouvi.

E assim como o time não aprendeu com os erros que a instabilidade em campo é imensa. O time não tem um equilíbrio e quando mais se espera dele, que ele consiga uma sequência, a deficiência técnica, junto a um nervosismo, atrapalha, e o resultado não vem. Sinal disso é estar no meio da tabela, mesmo com uma folha salarial mais cara da Série B.

Com apenas um clube na B que também foi campeão Brasileiro, o Guarani, o time celeste dificilmente subirá. Chances remotas. Segundo estatísticas da UFMG, 0,74% apenas. Diante do Oeste, o lanterna, que venceu apenas uma das 16 partidas que fez fora, o Cruzeiro terá nova chance de emplacar duas vitórias seguidas, algo raro desde o ano passado. Que Fábio motive o time, como fez diante do Sampaio Corrêa; que o sal grosso seja jogado do Independência; que qualquer mandinga seja feita para o Cruzeiro chegar aos 47 pontos. Não porque acredito que o time vá subir. Acredito, aliás, que daqui uns meses estará diante do Botafogo, do Coritiba, do Remo, do Paysandu, do Goiás, do Bahia. Times muito mais fortes que esses que pegamos essa temporada. Até por isso, fala-se, nos bastidores, de enxugamento de folha, contratações pontuais de jogadores "cascudos" e rodagem e num time mais coeso, menos técnico, mas mais vibrante.

Contra o Oeste, nova chance de mostrar equilíbrio. Contra o Oeste, mais uma chance de alguns mostrarem valor. Manoel volta; Potkker e Giovanni, suspensos, estão fora. 

 

Por: João Vitor Viana

100 anos em seis partes: Momentos históricos vividos por um torcedor e jornalista. O Novo Mineirão (5/6)

 O palco celeste se fechou por anos.

O Cruzeiro teve que mandar seus jogos para longe.

Lembro de ter que ir para Sete Lagoas, naquele acanhado estádio, ver o time jogar Libertadores.

Muito chão e pouca história por aqueles lados.

Cruzeiro é de BH, do Mineirão.

Nem se os jogos fossem para o Independência teria o mesmo sentido.

Até que o Mineirão voltou.

Reabriu sobre outra égide.

Sobre uma administração que não era mais da Ademg.

E como foi difícil ver o jogo de reestreia do estádio.

Uma bagunça.

Problemas com ingressos aos torcedores, de credenciamento aos jornalistas.

Eu, que estava apto a cobrir o jogo, perdi o primeiro tempo por causa da burocracia de entrada.

Não vi o gol contra de Marcos Rocha naquele Atlético x Cruzeiro.

Não vi o gol do Atlético, que empatou a partida.

Mas consegui ver o gol de Dagoberto, que decidiu o jogo.

No campo, tudo bem.

Fora dele, parecia que havia passado um furacão.

Faltou até água.

Ainda bem que tempos depois se resolveu e hoje não há mais esse amadorismo.

Mas foi tenso.

Tempos que, graças a Deus, não voltam mais.

E uma história que só posso contar pelo segundo tempo, já que não vi o primeiro.

Ah, Minas Arena!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

100 anos em seis partes. Momentos históricos vividos por um torcedor e jornalista. O jogo da minha vida (4/6)

 Poucas são as pessoas que têm a feliz alegria de estar numa final de campeonato. Seja regional, Copa do Brasil, Brasileiro, Libertadores, Supercopa, Mundial, dentro de um nicho de milhões, você estar ali, no palco da decisão, é uma sensação incrível. Imagina para alguém com 17 anos, iniciando a vida e sendo movido por uma avalanche de cânticos e atmosfera incrível? Esse alguém era eu na final da Copa do Brasil de 2000.

O Cruzeiro foi tetra, pena, hexa depois. Havia sido campeão da Libertadores três anos antes. Mas a emoção que aquele jogo passou, não tenho dúvidas, foi a maior que já senti. Cruzeiro de André, Muller, Fábio Júnior, Sorin, Viveros, Oseas, Clebão, Ricardinho e ele, Giovanni, o predestinado. Giovanni, dois anos antes, havia sido emprestado ao América, onde não teve tanta chance e quase foi dispensado pelo Cruzeiro em 1999, com Levir Culpi. E aquele seria o jogo que marcaria a vida dele e de milhões de cruzeirenses.

Na antiga cadeira de setor do Mineirão, abaixo das arquibancadas e no nível do gramado, lembro do gol de Marcelinho Paraíba, que silenciou o Gigante da Pampulha, mas a torcida, apenas de forma momentânea. Vi e ouvi choros por perto, de quem estava acreditando mas, por algum motivo, começara a duvidar daqueles guerreiros que estavam em campo. Talvez, até pelo fato do técnico, Marco Aurélio, fazer sua despedida. Ainda que fosse um treinador de final, o Cruzeiro havia anunciado, antes do jogo, a chegada de Luiz Felipe Scolari. Ou seja, haveria troca no comando e os jogadores poderiam não se dedicar como a torcida esperava.

No entanto, as coisas começaram a mudar quando Ricardinho acionou Muller que, com um tapa, pôs Fábio Júnior frente a frente com Rogério Ceni. E ali o fuzil AR15 do matador azul furou a barreira do gol são-paulino. Tudo empatado aos 34min de jogo e uma esperança ressurgiu. O empate ainda daria o título, naquela época, ao São Paulo, por ter feito gol na casa do adversário. O primeiro jogo havia terminado em 0 a 0.

O tempo foi passando e o torcedor voltou a ficar apreensivo. Clebão, aos 41min, deu um bico e a bola foi parar nas mãos de Rogério. A sensação de tristeza e apreensão voltara. Não apenas naquelas pessoas que haviam começado a chorar quando o gol do adversário saiu, mas de todos no Mineirão. Jovens, adultos e idosos roíam as unhas e torcidam pelo lance que decidiria a partida.

E o lance veio aos 44min, quando a bola, curiosamente, estava com o São Paulo, que trocava passes no meio e o Cruzeiro estava recusado. Levir Culpi, aquele mesmo, que quase mandou Giovanni embora no ano anterior, havia tirado todos seus atacantes e recuado o time. Pôs um tal Axel em campo, jogador rodado, experiente, com a função de marcar e parar o jogo. E foi justamente Axel que errou um passe no meio-campo, recuando a bola de forma equivocada para Rogério Pinheiro, que perdeu na corrida para o menino Giovanni. O zagueiro não teve outra alternativa que não parar o atacante celeste com falta e levar o cartão vermelho.

O lance estava ali. Poucos metros da grande área. Mas o tempo estava correndo e era mais um adversário contra. O São Paulo não respeitava a distância da barreira de 9,15m, ficando ali, entre 7,7m e 7,9m, como se pode ver, hoje, no Youtube. Quem batia faltas no Cruzeiro era Ricardinho, que estava ali, próximo de Giovanni. Contudo, o atacante de 20 anos naquele momento, pediu a bola. Muller, aos berros, falava para ele bater forte. Enquanto isso, Alberto Rodrigues dizia: “Muller o aconselha”; Luciano do Valle falava: “Muller fala para Giovanni bater com fé”; “Cleber Machado ecoava um “Muller está bravo”. A torcida estava tensa e esperava, do jovem, o gol do título. E num chute, de falta, que mais parecia um pênalti, diria Albertinho, Giovanni estufou as redes de Rogério. Poucos se lembram que o volante Donizete Oliveira, na hora da cobrança, deu um tranco na barreira, que abriu. A bola passou debaixo das pernas do volante Axel, aquele mesmo que Levir havia optado por entrar e esfriar o jogo e que errou no passe que originou a falta.

O mundo deu voltas para Levir. O seu time acabou sendo derrotado com o gol do atacante que ele não soube aproveitar um ano antes, por erro de um jogador que ele acreditou que venceria aquela final para “fechar o meio”. Mas aí vocês vão perguntar: “Mas e aquele lance que teve logo em seguida, quando Clebão salvou em cima da linha?”. Sim, teve, sim, esse lance. Marcelinho Paraíba, novamente, quase marcou. Numa defesa monumental, André salvou o Cruzeiro e Cléber, antes que Raí chegasse, deu um bico para longe”.

E aí? Realmente não foi o jogo mais emocionante? Logicamente aquele jogo traz várias outras perguntas. Por exemplo: o que Marco Aurélio queria orientar o time logo após o gol de Giovanni? Algo que nunca entendi. E onde está a menina de óculos, que pulou tanto após aquele gol e que virou lembrança junto ao gol? Até hoje, vendo e revendo esse jogo, é possível se emocionar. E como é bom lembrar que estar presente a essa partida histórica é algo que ficou marcado eternamente na memória.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

100 anos em seis partes. Momentos históricos vividos por um torcedor e jornalista. As histórias por trás das câmeras (3/6)

 Estar no campo, como jornalista, cobrindo um jogo do Cruzeiro, é sensacional. É a mistura da “fome com a vontade de comer”. É poder, como profissional, buscar ser o melhor ali presente e, como torcedor, poder ver os ídolos de perto, não se deixando, no entanto, envolver-se em emoção além daquilo que o trabalho exige.

Contudo, em 2017 saí da linha. Sai sim e admito! Ali, na área de imprensa do Mineirão, em dois jogos, deixei de lado o lado profissional. Jogos tensos na Copa do Brasil e decisões nos pênaltis. E quem sabe bem, a área da imprensa é bem ao lado de onde fica a torcida do time visitante. Ah, eu não estava aguentando as provocações dos gremistas, nas semifinais. E olha que tenho um carinho especial pelo Grêmio, por histórias particulares. Mas em campo, a batalha era tipo “A Batalha dos Aflitos”. Contudo, quem estava aflito era o torcedor, que teve em Fábio, o ídolo daquele momento.

Como foi bom explodir com a classificação para a final, onde pegaríamos o Flamengo. E sim, o torcedor do Grêmio ouviu! Não só eu, mas vários jornalistas vibraram junto com a torcida com a classificação para a final. As provocações dos gremistas foram rebatidas à altura, ainda que talvez 10% menos que seria se estivesse vestindo a indumentária celeste nas cadeiras do Mineirão. Os gremistas, talvez, não tenham ouvido o suficiente, que soltamos na final, na conquista diante do Flamengo, naquele jogo que o goleiro do adversário teve cara de pau de pedir dois toques de Thiago Neves na cobrança final. Tentando, na malandragem, anular o gol do título do Cruzeiro, a torcida do Flamengo também ouviu. E quem me conhece, sabe. Não gosto de injustiça, embora no futebol, isso seja um tanto quanto relativo. Mas quem quer ganhar na molecagem, para mim, precisa ser bem repreendido. E o grito de campeão ecoou, inclusive da área da imprensa.

É recomendado que a gente não se manifeste. Mas só quem está ali, naquela tensão da final, ouvindo provocação calado para imaginar como estava aquela atmosfera. Ah! Se ouve alguma contensão de emoção diante do Grêmio, contra o Flamengo, a noite estava só começando. A cidade ficou pequena, as entrevistas foram ótimas e o coração bateu bem, mas bem forte por sermos, ali, penta.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

100 anos em seis partes. Momentos históricos vividos por um torcedor e jornalista. O desfile de craques (2/6)

 100 anos é tempo suficiente para um clube ter nomes marcados. O Cruzeiro, um gigante não de Minas, mas do mundo, não é diferente. Craques passaram pela Toca da Raposa e diversas são as histórias deles dentro e fora de campo. Tostão, Dirceu Lopes, Palhinha, Evaldo, Piazza, Raul, Nelinho e tantos outros abrilhantaram um tempo de estrelas que bateu de frente com o Santos, de Pelé. E a Taça Brasil de 66 mostrou que o melhor time do Brasil, naquele momento, não era do badalado “Melhor de Todos os Tempos”.

E como não lembrar de outros tempos áureos? Esquecer, por exemplo, a técnica de Raimundo Nonato, a marcação precisa de Ademir, o passe refinado de Douglas, o pensamento rápido de Luis Fernando Flores? Que time era aquele de 91/92, que iniciava com Paulo César Borges e fechava com Roberto Gaúcho? E o “Boi, Boi, Boi, Boi, Boiadeiro, vê se faz um gol para a torcida do Cruzeiro?”. Época de um time coeso, liderado por grandes técnicos como Ênio Andrade, Carlos Alberto Silva, Jair Pereira...No passado, com Zezé Moreira, Ilton Chaves, Niginho... 100 anos que craques envergaram e honraram o manto sagrado. Um manto que foi vestido, posteriormente, por craques mais atuais como Dida, Alex, Aristizábal, Maldonado, Ricardo Goulart, Everton Ribeiro e outros, que ainda estão por vir, terão essa honra.

O Cruzeiro tem, na sua cerne, a produção de jogadores, a projeção de outros e a construção de uma história, de títulos e de glórias. E assim será pelos próximos 100 anos! É o desejo da torcida, que não se esquece do que já viveu e espera reviver novamente. Afinal, recordar é viver e tantos foram os craques, que acabaram com vocês, rivais!

100 jogos em seis partes. Momentos históricos vividos por um torcedor e jornalista. O Mineirão antigo (1/6)

Você tem quantos anos? Foi ao Mineirão antes de 2012? Sabe o que é saborear um feijão tropeiro na chapa sem o mimimi de hoje? Sabe o que é fazer isso, envolto em árvores, num ambiente mais torcida e menos gourmet? Assim era a parte de fora do estádio, onde torcedores se aglomeravam mas, principalmente, se confraternizavam antes e após os jogos. Obviamente havia episódios onde a cavalaria chegava, brigas ocasionais de torcedores do mesmo time ou com torcedores rivais, mas era um outro ambiente.

Mais escuro, mais ermo, pessoas que mijavam nas árvores? Sim, mas que dá saudade. Talvez por ter ido muito ao Mineirão antes da última reforma. Desde muito cedo, meu pai me levou ao estádio. Tudo bem que o primeiro jogo não foi lá essas coisas. Pelo menos, pelo que me recordo, uma derrota por 3 a 1 para o Corinthians, na estreia de Ramon Menezes pelo Cruzeiro. Acho que era 1990. Mas ali, naquele estádio antigo, eram e são tantas as emoções e títulos, que não seria uma estreia minha, ali, que faz alguma diferença. Vi Ronaldo estrear no Mineirão, vi o mesmo Ronaldo se despedir. Vi o menino de 17 anos fazer cinco no Bahia e vi Elivelton marcar o gol do título da Libertadores. Vi Giovanni fazer o Mineirão explodir aos 45min do segundo tempo e o Cruzeiro ser tri da Copa do Brasil num jogo histórico e arrepiante vi Renato Gaúcho marcar outros cinco gols num mesmo jogo, inclusive, um deitado no gramado.

Muitas emoções, regionais a internacionais. Vi brigas, vi decepções, vi choros, de alegrias e tristezas. Vi um Cruzeiro gigante se tornar estratosférico e vi pequenas estrelas virarem verdadeiras potências mundiais. Vi pernas-de-pau envergarem a camisa do clube, vi Amaral vestir a camisa 10 de Alex e Dirceu Lopes e Alberto Rodrigues dizer que ele não era digno daquilo. Vi Muller, Marcelo Ramos, Eder, Dida, Nonato, Sorin. Vi Alex, Ari, Deivid. Vi muito jogador bom também. E vi Gottardo levantar a taça da Libertadores, vi Dida defender aquele chute do Julinho...

O Mineirão antigo dá saudade, pelo seu ar de interior e pela sua história majestosa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Chega! Centenário é na B

 O Cruzeiro desistiu de subir. Ponto. Não há matemática que ateste o time estar na elite no ano que vem. Bem no início do jogo, recuou depois de fazer 1-0. E viu o time da casa, ainda que desfalcado de sete atletas, crescer e virar um jogo. Um frango do goleiro e a ascensão adiada por um ano.

O Cruzeiro iniciou bem o jogo, ainda que mal escalado, com Thiago em campo. Era para ter começado com Pottker mais avançado com Caike e Airton abertos. Felipão não quis. Ainda assim, na sorte, saiu o 1-0, com Manoel, o mais lúcido em campo.

No segundo tempo, porém,  o Cruzeiro se perdeu. Desde a primeira etapa, depois de fazer o gol, o time recuou, permitiu avanços dos donos da casa, mas que, por incompetência, não ameaçaram. Já na segunda etapa, o Cruzeiro conseguiu ser pior e, com modificações estranhas, permitiu a Ponte vencer a partida. Primeiro, num vacilo de marcação. No segundo, num frango descomunal de Lucas França. Depois disso, partiu para o desespero e pouco fez.

Ver Sassá em campo dá dó. Giovane, gordo, não pode se solução. E se o Moreno, sem para ser reserva do reserva serve, que ele peça para ir embora. Sinceramente, uma rodada favorável e o Cruzeiro chutou o acesso para o inferno. 2021 será na Série B e ponto final.

 

PONTE PRETA 2X1 CRUZEIRO

 

Ponte Preta

Ygor Vinhas; Apodi, Luizão, Ruan Renato e Guilherme Lazaroni; Barreto, Vinícius Zanocelo e Camilo (Bruno Reis); Moisés, Bruno Rodrigues (Yuri) e Matheus Peixoto (Wanderley). Técnico: Fábio Moreno

 

Cruzeiro

Lucas França; Cáceres, Manoel, Ramon e Matheus Pereira; Adriano, Jadsom Silva (Régis) e Filipe Machado (Giovanni); Airton (Arthur Caíke), William Pottker e Thiago (Sassá). Técnico: Luiz Felipe Scolari. 

 

Gols: Manoel, aos 8’1ºT; Luizão, aos 20’2ºT; Bruno Rodrigues, aos 25’2ºT

Cartões amarelos: Vinícius Zanocelo (Ponte Preta); Airton, Giovanni (Cruzeiro)

 

Motivo: 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro

Local: estádio Moisés Lucarelli, em Campinas-SP

Data e horário: 22 de dezembro de 2020 (terça-feira), às 21h30

Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC/CBF)

Assistentes: Alex dos Santos e Helton Nunes (SC/CBF)

 

Por: João Vitor Viana

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Cinco jogos derradeiros



Vai chegando a reta final da Série B do Brasileiro e, bem ou mal, o Cruzeiro sempre nos dá aquele fio de esperança. Combinado com uma série de bons resultados, o Maior de Minas reduziu para sete a distância para o G-4, afastando-se, por conseguinte, do Z-4. Aliás, quem está por ali parece querer não sair. Caso, por exemplo, do Paraná, que chegou a figurar entre os quatro primeiros, mas que caiu como uma jaca para a rabeira e de lá não deverá mais sair. Junto ao Oeste, Botafogo-SP e Náutico, o clube paranista, hoje, é o pior time da competição, com oito derrotas seguidas.

Já na parte de cima da tabela, que incluo o Cruzeiro, a disputa está acirrada. A aglomeração entre o terceiro e o 11º tem diminuído e uma sequência de bons resultados pode mudar, e muito, a atual situação dos clube. Vencedor no confronto contra o Vitória, o Cruzeiro chegou aos 38 pontos, sete a menos que o Sampaio Corrêa, hoje o quarto colocado. A distância para o G-4 era de nove pontos.

E como a reta final promete ser um teste para cardíacos, o Cruzeiro terá, nas próximas cinco rodadas, cinco adversários diretos. Dentro e fora de casa, a Raposa terá que pontuar  e vencer a maioria. Com 12 vitórias, é um dos times cinco que mais venceu na competição, atrás somente de Chapecoense (16), América (15), Sampaio Correa e CSA (13). Contudo, a matemática celeste é simples: em cinco jogos precisa fazer, ao menos, 11 pontos. Ou seja: vencer três e empatar duas. Com 49 pontos, certamente a distância para o G-4 terá sido reduzida, possivelmente para cinco ou quatro pontos.

O maior problema do Cruzeiro tem sido a falta de regularidade, encontrada, talvez, tardiamente, com Luiz Felipe Scolari. Visitante indigesto, o Cruzeiro não tem aproveitado o "fator campo" e deixou escapar preciosos pontos no Mineirão. Diante do CSA, nesta terça-feira, o palco será outro: o Independência. Para cortar custos, foi definido que o estádio do América será o local onde o Cruzeiro mandará seus jogos até o final da Série B.

Próximos jogos:

CSA (C)

Avaí (F)

Ponte Preta (F)

Cuiabá (C)

Sampaio Correa (F)

 

Por: João Vitor Viana

Cruzeiro está na briga. Mas precisa vencer e continuar subindo



O Cruzeiro nos faz sonhar.

Em ano atípico, quase perdido pelas inúmeras burradas de contratações/demissões de jorgadores, treinadores e dirigentes, o Cruzeiro, finalmente, nos faz sonhar.

Vence quando não esperamos tanto.

É compacto quando se espera que não seja.

Mas, o problema, é que quando a gente espera que ele vai, ele fica.

E aí vem aquele sentimento de frustração.

Por mais que não esteja jogando bonito, os pontos estão vindo.

Felipão pegou o time com 13 pontos.

Já estamos com 38, numa escalada matemática maluca, que poucos acreditavam.

E aí vem o sonho de, em 2021, ano do centenário, a gente possa estar entre os melhores.

Duas vagas já foram definidas.

A não ser que aconteça uma tragédia, Chapecoense e América estarão na elite do futebol em 2021.

E, hoje, a meta é tirar dali ou Juventude ou o Sampaio Correa.

Temos que ir para cima. 

Para o jogo contra o CSA, Potkker e Stênio serão opções ao treinador e Jadsom também volta de suspensão.

Time mais coeso, mais tarimbado, com mais opções, inclusive no banco.

Hora de vencer mais uma e sonhar.

Ainda dá.

 

Por: João Vitor Viana

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Remédio ou placebo?




Entra ano, sai ano, e o tal do Queiroz continua prestigiado.

Não tem quem consiga explicar, de fato, a razão de tanta influência dentro da Toca da Raposa. Nem com toda a revolta da torcida, nada parece abalar os dirigentes que defendem Benecy Queiroz, mais do que a perda de seis pontos na Fifa.

O último a rezar a cartilha foi Sérgio Santos Rodrigues, alçado a presidente, pregando transparência e uma gestão "apaixonadamente profissional". Quando foi indagado sobre o inchado departamento de futebol e a função de Queiroz no começo de setembro, Sérgio fez uma defesa eloquente do dirigente. Entre os elogios, chamou Benecy de referência, que na CBF/ FMF ele é adorado por todos, que seu trabalho em supervisão e logística são enaltecidos nas entidades. 

Porém, toda essa capacidade não foi levada em conta no organograma de futebol do clube, apresentado um mês depois, quando Queiroz foi "deslocado" do futebol para ser caseiro...digo, administrador da Toca II. Para uma gestão que preza pelo profissionalismo, abrir mão de uma referência do setor, soa como algo, pelo menos, controverso. 

Ontem, mediante as graves críticas do deputado e ex-dirigente, Leo Portela, sobre um suposto esquema de desvio de material esportivo do clube, que indica Queiroz como o cabeça, fica praticamente impossível não questionar o prestígio que Benecy ainda nutre dentro do Cruzeiro. E aí, Sérgio "Gel" Santos Rodrigues?

Tenho muitas ressalvas ao deputado, mas lembramos que o mesmo também é advogado. Por isso, acredito que não faria acusações tão sérias senão tivesse provas ou indícios muito fortes sobre o caso. A questão é saber quais serão os desdobramentos da gestão transparente e apaixonadamente profissional sobre a situação. Acredito que todo mundo tenha direito a ampla defesa, como está assegurado na nossa Constituição, mas se Queiroz não for, no mínimo, afastado do clube até que tudo seja investigado e sua culpa ou inocência decretadas pela justiça, será a desmoralização total da atual diretoria do Cruzeiro.

Se levarmos em conta as atuais atitudes do presidente, Queiroz provavelmente, sairá ileso de mais uma de suas presepadas. A impressão que me passa é que, ou Sergio tem medo de botar o dedo nas feridas do clube para não "melindrar pessoas cujo o apoio é importante" ou ele faz parte dos conchavos da velha política, que derrubou o único gigante de Minas.

Sérgio precisa se decidir logo: se é remédio para o clube ou Placebo. Até agora, o Cruzeiro continua doente.

Por: Marcello Zalivi

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

ADEUS, INÚTEIS!




Matheus Índio e Roberson, dois dos que nunca deveriam ter vindo para o Cruzeiro, deram adeus. Em comum acordo, saíram do clube, rescindindo o contrato.

Roberson manteve sua imensa média de gols, de um por clube. Fez apenas contra o Patrocinense, pelo Mineiro. Ao todo ele fez 13 jogos.

Já Matheus Índio, que sfoi contratado a pedido do fraco Ney Franco, ficou aguardando a liberação da Fifa para poder ser inscrito. Com a chegada de alguém que entende de futebol, Felipão, Índio sequer foi citado como opção.

Avaliado como custos sem sentido, deram adeus e não deixarão saudades. Dois inúteis!

Por: João Vitor Viana

domingo, 18 de outubro de 2020

Candidato a melhor de todos os tempos



Apesar de estarmos em época eleitoral, o candidato maior para o torcedor cruzeirense, é Luiz Felipe Scolari. Não entendeu? Explico. Felipão chega, literalmente, como "Salvador da Pátria", alguém que vai saculejar o elenco, cheio de problemas, jogando mal desde o ano passado e que não teve qualquer estabilidade nesse período. Além disso, precisa alcançar metas, sendo a primeira, a de tirar o time da Zona de Rebaixamento. Cumprindo metas, é candidato a ser o maior da história.

Com contrato até 2022, Felipão terá "carta branca" para fazer o que quiser no clube, deixando alguns treinando em separado, adaptando outros, para "arredondar o time". Primeiro desafio: tirar o Cruzeiro da zona da degola; segundo, subir o time na tabela; terceiro, subir de divisão. Missão árdua, mas não impossível para um campeoníssimo. Se cumprir todas as metas, ainda que não todas no mesmo período, será alçado a um patamar de pouquíssimos técnicos, onde estão, por exemplo, Ênio Andrade e Vanderlei Luxemburgo. Felipão chega para ser o motivo de inpiração de jovens, alguns que ainda usavam fraldas quando o Brasil foi penta. Agora é hora de mostrar que não apenas cresceram, como podem, também, serem comandados por um campeão mundial.

Não será tarefa fácil, mas nada que um pentacampeão do mundo não possa resolver, ainda que seja "trocando pneu com carro em movimento". O primeiro desafio já está confirmado, diante do Operário. Seria muita audácia dizer que ele vai por sua cara no time logo de cara, mas, talvez, já consiga melhorar o posicionamento de alguns atletas, tire uns "encostos" do elenco, arme um time defensivamente bom e rápido em contra-ataque e que comece a ter uma capacidade maior de finalização.

Em nome, no papel, o Cruzeiro não é ruim. Na verdade, individualmente, comparando equipes, o Cruzeiro jamais deveria estar onde está hoje, mas futebol não se explica com ciência exata.

Por: João Vitor Viana

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Felipão retorna como salvador

 O Cruzeiro demorou, mas acertou a contratação de um técnico tarimbado. Luiz Felipe Scolari, o Felipão, assinou contrato até o final de 2022 e terá a missão de organizar o Cruzeiro dentro e fora do campo. Dentro, criando um esquema tático condizente com os atletas que possui e, fora dele, junto à diretoria em busca de ser, também um interlocutor.

Quase uma espécie de manager, Felipão terá carta branca no clube. Com contrato longo, algo que o Cruzeiro não faz há tempos, o técnico Gaúcho precisará agir rápido, escolher os melhores e pontuar. Atualmente, o Cruzeiro é o penúltimo colocado na Série B, com chances remotas de acesso e cada vez maiores de novo rebaixamento.

Com uma situação financeira cada vez mais atribulada, com saída e chegada de atletas, ações judiciais e rescisõs com treinadores, o clube tem, ainda, que pensar em como se adequar à realidade e às necessidades de Felipão. Por causa do bloqueio da Fifa, atletas indicados por Ney Franco sequer estrearam com o agora ex-treinador celeste. Casos de Giovanni e Matheus Índio. 

Destaque no site

Por mais que o site do Cruzeiro tenha exaltado o empenho de Deivid na chegada do novo comandante, a torcida não engole todas as denúncias feitas e não respondidas pela diretoria. A torcida aprova a chegada de Felipão e espera nova "Família Scolari" por aqui, onde ele foi feliz antes de nos deixar para ir para a Seleção ser pentacampeão mundial. Mas não aprova a permanência de um dirigente que sequer tem capacidade para ser diretor.

Por: João Vitor Viana