quinta-feira, 24 de julho de 2014

CRUZEIRO ACERTA COMPRA DE WILLIAN

BLOG SITE CRUZEIRO ONLINE

Agora é oficial: Willian fica.O Metalist disponibilizou, nesta quinta-feira, uma nova conta para que o Cruzeiro deposite a primeira parcela de 500 mil euros referente à compra do atacante – ao todo, serão pagos 3,5 milhões de euros divididos em sete vezes. O clube celeste agora aguarda a confecção dos novos contratos para a assinatura.

A diretoria do Cruzeiro chegou a dizer-se pessimista quanto à negociação, pois os ucranianos estavam impondo condições jurídicas irreais e ilegais.

O atacante já tem um contrato assinado com o clube mineiro por quatro temporadas.

ESTRATÉGIAS PARA FURAR POSSÍVEL RETRANCA CATARINENSE

O técnico Marcelo Oliveira comandou, na tarde desta quarta-feira, um treino técnico visando o jogo contra o Figueirense, neste sábado, às 18h30, no Mineirão. O lateral-direito Ceará foi o único que deixou o gramado um pouco mais cedo, para realizar um trabalho específico.

Na atividade técnica em campo reduzido, cada jogador só podia dar dois toques na bola. Havia duas traves de um lado e uma de outro. A intenção era trabalhar a movimentação e a agilidade para furar a possível retranca do adversário de sábado.

O meia Júlio Baptista sofreu uma pequena lesão na panturrilha esquerda e está vetado da partida contra o Figueirense. O departamento médico não divulga o tempo de recuperação do atleta. Ele se junta no DM aos jogadores Borges, Elisson, Nilton, Bruno Rodrigo e Alisson, que também se recuperam de lesões. Os três últimos participaram de uma atividade de fisioterapia em campo na manhã desta quarta, mas ainda não foram liberados do DM.

Dagoberto, Dedé e Neilton aprimoram a forma física e não têm condições plenas de jogar. Já Willian segue sem contrato, à espera de um retorno do Metalist a respeito de sua permanência em definitivo no Cruzeiro.

O provável time para enfrentar o Figueirense tem Fábio; Ceará, Manoel, Leo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Marquinhos; Marcelo Moreno.

MEIA FORA DE COMBATE

O meia Júlio Baptista é o mais novo visitante do departamento médico do Cruzeiro. Ele sofreu uma pequena lesão na panturrilha esquerda e ficará em tratamento nos próximos dias. O DM do clube não informa o tempo de recuperação do jogador, mas já avisou que ele está vetado para o jogo de sábado, às 18h30, contra o Figueirense, no Mineirão.

Júlio participou normalmente de um coletivo entre os reservas realizado nessa terça-feira e acabou sentindo um incômodo na panturrilha. Um exame de imagem realizado nesta quarta acusou a lesão no local.

O meia se juntará no departamento médico aos jogadores Borges, Elisson, Nilton, Bruno Rodrigo e Alisson, que também se recuperam de lesões. Os três últimos participaram de uma atividade de fisioterapia em campo na manhã desta quarta, mas ainda não foram liberados do DM.

Dagoberto, Dedé e Neilton aprimoram a forma física e não têm condições plenas de jogar. Já Willian segue sem contrato, à espera de um retorno do Metalist a respeito de sua permanência em definitivo no Cruzeiro.

O provável Cruzeiro para enfrentar o Figueirense tem Fábio; Ceará, Manoel, Leo e Egídio; Henrique e Lucas Silva; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Marquinhos; Marcelo Moreno.

CRUZEIRO X FIGUEIRENSE - VENDA DE INGRESSOS

Começa nesta quinta-feira a venda de ingressos nas bilheterias para a partida entre Cruzeiro e Figueirense, no sábado, às 18h30, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Os preços variam de R$50 a R$ 200, sendo que menores de 12 anos, maiores de 60 e estudantes pagam meia-entrada.

Os sócios do futebol da modalidade Cruzeiro Sempre já podem comprar seus bilhetes pela internet, com desconto de 30%. Os associados das demais categorias têm entrada garantida no estádio.

Confira os valores e os pontos de venda nas bilheterias:

Pontos de venda

Quinta-feira (24/07)
Ginásio do Barro Preto: 10h às 18h
Bilheteria Sul do Mineirão: 10h às 18h

Sexta-feira (25/07)
Ginásio do Barro Preto: 10h às 18h
Bilheteria Sul do Mineirão: 10h às 18h

Sábado(26/07)
Ginásio do Barro Preto: 10h às 14h
Bilheteria Sul do Mineirão: 10h até 10 minutos do 2º tempo
Bilheteria Norte do Mineirão: 10h até 10 minutos do 2º tempo ( torcida adversária)

Preços dos ingressos

Superior Oeste – Setor Roxo (Portão B): R$ 120
Inferior Oeste – Setor Roxo (Portões A e B): R$ 170 (Minas Arena)
Superior Oeste – Setor Roxo (Portão A): R$ 120 (visitante) – setores 302 e 303

Superior Sul – Setor Amarelo (Portão C): R$ 80 (para Sócio do Futebol, vendas somente pela internet com desconto)
Inferior Sul – Setor Amarelo (Portão C): R$ 50 (para Sócio do Futebol, vendas somente pela internet com desconto)
Superior Leste – Setor Vermelho (Portões D e E): R$ 100 (ingressos para o Portão D somente para Sócios do Futebol. Bilhetes para o portão E podem também ser adquiridos nas bilheterias )
Inferior Leste – Setor Vermelho (Portões D e E): R$ 130
Inferior Leste – Setor Vermelho (Portões D e E): R$ 150 (Minas Arena)

Inferior Norte – Setor Laranja (Portão F): R$ 50
Superior Norte – Setor Laranja (Portão F): R$ 80 (somente bilheteria)

Cadeiras Premium
Vendidas pela Minas Arena pelo site www.mineiraopremium.com.br

Cadeira Especial Oeste: R$ 170
Cadeira Especial Leste: R$ 150
Cadeira Vip: R$ 180
Cadeira Vip Superior: R$ 200

NADA DE ROBINHO

BLOG SITE CRUZEIRO ONLINE

O atacante Robinho não jogará pelo Cruzeiro. Ao menos é o que diz a diretoria celeste, que afirma que a possibilidade de contratação do jogador é zero. A cúpula celeste entende que o elenco já conta com muitos jogadores para a posição de Robinho e seria infrutífero onerar a folha salarial do clube com mais um atleta. Além disso, há ainda a chance de contar com Willian, que também joga na posição de Robinho.

O Cruzeiro tentou um investimento pesado para contratar o atacante em junho do ano passado. Na ocasião, o diretor de futebol Alexandre Mattos chegou a viajar para a Itália para tentar fechar o negócio, mas o Milan não abriu mão de Robinho e a contratação não ocorreu. Agora, o Milan quer se livrar do jogador, mas o Cruzeiro não se interessa. 

O destino do jogador deverá ser o Orlando City, dos Estados Unidos, mas deve ser emprestado a algum clube brasileiro até o fim do ano, pois a liga americana só começa em 2015. Ele foi oferecido a várias equipes do Brasil, incluindo o Cruzeiro.

Embora a diretoria entenda que a contratação de um astro internacional seja interessante para o marketing do clube, o custo-benefício não seria bom neste momento, já que, com um altíssimo salário, Robinho chegaria para disputar uma vaga no time com Dagoberto, Willian, Alisson, Marlone, Marquinhos e Neilton. Everton Ribeiro e Ricardo Goulart já têm lugares cativos no ataque de Marcelo Oliveira.

Willian

O Cruzeiro segue aguardando um retorno do Metalist para oficializar a compra de Willian. O clube ucraniano ficou de informar uma conta para que a Raposa deposite a primeira parcela de 500 mil euros - o valor total do negócio é de 3,5 milhões de euros, divididos em sete parcelas.

A princípio, por problemas políticos na Ucrânia, o dono do Metalist, Sergey Kurchenko, pediu para que o Cruzeiro pagasse um valor ínfimo oficialmente ao clube e depositasse o restante em uma conta particular, em um paraíso fiscal, que seria justificado ao fisco como “direitos de imagem”. Temendo problemas com o Ministério Público e com a Receita Federal posteriormente, o Cruzeiro não aceitou essa proposta.

WALLACE: BASTIDORES DA VENDA MISTURADA A MAGOA

No último dia 30, o Cruzeiro concretizou uma das maiores negociações de sua história. Formado nas categorias de base do clube, o zagueiro Wallace deixou a Toca da Raposa rumo ao Sporting Braga, de Portugal, por 9,5 milhões de euros. A venda ao grupo Gestifute, do empresário português Jorge Mendes, foi a sexta maior de um zagueiro que deixa o Brasil com destino à Europa. Como detinha 60% dos direitos econômicos do atleta, o clube celeste recebeu 5,7 milhões.

Cerca de vinte dias após após a oficialização do negócio, o zagueiro conversou por telefone, diretamente de Portugal, com a reportagem do Superesportes. Wallace revelou os detalhes da transação milionária, falou da aproximação de Deco com o Cruzeiro, ainda no final de 2013, quando o ex-jogador esteve em Belo Horizonte, sobre o alto valor da negociação e ainda destacou a responsabilidade que o tamanho da venda traz ao seu desempenho em Portugal.

Com poucas oportunidades no time profissional da Raposa, o defensor também revelou mágoas com o clube mineiro. Pontuou que esperava receber mais chances no time de Marcelo Oliveira e revelou que a contratação de Manoel foi o estopim para aceitar a proposta do time português. Sobre o elenco, no entanto, Wallace deu ótimos indicativos e palpitou que, dificilmente, alguém irá tirar mais um troféu do Campeonato Brasileiro da Toca da Raposa.

Confira a entrevista completa com Wallace

Quando começou o interesse de clubes estrangeiros por você?


O Deco entrou em contato comigo pela primeira vez ainda no Brasil, no ano passado, perguntou como eu estava, como era minha situação, ainda antes de fecharmos o negócio. Foi na época que toda imprensa noticiou a presença dele na Toca da Raposa e achavam que ele estava ali para negociar outro jogador, mais velho. Naquele momento, ficamos sabendo que havia interesse em mim. Ali ele começou a me acompanhar de perto e a negociação, graças a Deus, se confirmou.

Mas quando o grupo Gestifute fez a proposta para sua compra?
O valor foi mesmo o de 9,5 milhões de euros?

Isso, foram 9,5 milhões de euros mesmo. No momento em que chegaram as primeiras especulações, eu estava no Torneio de Toulon (com a Seleção Brasileira, em maio). Saíram muitas coisas na imprensa, muitas matérias, mas até a mim não tinha chegado nada. Quando retornei ao Brasil, todos estavam dizendo sobre propostas, quais eram os países. Na minha chegada, eu disse que não sabia e não sabia mesmo. Nos dias seguintes, conversei com meus empresários, eles falaram as situações, se eu estava de acordo, e começamos a negociar.

Quais os clubes mostraram interesse?

Havia muitos clubes mesmo. Meus representantes me falaram em Sevilla e Monaco, além do Braga, que foi o que chegou firme mesmo, bastante interessado. Eles me passaram mais confiança, mostraram estrutura e projeto melhor. Tenho certeza que fiz uma excelente escolha.

Agora você pertence ao grupo do megaempresário Jorge Mendes. Como é a relação com ele?

Eu me surpreendi bastante pelo patamar do Jorge Mendes, os grandes jogadores que ele representa em todo o mundo. E por eu estar começando agora, por ser muito novo, pensei que o tratamento seria diferente. Mas não, ele me deixou bem à vontade. Quando cheguei a Portugal, ele nos recebeu, nos encontramos, conversamos muito sobre tudo. Não é fácil ser representado por ele, mas espero ser apontado no futuro como um grande jogador dele.

Você foi vendido por 9,5 milhões de euros. É o sexto zagueiro mais caro já vendido por clubes brasileiros. Como encara isso?

É muita responsabilidade ser vendido por esse valor, sem dúvida. Todo mundo olha diferente, como jogador diferente, e nos obriga a jogar um futebol diferente. Diariamente é bastante difícil. Tem mesmo que ficar em um nível acima dos demais, porque a cobrança é maior.

Você praticamente não jogou pelo profissional do Cruzeiro. Foram oito oportunidades. Queria ter ficado mais tempo no clube?

A gente sempre quer ficar no clube que a gente começa, tem uma motivação a mais, se firmar na equipe titular do profissional e ficar no Brasil nesse início, claro. Mas, infelizmente, as coisas não aconteceram e Deus colocou o Braga no meu caminho. No momento em que eu estava no Cruzeiro, também, tinha bastante jogador.

Então a proposta apareceu na hora certa para você?

Quando a proposta do Braga apareceu, eu estava me sentindo sem espaço no clube. Antes de eu bater o martelo, o Cruzeiro ainda anunciou a contratação do Manoel. Naquele momento eu enxerguei que o Cruzeiro já estava com intenção de me vender ou me deixar parado por mais um ano, porque já estava contratando outro. Eu imaginava jogar mais, ou ser a primeira opção de banco. Mas, com a contratação (do Manoel), eu percebi que não seria assim, como eu pensava que seria. E aí fechamos com o Braga.

Mas houve alguma pressão por parte do clube para sua venda?

Como jogador, eu senti que já estavam me descartando do plantel. Eu vinha bem, dentro do grupo, na Seleção Brasileira. Joguei oito partidas e ganhei sete. E o clube, na primeira oportunidade de eu sair, nem me perguntou direito se eu queria sair e já começou a negociar. Então me senti desvalorizado pelo clube.

Pensa em voltar um dia e mudar essa história?

A gente sempre guarda o carinho com o clube. Mas tem muita coisa para acontecer na minha carreira, tudo depende muito do momento em que eu me encontrar, quem sabe eu possa voltar ao Cruzeiro. Mas não é um objetivo de vida. Estou bem.

Qual a importância dos Torneios de Toulon que você disputou pela Seleção, em 2013 e 2014?

As portas se abriram mesmo no primeiro, em 2013, quando joguei como titular. Ali já começaram as especulações. Achei que o Cruzeiro mudaria a relação comigo, que algo mudaria dentro do clube, teria mais chances, mas nada mudou. E eu posso jogar em alto nível. Mas estar na lista de convocação desperta grande interesse em todos os clubes. Em todas as partidas que joguei, eu me saí bem, e no último jogo do Torneio, ainda consegui marcar um gol para fechar.

O que acha do Manoel, seu substituto no Cruzeiro?

Não tenho muito o que falar sobre o Manoel. É um grande jogador, mas não tem como comparar. São características diferentes. Torço muito pelo sucesso dele. Sobre os outros que estão lá, só tenho a agradecer todos. O trabalho, a convivência diária com Dedé, Bruno Rodrigo, Léo e o Alex, que subiu.

O Cruzeiro levará mais um Brasileirão?

Meu palpite esse ano é que o Cruzeiro ganha. Se tudo correr bem, pelo elenco que tem, são grandes jogadores, um grupo muito fechado, estrutura excelente. Difícil alguém conseguir tirar o titulo.

Qual a principal virtude desse elenco?

A principal qualidade do Cruzeiro é a união. O treinador Marcelo conseguiu criar um grupo de grandes amigos, conseguiu ganhar a confiança dos jogadores. Ali tem um comando fechado com os jogadores. Isso no futebol hoje é o mais difícil. O grupo tem jogadores diferentes, de estilos diferentes, mas quando se fala no grupo por inteiro é fora de série, são unidos de uma maneira que ninguém acredita. Todo mundo fala que é fachada, mas só quem está lá sabe como isso é verdade.

Como está a adaptação ao Braga?

Adaptação está ótima. Aqui estamos terminando pré-temporada, é desgastante, mas importante. Começamos no dia 17. Hoje fizemos um amistoso e seguimos com preparação física, trabalhando firme. Hoje joguei como titular, mas o grupo não está todo definido ainda, o professor está escolhendo as melhores opções, quem tiver melhor vai jogar.

Você assinou contrato de quatro temporadas com um time que é visto como ponte para outros clubes maiores. Espera seguir no Braga ou, como outros jogadores, logo se apresentar a uma grande equipe europeia no futuro rápido?

Toda essa questão depende de momento. Se eu estiver passando por momentos ruins, outros clubes não vão se interessar. Se estiver bem, interessando alguém, vamos sentar para conversar. A conversa na chegada, com o Jorge Mendes, foi boa. Ele disse, pelo horizonte que tem aberto, para eu fazer o meu trabalho dentro de campo e fora de campo para deixar com ele. Tenho total confiança nele e mais ainda no meu trabalho. Rendendo em alto nível, tudo vai correr alguém.


terça-feira, 22 de julho de 2014

CARTÕES EM DEMASIA MUDAM HISTÓRICO DO CRUZEIRO NO BRASILEIRO

Líder do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro já não ocupa mais a primeira colocação entre as equipes mais disciplinadas. Depois de três jogos sem advertências, o time celeste recebeu cinco cartões amarelos na vitória sobre o Palmeiras, por 2 a 1, nesse domingo, no Pacaembu.

Os volantes Lucas Silva, Henrique e Willian Farias, o lateral-esquerdo Egídio e o goleiro Fábio foram advertidos pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio. Com os cinco cartões, o Cruzeiro superou seu recorde negativo no Brasileirão.

Anteriormente, a partida com mais cartões havia sido a da estreia, diante do Bahia. Na vitória por 2 a 1, em Salvador, foram quatro advertências, para Nilton, Willian, Tinga e Willian Farias.

Com os cinco cartões na vitória sobre o Palmeiras, o Cruzeiro contabiliza 20 amarelos nas 11 rodadas disputadas no Brasileirão, além de dois vermelhos, para Luan e Marcelo Moreno. Agora, os líderes em disciplina são Fluminense e Corinthians, com 19 cartões. Porém, o Tricolor Carioca tem 17 amarelos e dois vermelhos contra 19 amarelos corintianos.

Equipes mais disciplinadas do Brasileirão

Clube - Amarelos - Vermelhos

Fluminense - 17 - 2
Corinthians - 19 – 0
Santos - 19 - 2
Cruzeiro - 20 - 2
Chapecoense - 21 - 0
Flamengo - 21 - 2

OS AMARELADOS

Adversário - Cartões


Bahia - Nilton, Willian, Tinga e Willian Farias
São Paulo - Henrique e Samudio
Atlético-PR - Wallace, Souza e Luan
Atlético* - Leo e Marlone
Coritiba - Dagoberto e Everton Ribeiro
Sport - nenhum
Internacional - Dagoberto e Ricardo Goulart
Corinthinas - nenhum
Flamengo - nenhum
Vitória – nenhum
Palmeiras – Egídio, Lucas Silva, Henrique, Willian Farias e Fábio

VANTAGEM IGUALADA

A vitória fora de casa sobre o Palmeiras por 2 a 1 não apenas manteve o Cruzeiro na liderança do Campeonato Brasileiro, como aumentou de três para cinco pontos a vantagem sobre o segundo colocado, o Corinthians. Essa diferença só foi registrada uma outra vez a essa altura do campeonato na era dos pontos corridos: em 2008, quando o Flamengo tinha boa folga sobre o próprio Cruzeiro. 

A edição deste ano também tem o segundo pior somatório de pontos ao término da 11ª rodada dos times que ocupam a zona de rebaixamento desde 2004, quando passaram a ser quatro os rebaixados. Vitória (oito pontos), Figueirense (sete), Coritiba (sete) e Flamengo (sete) conquistaram juntos 29 pontos, apenas quatro a mais do que o líder Cruzeiro. O número só não é pior do que o registrado em 2011. Na ocasião, Atlético-GO (nove), América-MG (sete), Avaí (sete) e Atlético-PR (cinco) totalizaram 28.

info - Diferença de pontos entre Líder e Vice-líder no brasileirão (Foto: Editoria de Arte)

Liderar o campeonato na 11ª rodada, porém, não é um sinal de que o título está encaminhado. Desde 2003, apenas Cruzeiro (em 2003) e Corinthians (2011) foram campeões. No primeiro ano de implantação dos pontos corridos, a Raposa somava 24 pontos, contra 21 do Corinthians. Oito anos depois, o Timão era líder com 26 pontos, quatro a mais do que o São Paulo.

Em 2008, primeiro ano em que a vantagem foi de cinco pontos, o Flamengo sofreu com a perda de alguns de seus principais jogadores, como Marcinho, Renato Augusto e Souza. Terminou o campeonato em quinto lugar. É uma realidade diferente da do Cruzeiro atual, que tem conseguido segurar a base da equipe e até se reforçar (casos de Manoel, Marquinhos e Neilton). O atacante Marcelo Moreno espera dificuldades por causa dessa folga na liderança:

- O nosso objetivo é continuar na liderança do campeonato, e abrir cinco pontos de vantagem tão cedo aumenta nossa confiança para jogar cada vez melhor. Estar na ponta da tabela faz com que as outras equipes joguem com ainda mais atenção, marcando muito forte. Os adversários devem jogar bem fechados quando nos enfrentarem no Mineirão, e devemos aproveitar a força da torcida para dar continuidade ao bom trabalho. 

O técnico Marcelo Oliveira vê a atual edição mais difícil do que no ano passado, quando a essa altura o Cruzeiro ocupava a vice-liderança, com 21 pontos, dois a menos do que o Botafogo.

- Acredito que neste ano o campeonato esteja mais difícil, com umas seis ou sete equipes na briga pelo título. As equipes se prepararam muito bem, e existem também as de tradição. É claro que só com o decorrer do campeonato é possível perceber quem tem chances, e sempre pode surgir uma surpresa.
Os 25 pontos dão ao Cruzeiro o terceiro melhor desempenho de um líder a essa altura do campeonato, perdendo para o Flamengo de 2008 (26) e o Atlético-MG de 2012 (28) - que perdeu o título para o Fluminense. 

Assim como na maioria das vezes mudou o líder da 11ª até a última rodada, a zona de rebaixamento também sofre muitas alterações. Dos 40 times que caíram para a Série B desde que se instituiu o Z-4 (quatro por ano, a partir de 2004), 15 estavam entre os quatro últimos colocados na 11ª rodada. Isso representa 37,5%. No entanto, nenhuma equipe que se encontrava na zona conseguiu se recuperar a ponto de conquistar o título.

DIFERENCIAL: SER UM VISITANTE INDIGESTO

Atual campeão nacional, o Cruzeiro lidera o Brasileirão 2014 e tem sua melhor campanha na era de pontos corridos, iniciada em 2003. A vantagem de cinco pontos para o Corinthians também é a maior após 11 rodadas disputadas e tudo isso só é possível pelo bom aproveitamento fora de casa.

Em 11 jogos disputados até o momento, o time mineiro fez a maioria deles longe do Mineirão. O aproveitamento é muito bom, com quatro vitórias em seis partidas, ou 67% dos pontos conquistados, que aliados aos 87% de rendimento como mandante, dá uma folga considerável no topo da tabela.

Em comparação com o time campeão de 2013, no mesmo estágio da competição, a equipe possuía um desempenho até melhor nos jogos como anfitrião, com cinco vitórias e um empate, que representa 89% de aproveitamento. Porém, o desempenho como visitante era de apenas de 33%, com cinco pontos conquistados em cinco jogos.

A chave do sucesso para levantar o troféu na última temporada foi elevar o percentual de aproveitamento como visitante, o que a equipe conseguiu fazer no segundo turno. O time celeste terminou o campeonato com o desempenho fora na casa dos 54%, enquanto o rendimento diante do torcedor foi de 79%.

Depois da vitória sobre o Palmeiras, por 2 a 1, no Pacaembu, o meia Everton Ribeiro destacou a necessidade de manter a regularidade na competição. "Nós tínhamos sessenta por cento de aproveitamento fora de casa e aumentamos. Tem que ser assim, forte em casa e também buscando pontos fora", afirmou.

Os próprios rivais celestes têm sofrido com essa falta de equilíbrio. Segundo colocado na tabela, o Corinthians também tem ótima campanha como visitante, com 60%, o segundo melhor do campeonato. Contudo, é apenas o sétimo melhor como mandante, com 61% de aproveitamento.

Já o Fluminense, terceiro colocado, tem bom desempenho jogando diante da torcida, entre os três melhores do Nacional, com 72% dos pontos. Por outro lado, peca quando joga na casa dos rivais e tem apenas o décimo melhor aproveitamento, com 40%.

O técnico Marcelo Oliveira destacou a necessidade de pontuar como visitante. "Em um campeonato duríssimo como os de pontos corridos, que é muito longo, com muita concorrência, é importantíssimo o aproveitamento alto no Mineirão com a torcida e obter resultados fora. Em circunstâncias muito difíceis você tenta não perder, embora o Cruzeiro tenha um apelo ofensivo constante", observou.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

HENRIQUE: "FIZEMOS UM SEGUNDO TEMPO MUITO RUIM"

O Cruzeiro venceu mais um duelo  pelo Campeonato Brasileiro e aumentou a distância para os rivais na tabela de classificação. O triunfo diante do Palmeiras, neste domingo, por 2 a 1, no Pacaembu, reforçou o favoritismo do time de Marcelo Oliveira na disputa pelo troféu. Apesar do resultado fora de casa e um início arrebatador, a Raposa encontrou dificuldades na etapa final do jogo.

Principal responsável pela marcação no meio de campo, o volante Henrique destacou o bom primeiro tempo e lembrou a dificuldade encontrada pela equipe durante a segunda etapa. “A gente que tomar de lição o primeiro tempo, que foi muito bom para nós. O segundo tempo nossa equipe veio um pouco abaixo e o Palmeiras forçou e adiantou a marcação. Nós erramos e o Palmeiras foi melhor no segundo tempo. Mas conseguimos administrar o resultado, apesar de correr alguns riscos”, pontuou.

Companheiro de Henrique na marcação durante o segundo tempo difícil, Willian Farias preferiu lembrar da atuação cruzeirense na primeira etapa. Aos 9 minutos de jogo, a Raposa já vencia seu adversário por 2 a 0. “Nós lutamos. Foi um primeiro tempo muito diferente, a gente não espera assim, da maneira que foi. A gente trabalha para isso, mas não esperávamos. Conseguimos o resultado, isso que é o mais importante. E seguimos na ponta”, lembrou.

Assim como o volante Lucas Siva, que deixou o jogo no intervalo, Henrique e Willia Farias foram amarelados pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio. Nenhum deles estavam pendurados e estão a disposição de Marcelo Oliveira para o duelo diante do Figueirense, na próxima rodada do Brasileirão.

OTIMISMO VOLTANDO

A vitória do Cruzeiro diante do Palmeiras por 2 a 1, nesse domingo, no Pacaembu, veio acompanhada de uma boa notícia aos torcedores celestes. De acordo com o gerente de futebol da Raposa, Valdir Barbosa, o acordo com o Metalist para a permanência do atacante Willian está praticamente sacramentado.

“O presidente (Gilvan de Pinho Tavares) mantém o otimismo. Eu até conversava com o diretor de futebol Alexandre Mattos sobre esse assunto e ele também mantém o otimismo, a coisa está praticamente acertada em termos financeiros e falta apenas um ajuste de pagamento, alguma coisinha que não vai ser empecilho para que o Willian permaneça no Cruzeiro”, afirmou Valdir em entrevista à Rádio Itatiaia.

O dirigente reforçou a participação do atacante na conquista do último Brasileirão e sua importância no esquema armado pelo técnico Marcelo Oliveira. “É um jogador que esteve muito bem no ano passado, esse ano, e nessa caminhada ele será muito importante rumo ao título”, disse.

Cruzeiro e Metalist ainda divergem na forma de pagamento. Na última semana, Gilvan afirmou ao Superesportes que a expectativa é ter Willian já diante do Figueirense, na próxima rodada do Brasileiro. “Possivelmente a gente já estará com tudo resolvido, e ele já vai ter condições de jogo”, disse.

Fontes ligadas à diretoria celeste disseram à reportagem que a proposta aceita pelo Metalist foi de sete parcelas de 500 mil euros, totalizando 3,5 milhões, valor abaixo do fixado inicialmente de 4 milhões de euros.

CRUZEIRO X PALMEIRAS - NOTAS DO JOGO

BLOG SITE CRUZEIRO ONLINE

O Cruzeiro deu um importante passo rumo ao tetracampeonato, ontem, ao bater o Palmeiras, no Pacaembu, por 2 a 1. Com os tropeços de São Paulo e Corinthians, a Raposa abriu cinco pontos de vantagem para o segundo colocado.

NOTAS

FÁBIO (9,0) - O melhor em campo. Três importantes defesas no jogo.

CEARÁ (6,5) - Regular. Avançou pouco e falhou na marcação.

MANOEL (7,0) - Mais perigoso na área adversária que defendendo. Foi envolvido em vários lances pelo fraco ataque do Palmeiras.

LEO (7,0)  -Mesmo nível do companheiro.

EGÍDIO (6,0) - Continua sendo o mesmo jogador de sempre. Defensivamente é um "Deus nos acuda". Ofensivamente é melhor, mas nenhum suprassumo. SAIU PARA A ENTRADA DE SAMÚDIO (6,5) que foi melhor, mas se limitou a marcar o setor direito do Palmeiras.

LUCAS SILVA (7,5) - Muito bem na marcação e no passe. SUBSTITUÍDO POR WILLIAN FARIAS (2,0) que deve estar perdido até agora.

HENRIQUE (7,0) - Muita vontade, entrega, mas muitos erros de passes. Quase marcou um gol contra.

EVERTON RIBEIRO (6,5) - Precisa acelerar mais o jogo. Muitas vezes a bola chega ao seu pé e "morre". Criou bem pouco.

RICARDO GOULART (8,0) - Está numa fase muito boa e deixou a sua marca novamente. Boa movimentação nos dois tempos.

MARQUINHOS (7,5) - Impressionou, principalmente nos primeiros 10min. Quase marcou um golaço e deu um belo passe para Goulart fazer o primeiro. Caiu no segundo tempo. SUBSTITUÍDO POR TINGA (6,5), que deu melhor qualidade de passe no meio e melhorou o setor de meio-campo já depois da metade do segundo tempo.

MARCELO OLIVEIRA (6,0) - Buscou se precaver para o segundo tempo, mas errou bastante ao tirar Lucas Silva do time. Willian Farías foi péssimo e seria um dos responsáveis por um tropeço do Cruzeiro, se fosse o caso. Que ele agradeça muito ao Fábio. O meio-campo simplesmente não existiu sem Lucas Silva.

LÍDER ABSOLUTO

BLOG SITE CRUZEIRO ONLINE

O Cruzeiro, ontem, venceu mais uma e consolidou-se, mais do que nunca, na liderança da competição, abrindo a maior vantagem entre os clubes da Série A. O jogo foi marcado por dois tempos distintos: enquanto no primeiro, a Raposa se impôs, tendo chances de "matar" o jogo, no segundo, o time se retraiu e trouxe o Palmeiras para o seu campo. Foram 45min de tensão mas, no fim, deu Cruzeiro: 2 a 1.

O Cruzeiro saiu na frente ainda bem cedo e antes dos 10min de partida já havia marcado dois gols, com Ricardo Goulart e Manoel. A expectativa era de goleada, mas o time, com o tempo, deixou de atacar como no início. Com um Palmeiras abalado, poucas chances foram criadas. Já no fim do primeiro tempo, Fábio fez duas importantes defesas, garantindo o "zero" no placar palmeirense.

Na volta para o segundo tempo, Marcelo Oliveira tirou Lucas Silva, amarelado, e pôs Willian Farias. Há tempos não via um time sentir tanto a saída de um jogador. Perdido, Willian mais atrapalhou que ajudou. A substituição pareceu deixar o Cruzeiro com um a menos e o Palmeiras pressionou. Chegou a diminuir, com Tobbio e só não empatou porque Fábio estava lá atrás para garantir.

O Cruzeiro somente equilibrou o jogo com a entrada de Tinga, que melhorou o toque de bola no meio-campo. O próprio Tinga teve chance de marcar o terceiro, mas o goleiro Fábio (Palmeiras) evitou.