sexta-feira, 27 de setembro de 2024

OPINIÃO: Cartão de visita deixou a desejar e mostrou um Cruzeiro covarde e atrasado em mudanças



Fui ao campo para ver Cruzeiro x Libertad e sai de lá sem voz. Não por gritar pelo Cruzeiro, mas por raiva da forma como o time jogou, com as alterações que o treinador fez e como em pouco tempo o time involuiu ainda mais.

Vão dizer: "Ah, mas foi só o primeiro jogo, você está sendo muito duro". Eu acho, sinceramente, que o futebol é simples. Não é necessário inventar a roda. Lateral é lateral, meia é meia, goleiro defende, zagueiro marca e, em alguns momentos, tenta o gol numa bola parada. Mas para alguns treinadores, o meia tem que jogar atrás de volante, o lateral é quase um meia e o atacante, se não está na área, está marcando. Difícil.

Ontem algumas monstruosidades do dinizismo já pôde ser notada. O posicionamento de Matheus Pereira, extremamente recuado, iniciando jogadas o tirou de perto da área, onde costuma ser letal. A marcação distante permitiu ao time sub-60 do Libertad de criar e não vencer o jogo por causa de uma defesa fantástica de Cássio. E olha que levamos gol e um quase aposentado de 43 anos!

Mas outros dois pontos também chamaram a atenção: Romero, com oito minutos, foi amarelado. Você, com Walace no banco, não mudaria no intervalo? Diniz preferiu correr o risco e por culpa dele, ficou com um a menos. Lerdo para  mexer, ainda foi mais covarde e incompetente quando ao levar o gol de empate, tirou Matheus Pereira e pôs um zagueiro. O que pensar disso?

Pois é. Recuou todo o time, tirou todos os atacantes e preferiu empatar o jogo, garantindo a classificação às semifinais com um futebol pobre e cretino. Não vou passar mão em cabeça de treinador retranqueiro. "Ah, mas ele é ofensivo!". Contra o Libertad o Cruzeiro fez um jogo terrível, um dos piores do ano. Se repetir esse tipo de jogo e postura vai passar perrengue no Brasileiro e pode esquecer título de Sul-Americana!

O Cruzeiro tem uma veia ofensiva. O que se viu em campo, contra um time de asilo, foi um time preguiçoso, sem ambição e jogando por resultado. Jogo fraco, que não merecia nenhuma palminha no final. Sair de casa, andar uma distãncia grande, pagar caro no ingresso, caro no consumo, exige do torcedor muita paixão e disposição numa quinta-feira, às 21h30. O torcedor não quer mais ver isso. Terminar o jogo sem nenhum atacante e quase levando o segundo gol foi um cenário lamentável de um jogo tecnicamente fácil de ser vencido e até ótimo para uma estreia. Mas Diniz quer ser o diferentão. A voz, hoje, está ruim. Garganta emitiu muitos sons, maioria deles de baixo calão, para uma postura pífia e alterações bizarras de um técnico que nunca gostei.

JOÃO VITOR VIANA

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Chegada de Diniz: primeiro jogo ainda não será base para nova filosofia



A "Era Diniz" vai começar, oficialmente, nesta quinta-feira (26/9), diante do Libertad. Com caminho facilitado pela vitória no Paraguai, o Cruzeiro pode até mesmo perder por um gol de diferença. Mas conhecendo o histórico de Fernando Diniz, isso sequer passa pela cabeça. 

Uma das principais críticas ao xará, Seabra, era na escalação. Quando definiu um esquema de jogo e os 11 titulares, o Cruzeiro chegou a voar em campo, com Barreal de meia, Arthur pelas pontas e um centroavante como referência, tendo Matheus Pereira como principal jogador. No entanto, Seabra, com o tempo (e quanto mais tempo tinha, pior o time ficava), foi alterando esta forma de jogar. Chegou a por Zé Ivaldo de lateral, Vitinho de atacante, entre outras bizarrices. Logicamente ainda teve problemas com muitas lesões, como a de Dinenno, que só volta em 2025.

Já Diniz, em sua primeira entrevista, não fugiu de nenhuma pergunta. Inclusive afirmou que vai fazer Cássio jogar com os pés, se tiver que improvisar, vai fazê-lo, "tudo em busca do melhor para o time". Disse também que o seu maior desejo é "potencializar os atletas para que rendam o seu melhor".

Mas isso não vai acontecer de cara, ok, torcedor? Não adianta achar que num passe de mágica o Dinizismo será implantado. As "loucuras" do novo comandante, que passou por aqui em 2004 como jogador e não deixou saudade alguma, acontecerão com o tempo. A intensidade, gana, vontade, talvez vejamos com o decorrer dos jogos. 

Filosofia no futebol requer tempo, somente tempo. Como o próprio Diniz disse, o trabalho acontece quando se ganha o tempo. E o tempo se ganha com vitórias e títulos. Então se vive o presente, jogo a jogo, consertando aquilo que se julga errado e optando pelos melhores em campo.

Diniz se mostrou bem sóbrio na entrevista, falou que vai observar a base - o que Seabra pouco fez mesmo sendo oriundo de lá - e que vai implantar seu estilo "autoral" com o tempo. O entretenimento será garantido e o coração... estejam com os exames em dia.


POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Diniz anunciado: até quando o gás dele vai durar?



Sai um Fernando, chega outro. Um que não gosto, não queria aqui, mas que a diretoria está acreditando. Não é um etsilo que me agrada, mas que, de início, costuma dar certo e engrenar. O maior problema é que, com o tempo, o gás vira flatulência e, junto a isso, a torcida tende a pedir a cabeça do treinador, que inventou um estilo denominzado "Dinizismo", muito questionado, inclusive. A pergunta que fica: até quando ele fica?

Com alguns lapsos na carreira, Diniz não era o nome preferido das enquetes. Luís Castro aparecia como primeira opção em todas. Mas vai lá saber quanto ele pediria (ou pediu) para assumir a Raposa? Então aparece o nome de Diniz, atual campeão da Libertadores, mas que nos últimos trabalhos saiu bem pela porta dos fundos por onde passou - e também pela Seleção Brasileira.

É favorável ao goleiro ser um jogador que participa do jogo com os pés, de uma marcação pressão de todos os atletas e de uma invenção de moda tática, inclusive com improvisações que só ele acredita que dá certo. A teimosia - um dos motivos que levou Seabra a ser demitido - é uma praxe de Diniz, que também é adepto dos palavrões, gritos, discussões no campo e briga com adversários.

Se esse é o perfil procurado pela direção, bom, é o que vai. Contrato até final de 2025, com a chegada de alguns auxiliares. Começa a trabalhar já nesta terça-feira e estreia na quinta, contra o Libertad.

Que a passagem como treinador não seja como a de jogador, quando não deixou a menor saudade.

POR: JOÃO VITOR VIANA

Seabra demitido: caiu por insistir com Ramiro, ir contra a torcida e planos da diretoria




Fernando Seabra não é mais técnico do Cruzeiro. Caiu do cavalo por sua própria teimosia, insistência naquilo que reiteradamente dá errado e, ainda, com discurso pós-jogo que ratificava os próprios erros. Diante do Cuiabá, 19º colocado, com apenas 10 pontos conquistados em sua casa, o Cruzeiro optou por jogar com um esquema que não joga, atletas sem ritmo e, pior, vários que a torcida não quer ver nem pintado de ouro. O capitão? Ramiro, que jogou todo o jogo. Caiu abraçado com o "filhote".

Tudo isso, aliado aos últimos 10 jogos, de exibições questionáveis até quando venceu, fez com que a diretoria mudasse os planos. Não se sabe, porém, se já tinham em mente um novo treinador para esse ano. Certamente para 2025 Seabra não continuaria. Contudo, devido ao alto investimento feito e a ambição da diretoria, que é disputar a Libertadores em 2025, os planos foram antecipados.

Seabra, na verdade, nunca fez parte dos planos da direção. Quando mudou de dono, o Cruzeiro o manteve por causa dos resultados e pelo desempenho da equipe, naquele momento, até supreendente. No entanto, reforçado, o time perdeu o poder de fogo, a gana e a vontade que mostrava antes. Seabra perdeu o vestiário, passou a insistir nas próprias convicções, ainda que falhas, e defendê-las em entrevistas bisonhas no pós-jogo. Ao ver Ramiro de capitão eu desisti do jogo antes mesmo de ele começar. 

E sinceramente, as duas últimas vitórias, contra Boca e Atlético-GO ainda são questionáveis. O Boca jogou com um a menos a partir de 10 segundos de jogo. Ainda assim quase arrumou um empate no fim. O laterna goianiense perdeu por 3 a 1, mas desperdiçou uma penca de gols cara a cara com Cássio, mostrando o porquê de ser o pior time disparado do Brasileiro.

Já nos outros jogos, exibições sonolentas, escalações questionáveis e mudanças fora da realidade. Sob o pretexto de poupar atletas devido ao desgastante jogo contra o Libertad, no Paraguai, nem a diretoria acreditou. Afinal, antes o Cruzeiro teve 15 dias para se preparar e, diante dos reservas do São Paulo, mais uma derrota. Ontem o Inter mostrou o que se faz contra eles, como bem lembrou meu amigo Vitor.

Aliás, falando em amigo, outro, Leonardo Melo, disse ter sido precipitado demitir o Seabra nesse momento. Já até argumentei: imagina você investir R$ 180 milhões e ver uma pessoa gerenciar seu dinheiro com Ramiro sendo titular. As chances de você recuperar esse dinheiro vão minguando a cada jogo. E Pedrinho, que demitiu Pepa sem mesmo ser presidente, não vai ficar esperando de braço cruzado. Até porque não é todo dia que há, disponível no mercado, nomes como Luís Castro e Sampaoli. Não acredito em Luxemburgo, Felipão ou Renato. Para 2025, Portaluppi até poderia vir e montar. Mas para 2024, não deixa o Grêmio na mão antes de garantir os 45 pontos.

Agora, se inventarem de trazer Fernando Diniz...data de validade será antes do final do contrato. 

POR: JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 17 de setembro de 2024

OPINIÃO: Sobre Seabra, já estou revendo meus conceitos



Há alguns dias publiquei que a demissão de Seabra era uma situação inócuo. Contudo, após duas semanas podendo preparar o time, recebendo do departamento médico atletas antes fora de combate, vimos um jogo pífio diante dos reservas do São Paulo. Jogo em dia e horários ruins, com ingresso mais caro que o normal para, no final, vermos uma apresentação sem alma, sem esquema, sem vontade.

Não adianta, ao final, Matheus Pereira vir pagar de protetor de treinador não. Tecnicamente o time é bom, mas perdeu o conjunto que, quem dá, é o treinador e sua comissão. O que foi feito nessas duas semanas? Parece até que o ano terminou. Agosto tivemos uma sequência terrível e, agora, novamente vamos tropeçando, perdendo posições importantes na tabela e vendo adversários, com reservas, nos passando e se distanciando.

Nosso ataque, vou te contar, está uma água. Muita gente comemorou a saída do Arthur Gomes, mas era o melhorzinho que tínhamos, inclusive um entrosamento ótimo com Matheus Pereira. A força pelos cantos se perdeu após sua saída. Lautaro, há tempos, já mostra ser jogador de segundo tempo. Isso quando muito. Burocrático, o Cruzeiro precisa se reencontrar. Sem Barreal, o time se engessa. A necessidade de colocar Romero e Walace juntos é, na medida proporcional, o mesmo que Lucas Silva com Ramiro. Não pela técnica em si, mas porque fazem a mesma função e, juntos, não rendem quando jogam se alternando. Se bem que no caso de Lucas Silva e Ramiro, tanto faz como tanto fez.

Por fim, temos que assistir/ouvir comentários fora da linha do treinador no pós-jogo. Parece que não enxerga o mesmo jogo que nós. Vê uma outra realidade. Falta raça, vontade, gana de vencer. Parece que não há ambição no time. A Libertadores é possível. Tecnicamente temos essa possibilidade. Mas de nada adianta o torcedor acreditar, ir ao campo, pagar caro, apoiar, se o técnico e o time inteiro trabalham de forma contrária. A cobrança é normal, lógica e uma consequência do resultado. Sim, futebol é resultado e isso que faz com que o planejamento para a temporada seguinte aconteça. 

O que iremos disputar? Sul-Americana? Libertadores? Que voltemos à maior competição da América do Sul! Eliminamos, esse ano, o atual vice-campeão. Poxa, não é pedir demais que o time volte a jogar bola. Quinta tem o Libertad, no Paraguai. Se jogar o que jogou contra o São Paulo, vai ser muito sofrimento. Cabeça no lugar, coração na ponta da chuteira e vontade. Muita vontade. A única entrega que vemos atualmente é a de pontos que escorrem pelos dedos de uma forma bem traumática. Acorda, Cruzeiro! Acorda, Seabra!

POR: JOÃO VITOR VIANA

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Estamos a 11 mil sócios do paraíso!



A torcida do Cruzeiro é diferenciada! Afinal, comprou mesmo a história de Pedrinho e Alexandre Mattos e, a cada dia, está crescendo o número de sócios.

Nesta quarta-feira (11/9), o número de sócios passou de 89 mil, número histórico e que aproxima da meta de 100 mil, estabelecida como número que vai ajudar, e muito, a termos um time mais forte em 2025. 

Para o próximo ano, o Cruzeiro deverá investir cerca de R$ 200 milhões em contratações, além de liberar atletas em fim de contrato. A economia não apenas vai propiciar um fôlego na folha, como ainda trazer atletas de melhor potencial e mais jovens, que poderão render, ainda, lucro no futuro, o que aconteceu, por exemplo, com Arthur Gomes, negociado com a Rússia por cerca de R$ 36 milhões, podendo chegar a R$ 42 milhões em metas.

Se você ainda não fez o seu sócio, não perca tempo! Sempre que a torcida esteve próxima ao clube, tudo ficou mais forte. É hora de estarmos cada vez mais juntos, confiar no processo, no elenco, na direção e na comissão para chegarmos às metas para o ano que vem.

Queremos estar na Libertadores. Juntos isso fica mais perto!

Seja sócio! Estamos na reconstrução de um gigante!


POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

OPINIÃO: Como é ruim duas semanas sem Cruzeiro!


Ê Cruzeiro! Que falta você faz! Fim de semana sem jogos, meio de semana, idem. Os aventureiros do futebol, que sabemos quem são, loucos para criar crise ou xingar fulano ou cicrano, estão em pãnico. Os que gostam do clube e compraram a reconstrução, ávidos pelas partidas, gols e mais pontos. Em quinto lugar na tabela, a vontade de ver o Cruzeiro de volta à Libertadores é o que mais nos motiva a querer mais e mais jogos. Contudo, as datas Fifa, desta vez, paralisaram o Brasileiro. Teremos que aguardar mais um tempo. Enquanto isso, ver jogos deploráveis dos queridinhos do Dorival, que em nada representam uma seleção.

Nesse meio tempo, no entanto, há um lado positivo. Jogadores que antes se encontravam machucados, vão poder se recuperar e reforçar o elenco, prejudicado, principalmente, no setor ofensivo, onde duas peças importantes foram perdidas: Dinenno, machucado, e Arthur Gomes, vendido. Verón e Lautaro estão retornando e já deverão estar em campo, contra o São Paulo.

Outro lado importante é o equilíbrio físico entre os atletas, principalmente aqueles que chegaram depois e estão ainda, nitidamente, abaixo dos demais. O Cruzeiro, no segundo tempo, tem mostrado esse déficit físico. 15 dias de treino serão fundamentais para uma guinada final da Raposa.

Enquanto isso os torcedores ficam aguardando, se entretendo com outros jogos, outros esportes, outros times. Digamos que a concentração é um pouco dolorosa, desenvolve na torcida aquela ansiedade mais sentida entre dezembro e janeiro. Mas como tudo tem um lado positivo, vamos nos ater por esse lado.

Que o jogo contra o São Paulo e, depois contra o Libertad, sejam propulsores de um sucesso adormecido por anos, em momento que o Cruzeiro hibernou para, depois, ser uma espécie de fênix.


POR: JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Saída do Seabra é uma discussão inócua. Entenda!



Vários são o grupos de WhatsApp que ficam debatendo, apontando isso, aquilo sobre o Cruzeiro. Já há algum tempo, a saída do técnico Fernando Seabra é uma das principais discussões. Sinceramente, não faz sentido.

Eu mesmo, por alguns momentos reconheço que o caminho estava ficando bem torto. Passar um mês inteiro sem vencer no Brasileiro é um absurdo, principalmente quando os adversários, em sequência, não eram tudo isso. Ver escolhas ruins, como por Ramiro e Lucas Silva no mesmo time, Zé Ivaldo de lateral e diversas outras bizarrices irritaram. Os resultados, inclusive, não vieram.

Contudo, veio uma classificação na Sul-Americana contra um time tradicionalíssimo, o Boca Jrs., ainda que após um segundo tempo fraco. Contra o Atlético-GO, o Cruzeiro deu muito espaço e só não levou mais gols por ruindade do adversário. No entanto, considerando uma série de fatores, é perciso dar crédito não apenas ao técnico, mas ao time e à direção.

Há várias pessoas questionando Alexandre Mattos, Pedrinho e cia. também. Movida por uma paixão imensa, a torcida, por vezes, é cego. Quer algo perfeito num muito totalmente imperfeito. Uma fase ruim acontece com o melhor e com o pior clube; com o melhor e o pior jogador. Matheus Pereira, que voou boa parte do ano, oscilou junto com o time, principalmente nos últimos jogos. Coincidência? Talvez. Mas sem seu melhor atleta bem, o Cruzeiro também tende a cair de rendimento.

Além disso vieram lesões. Dinenno e Japa só voltam em 2025. Verón e Lautaro devem voltar só no próximo jogo, após um tempo fora. Além disso, Arthur Gomes está de malas prontas para a Rússia e alguns atletas também caíram de rendimento.

Seabra tem que buscar, dentro do elenco, as soluções, o que muitas vezes não tem. O clube não possui, hoje, um lateral reserva. No último jogo, Dorival, da base, foi selecionado. Aliás, eu o teria colocado contra o Internacional. Vi várias partidas dele no sub-20 e tem muito potencial. Quando olha para o banco, Seabra se vê com Lucas Silva e Romero. Japa, uma solução melhor, se machucou e não joga mais no ano. Quem sabe Jhosefer nã vire uma opção também?

Falando em base, não entendi porque Tevis foi chamado para compor o grupo e Kenji não. Com números fabulosos em 2024, o filho do ex-jogador Kleber (lateral-esquerdo que passou por Santos, Corinthians e Inter) tem feito bonito na base. Além disso, devido às lesões, o Cruzeiro bem que podia trazer João Pedro de volta. Atacante veloz, seria uma boa opção no atual momento do clube, que não vai mais se reforçar até o fim do ano.

Dessa maneira, Seabra se encontra com uma série de fatores. Por muitas vezes tomou a decisão errada. No entanto, o Cruzeiro está em quinto e pode, em breve, entrar no G-4. A torcida precisa estar ao lado, parar de pedir a cabeça desse ou daquele. Desde 2022 estamos em reconstrução e, agora, o presidente é alguém apaixonado. O trabalho de Seabra será avaliado ao final do ano. Em 2023, o ex-diretor de futebol, que me recuso a falar o nome, preferiu pel saída de um técnico que, ao lado de Autuori, tirou o Cruzeiro do risco de queda e, ainda, classificou para a Sul-Americana. 

Torcedor tem que ter uma memória mais longa e parar de querer imediatismo. Futebol não é mágica e não se transforma a água em vinho. São processos. E o Cruzeiro está no caminho. Precisa, sim, de ajustes, de convicções, de consciência tática e mais eficiência e intensidade. E outra: se hoje estamos brigando na parte de cima da tabela, muito se deve ao trabalho da gestão, tanto do futebol quanto de vestiário. É preciso ter paciência. Não estamos no Z-4.


POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

O Cruzeiro tem que parar de errar de forma grotesca. Principalmente com escalação bizarra!




Ramiro nã dá. Pode ser um cara bacana, de grupo, mas não tem como ser titular. Nem ele, nem Lucas Silva. Seabra, quando "dá a louca", tem a capacidade de colocá-los juntos. Um absurdo! Algo bizarro! Resultado dessas opções que qualquer cego enxerga é jejum no Brasileiro, atuações abaixo e questionamentos do torcedor. É para mudra o treinador? Não! Mas se ficar insistindo naquilo que dá errado, terei que mudar de opinião.

Eu entendo que a sequência de jogos faz com que um ou outro jogador tenha problemas musculares ou não renda a mesma coisa em partidas seguidas. O jogo contra o Boca exigiu muito dos atletas. No entanto, a queda física no segundo tempo tem sido algo real e isso precisa mudar.

Diante do Inter, atuação pífia. Diante do primeiro tempo contra o Vitória, outro desastre. É preciso identificar os problemas. A formação do time ideal todo mundo sabe. Contudo, quando se perde um titular, dependendo da posição, é um "Deus nos acuda". No próximo jogo, de novo contra o Inter, mas no Mineirão, Romero e William estão fora por suspensão. Não há um lateral-direito para substituir o titular. E aí? Ramiro? Lucas Silva? Pelo amor de Deus! Não! No meio, Walace deverá começar o jogo. Matheus Pereira também retorna.

O Cruzeiro tem que parar de errar. Estacionou no Brasileiro e a cada rodada vê adversários passando e os lá de cima se distanciando. É preciso voltar a fazer o "feijão com arroz". Atualmente parece que o time esqueceu o futebol, que chegou a encantar em alguns momentos. Se há algum problema interno, que se resolva. O ano nos reserva muita coisa. E o torcedor quer e merece algo a mais!

POR: JOÃO VITOR VIANA 

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Cruzeiro x Fortaleza: uma receita que não deve mais ser repetida, mas será



O Cruzeiro errou, e muito, ao vender seu mando de campo. Implacável no Mineirão, o time de Seabra saiu de seus domínios, foi se eventurar em um curral capixaba e, como um campo neutro, são soube se impor. Muitos erros, pouca torcida (pouco mais de 8 mil testemunhas) e campo ruim foram alguns dos problemas de um jogo que valia a terceira posição na classificação. Contudo, a gestão Ronaldo, que pouco acreditava na equipe, fez um adiantamento financeiro. Venderam o mando e os pontos.

Em campo, um time bem escalado, mas que não repetiu as últimas atuações. Estava se sentindo um forasteiro em meio a um ambiente estranho, diferente, inclusive, de quando é visitante. Normalmente um jogo de Série A tem muito mais público do que se viu em Cariacica. Lembrei de uns jogos amadores que vi quando era criança, em Ponte Nova. Jogo pegado, com oportunidades. João Ricardo, como sempre, fechando o gol contra o Cruzeiro. No entanto, num ninho desconhecido, a Raposa não soube encontrar o caminho da vitória. Até fez um gol, com Matheus Henrique. Mas desperdiçou outras chances, que poderiam dar um resultado menos ruim.

Seabra tentou alguns esquemas, fez alterações, mas não surtiu efeito. Do lado de lá, um time bem postado, que soube esfriar o jogo quando era pressionado e que aproveitou as únicas duas claras que teve, durante os 90 minutos. Jogo que serviu de lição para que o fato não se repita. Contudo, acho difícil o São Paulo aceitar uma mudança para o Mineirão. O próprio Fortaleza disse não. O presidente Marcelo, ao final do jogo, em entrevista ao SporTV, afirmou que não seria burro de jogar no Mineirão, onde o Cruzeiro, empurrado por 60 mil pessoas, seria muito mais difícil. O São Paulo também não vai ser trouxa.

Os bobos que saem de casa já levaram Davó, Bilu, Machado, Neris, Stênio, Robert e cia. Os times que estão ali na frente, brigando por título e Libertadores querem mais que seus adversários diretos cometam erros, em campo ou fora dele.  

Pedrinho fará de tudo para mudar o cenário contra o São Paulo. Mas DUVIDO que vá ocorrer.

JOÃO VITOR VIANA

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

O inferno astral do Palmeiras: incrivelmente estaria pior e o técnico na corda bamba, não fosse o assalto ao Cruzeiro



O Palmeiras está em um inferno astral que nem a torcida amada por Dudu tem direito de fala. Aliás, a mesma torcida, que tirou Dudu do Palmeiras, agora, cobra uma postura diferente do time, que vem caindo, derrapando e jogando mal não é de hoje. Não fosse o assalto ao Cruzeiro, no Allianz Parque, a situação poderia estar, inclusive, insustentável.

De Deus a questionado, Abel Ferreira vem dando declarações nervosas. Não bastasse o aviltamento aos indígenas, povo que o país dele colonizou e aniquilou em grande quantidade na época do "descobrimento", agora falou do Flamengo de forma exacerbada, dizendo que "o clube carioca não ganhou nada em 2023". Desmerecer a própria derrota e fechar os olhos para a própria realizada é o início de uma derrocada que, sinceramente, o Palmeiras merece passar.

É inquestionável o poderio financeiro do clube paulista que, de uns tempos para cá, está precisando de alguma ajuda extra para vencer. Volto a enfatizar: ASSALTARAM O CRUZEIRO! O que aconteceu depois disso? Os pontos não voltaram, a arbitragem não foi punida e vida que segue. O Cruzeiro não se abateu, pelo contrário, parece ter se fortalecido - haja vista a vitória marcante contra o Botafogo. Já o Palmeiras, bem, a presença da Mancha Verde no CT alviverde diz tudo.

POR: JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Desempenho em alta, sócio idem. Cruzeiro bate a marca dos 71.000!



Se dentro de campo, o Cruzeiro vem fazendo bonito, colocando na roda, fora de casa, o até então líder do Campeonato Brasileiro, do lado de fora, a torcida também está dando um show. Além de se fazer presente nos jogos (último jogo em casa, contra o Juventude, mais de 46 mil pessoas estiveram no estádio), o torcedor tem atendido ao apelo de Pedrinho e adquirido o sócio. Na manhã desta segunda-feira, 71.209 pessoas se tornaram sócios do clube.

Desde quando Pedro Lourenço adquiriu o clube (que estava com cerca de 44 mil sócios), ele disse que contrataria jogadores de primeiro nível. Para isso, considerava justo que o torcedor dividisse a despesa. Alexandre Mattos falou em 100 mil sócios como meta. Desde então o torcedor tem comprado a ideia e quase que já dobrou os números de alguns meses atrás.

Pedrinho investiu, somente nesta janela, R$ 180 milhões. Para 2025, ele já afirmou que vai investir mais e que a folha, hoje em torno de R$ 17 milhões deverá subir para R$ 20 milhões, o que mostra a ambição do novo dono do clube que, junto ao departamento de futebol, liderado por Mattos, com auxílios de Pelaipe e Dracena, querem por o Cruzeiro de volta à disputa dos títulos das principais competições do continente.

Ronaldo brincava que "queria ver a bala de Pedrinho". Se por um lado a equipe dele organizou a zona deixada por gestões anteriores, por outro quem de fato está pondo grana e investindo no time por acreditar num projeto vencedor é Pedro Lourenço. 

Aliás, Pedrinho até tentou desfazer o acordo absurdo fechado por Ronaldo e cia., que venderam quatro mandos de campo. O jogo contra o Fortaleza, por exemplo, será em Cariacica. Pedrinho até tentou mudar o acordo, mas não conseguiu. O Fortaleza, que não é bobo, alegou que já teria feito uma logística antecipada. Mas eles sabem que sendo o jogo em campo neutro, o Cruzeiro, em tese, não terá o apoio maciço da torcida, o que é favorável. Assim, não toparam mudar o local do jogo, que vale uma vaga no G-4.

Vitória importante

Vencer o Botafogo atualmente é sinal de bons ventos. Na casa do adversário, com autoridade, com uma goleada, melhor ainda. Com Cássio inspirado, Barreal fatiando e Matheus Pereira distribuindo talento, o Cruzeiro deu uma aula de futebol. William, mais uma vez, mostrou porque é o melhor lateral do Brasil, ainda que Dorival Bananão continue achando que os seus melhores são aqueles capazes de protagonizar vexames homéricos.

Bem postado em campo e tomando as ações do jogo, o Cruzeiro fez um jogo perfeito. Aproveitamento avassalador diante de um Botafogo que, não se sabe, achou que venceria quando quisesse. A cara de Tiquinho Soares após o terceiro gol celeste foi a que os torcedores do clube de Textor fizeram desde o início do jogo. 

A vitória pôs o Cruzeiro na briga por uma vaga na Libertadores e, se deixarem chegar... sei não. Como para tudo é bom ter cautela, seguimos acreditando tão somente na possibilidade de Libertadores, que já seria um lucro imenso, olhando para um passado não tão distante que nos deixou, em 2023 em 14º e, este ano, com aquele senhor, Larcamón, com um vice do Mineiro vexatório. A tal "bala do Pedrinho" mudou bem a realidade celeste já em 2024.


POR: JOÃO VITOR VIANA

 

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Eficiente, Cruzeiro mantém 100% em casa, em noite que o VAR só fez justiça e a arbitragem não interferiu no resultado



O jogo foi num horário que prejudica muito quem trabalha. O trânsito horrível para chegar fez com que muitas pessoas tivessem dificuldades de esar no estádio com antecedência. Os locais para estacionar lotados, estacionamentos extorquindo o torcedor, cobrando até R$ 50,00 por carro e, quando não, um monte de flanelinhas abusando de pagamentos antecipados para "olhar" os carros. Como fazer? Parar longe e volta à pé. Pouco policiamento e muita confusão.

Mas tudo bem. Por mais que demorasse duas horas para chegar até o Gigante da Pampulha e que, literalmente, tivesse entrado junto ao apito inicial, foi possível acompanhar o jogo, que não foi lá, a melhor apresentação do Cruzeiro, mas que, com eficiência, chegou-se ao resultado.

A defesa chegou a dar alguns sustos no primeiro tempo, com chutes de longe ou alguma trama envolvendo as laterais. No entanto, quem deu o primeiro chute perigoso foi Kaio Jorge, que obrigou o ex-goleiro do Cruzeiro, Gabriel, a fazer boa defesa. De cabeça, João Marcelo também ameaçou o gol adversário. Mas foi num lance de pleno amadorismo que a zaga do Juventude errou, cometendo pênalti em mão dentro da área. Um pênalti inoente cometido por... Gabriel Inocêncio. Com categoria, William abriu o placar, batendo no meio do gol.

No segundo tempo, time mantido, o Cruzeiro também voltou a ter as principais chances. Primeiro, com Kaio Jorge, que obriou Gabriel a mais uma defesa. De bicicleta, Matheus Pereira quase aumentou a vantagem da Raposa. Mais tarde, em mais uma bobeira da defesa do Juventude, que saiu jogando errado, Dinenno chutou e o zagueiro Lucas, como um atleta de vôlei, deu uma manchete na bola e tentou esconder das câmeras. Mas o fato não passou despercedibo. O VAR viu. Dinenno, com categoria, após três meses afastado, ampliou para o Cruzeiro, numa bela cobrança à esquerda de Gabriel.

Destaque da partida fica por conta de boas interevenções de João Marcelo, jogadas arquitetadas por Matheus Pereira, a boa vontade de Kaio Jorge e uma melhora na confiança de Cássio, que fez duas defesas muito boas, mostrando que está voltando a ter ritmo.

Uma puxada de orelha no Seabra: Lautaro se mostrou uma boa opção de segundo tempo, pelo tipo de jogo que faz e pela explosão que tem. No momento, no meu modo de ver, Arthur é mais importante para iniciar a partida. 

Com a vitória, o Cruzeiro se manteve 100% em casa e entre os melhores do Brasileiro, com um jogo a menos. A meta para o primeiro turno era 30 pontos, já superada com a vitória sobre o Juventude, uma vez que a Raposa chegou aos 32, na quinta posição.

POR: JOÃO VITOR VIANA