quinta-feira, 19 de março de 2026

Artur Jorge vai ter muito trabalho. E vai precisar ter carta branca para fazer as mudanças necessárias e indicar reforços


O Cruzeiro voltou a tropeçar no Campeonato Brasileiro. Dessa vez, para o fraco time do Athletico-PR. Com dois gols rápidos, que ocorreram por desatenção e falha defensiva somado à sorte do adversário, em menos de 10min já estava 2 a 0. Para um time destroçado fisicamente e, ainda, com inúmeros desfalques, o Cruzeiro tentou se recompor, chegou a dominar parte do jogo, diminuiu e quase empatou. Contudo, não foi o suficiente para voltar para Belo Horizonte com mais uma derrota, a quarta no Brasileiro e a lanterna na mão.

Artur Jorge sendo confirmado - isso deverá acontecer entre hoje e sábado -, terá muito trabalho. Primeiro, para recuperar o físico dos atletas, destruído por Tite e sua comissão de açougueiros. Depois, ajustar o time, com muito treino tático. Junto a isso, indicar reforços. Ao menos quatro ou cinco. Dois para chegarem e vestirem a camisa. E, tomara, que dê chance aos jovens. Murilo e Rhuan, principamente.

Vai ser muito trabalho. Mas terá que ter a carta branca da direção para fazer as mudanças. Os sorrisos pós-jogo de William e Fagner pegaram muito mal. Não vencer precisa ser motivo de revolta interna e individual. É constrangedor ver jogador não ligando para o buraco onde está. Salário em dia, muito bem pago, melhores hoteis, centros de treinamento e aviões fretados. 

Para mim, Brasileiro já era. É ficar ali entre o sexto e o oitavo lugar e está ótimo. Foco nas copas.

Isso é resultado de um planejamento fuleiro, distante da torcida e recorrente. Diniz não serviu de exemplo. Precisou vir um ainda pior para mostrar que teimosia não dá certo no futebol. 

Caberá ao Artur Jorge corrigir essa rota. Preparar o time para 2027 e beliscar algo esse ano em algum momento. Dá para conseguir, se a diretoria abrir as orelhas e tirar o escorpião do bolso. Só Gerson não é o suficiente!

Jogo contra o Athletico-PR

Início horroroso, com muitas falhas e, ali, perdeu o jogo. Neyser fez boa parte, ao contrário de William, o risonho. Cruzeiro sentiu falta de Romero (de novo), não teve um meia para articular e, ao meu ver, o técnico demorou a por em campo Rhuan, Murilo e Kauã Morais. Neyser quase chegou a empatar o jogo. Athletico com linhas distantes favoreceu o toque rápido de bola. O Cruzeiro soube explorar isso em alguns momentos e poderia ter tido uma sorte melhor, não fossem as falhas individuais e os desfalques. Não que tenha gostado, mas vi um time mais disposto e mais veloz que quando Tite por aí estava fazendo suas moagens. Vamos ver como fica diante do Santos, que teremos algumas voltas e sera um jogo de dois desesperados. Inclusive, hoje, só Cruzeiro e Remo ainda não venceram no Brasileiro. Que domingo seja um dia que isso comece a mudar.


POR: JOÃO CAVALCANTI

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