terça-feira, 31 de março de 2026

Uma semana de treinos, retornos e busca por uma melhor sorte: eis o Cruzeiro, que tem uma decisão importante diante do Vitória, quarta-feira (1º/4)


No Dia da Mentira, o Cruzeiro terá que fazer um futebol de verdade. Apesar desse antagonismo, eis a realidade do Cruzeiro que, mesmo sendo campeão mineiro, viveu de lampejos. Isso em meio ao açougue que o time acabou sendo vítima, por excesso de carga e utilização indevida da comissão técnica anterior. Diga-se de passagem, incompetente em grau máximo. Em troca de um título que não rendeu nem R$ 1 - ao contrário, o clube, assim como o rival acabaram apenados em R$ 400 mil pela briga generalizada na final - Tite e sua turma levaram muita gente para o departamento médico, alguns, como Cássio, que talvez nem jogue mais em 2026.

Mas, agora, o papo é outro. É de reconstrução - de novo. Afinal, o que estava moldado e pré-projetado, ruiu. Artur Jorge, que chegou com quase quatro meses de atraso por indeficiência da direção, teve semana cheia para trabalhar e ter alguns atletas retornando, um deles, Kaio Jorge, de dimensão gigante para o elenco, principalmente pelo que faz em campo e por não ter um reserva nem próximo à sua altura.

Uma semana de treinos, de papo reto, de recuperação, de adaptação a um estilo mais direto e rápido em transição. Chega daquela moleza sem sentido de Tite, que preferia o toque de bola inútil a um time agudo. Bem postdo e escalado o Cruzeiro tem tudo para girar a chave, vencer a primeira no Brasileiro e começar a respirar. Isso só vai acontecer com concentração, união, fechamento e competência. O treinador é uma pega-chave no processo, mas não a única. É preciso que a mentalidade mude, que o time seja aguerrido e que as coisas voltem a acontecer.

O Cruzeiro tem um elenco que precisa de melhor sorte. Mas precisa ser trabalhado nesse sentido. Diante do Vitória, quarta-feira (1º/4), uma decisão. Uma pena que o estádio não vai estar cheio como deveria. O valor do ingresso não ajuda, nem o horário, principalmente para quem trabalha no dia seguinte e pega no batente cedo. 

Jogo para Matheus Cunha mostrar serviço - até aqui não fez muita coisa, apesar de precisar de ritmo -, William ficar no banco para Kauã Moraes, a zaga voltar a ser segura e o ataque eficiente. A transição do meio para frente depende muito da saída de bola de Romero e Gerson, assim como da articulação rápida de Matheus Pereira e Kaio Jorge. Esses dois últimos, aliás, estão na mira de Ancelotti. Se renderem o que podem, não seria surpresa se aparecessem na lista final. Contudo, se o Cruzeiro ficar em situação ruim, esquece. Ou seja, para que eles sejam chamados, o Cruzeiro vai precisar render bem mais e conquistar muito mais. E isso é bom.

Que o Mineirão seja a nossa casa, que as vitórias passem a acontecer. E assim como no início do texto fiz um jogo de palavras, faço outro: contra o Vitória, a gente precisa de vitória. Que ela venha!


POR: JOÃO VITOR VIANA

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