O Cruzeiro conseguiu, diante do Boca Juniors, uma vitória maiúscula. Não somente por derrotar um gigante da América do Sul, mas pela forma que conseguiu, com insistência, repertório e superando uma arbitragem horrorosa e um time catimbento. O Boca não quis, em momento algum, jogar futebol. Provocou, encenou, simulou, tudo corroborado com uma patética arbitragem, que sem critério algum parou o jogo de forma acintosa, permitindo o antijogo, principalmente no primeiro tempo.
Contudo, o Cruzeiro, empurrado por sua torcida, que marcou presença, com mais de 57 mil pessoas, abriu o placar já no final do segundo tempo, em ótima jogada de Matheus Pereira para Kaio Jorge, que serviu Neiser. Sem goleiro, foi mortal. 1 a 0 que, ao final, ainda gerou revolta do time adversário, que queria confusão já no início e, no fim, era questão de tempo. Esse tipo de situação é culpa 100% da dona Conmebol, que assim como a CBF, no Brasil, fecha os olhos para absurdos em campo, contribuindo para um futebol cada vez mais pobre, violento e nada atrativo ao torcedor.
Coube ao Cruzeiro, escalado com o melhor que tinha - inclusive com um goleiro de verdade, não de totó -, se impor. Em poucos momentos, durante o jogo, o Boca ousou atacar. Preferiu atacar mais os atletas do Cruzeiro, com entradas violentas. Acabou que até mesmo a arbitragem expulsou o atacante Bareiro, que fez o que fez e, depois, ainda demorou para sair de campo. O árbitro não teve a capacidade e moral de retrá-lo, após agressão. Para piorar, ainda deu dois de acréscimo em um primeiro tempo em que apenas 20 minutos a bola rolou.
Para a segunda etapa, Artur Jorge pôs o time mais para cima, fez alterações ofensivas e conseguiu mais uma vitória. Com variedade tática, fez o Cruzeiro ser mais agudo. Matheus Pereira desfilou em campo e jogou o fino da bola. Foi dele o passe para Kaio serviu Neiser e o gol sair. O Mineirão explodiu, assim como na casa e comércios pelo mundo afora. 1 a 0 com gosto de vitória maiúscula, até porque foi. Vencer o Boca, em qualquer lugar é algo grandioso, mesmo o adversário não querendo jogar. Vieram para empatar. Foram embora com uma derrota no lombo.
Agora é chegar lá no La Bombonera com 9 pontos. Porque se foram embora com raiva e prometendo troco, pode escrever: não teremos vida fácil lá, tendo que saber jogar e conter os ânimos dos "hermanitos".
POR: JOÃO VITOR VIANA

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