quinta-feira, 7 de maio de 2026

Conmebol imita a CBF e atrapalha a Libertadores! Arbitragem prejudicou partida do Cruzeiro, principalmente no segundo tempo


O ruim da resenha pós-jogo é ter que falar de arbitragem. Não deixarei passar, obvamente, a boa atuação do goleiro Otávio, seguro e decisivo. Melhor em campo. Contudo, muito disso aconteceu devido ao Cruzeiro jogar praticamente todo o segundo tempo com um a menos, tendo que abdicar do ataque e daquilo traçado no intervalo para tentar, quem sabe, uma bola e vencer o jogo. Não foi possível e o empate acabou sendo o placar alcançável.

Contando com a volta de Fagner, Artur Jorge colocou em campo o que tinha de melhor. O Cruzeiro teve bom volume de jogo, criou alternativas e soube se portar em campo. Chegou algumas vezes, mas parou ou no azar de um posicionamento, que desfavoreceu a finalização, ou no goleiro adversário. Isso, no primeiro tempo. Já na segunda etapa, perdeu Arroyo, de forma exagerada, logo no início, em lance que seria, no máximo, para amarelo. Gerson, no primeiro tempo, levou um pisão, digno de vermelho e nada aconteceu. O VAR se omitiu de todos os lances da partida, inclusive desses dois, cruciais.

Com um a menos, na casa do adversário, com campo pesado por causa da chuva e num frio e horário horrorosos, a exigência de uma vitória, que seria épico, passou a ser algo meio que inalcançável. Com Romero e Kaiki amarelados, o medo era perder mais um, como aconteceu no clássico diante do rival. A falta de critério da arbitragem, o excesso de paralizações e a diferença numérica acabaram com a partida, que teve um nível técnico baixo, muito parecido com algumas partidas do Brasileiro, que também vive uma crise na arbitragem medonha. Assim como a CBF, a Conmebol atrapalha as competições que realiza. Mais uma partida prejudicada por um soprador de apito de quinta categoria e uma equipe de arbitragem completamente incompetente.

Assim, coube à defesa ser destaque, principalmente no segundo tempo. Boas atuações de Kaiki, Otávio (melhor em campo), Fagner e Jonathan. Gerson também esteve bem. Fabrício Bruno foi envolvido em vários lances e parece ter esquecido aquele futebol de 2025 no ano passado. É preciso retomar a confiança. Do meio para frente, lapsos e foi isso. 

O resultado permitou ao Cruzeiro entrar na zona de classificação, passando o Boca Juniors e em igualdade de pontos com a Universidade Católica. Contudo, no critério de desempate, ficamos atrás. Não sei se com 11 sairíamos vencedores. Contudo, com um a menos, ficou bem difícil e o empate foi o que tinha para a janta.

POR: JOÃO VITOR VIANA

Nenhum comentário: