quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

100 anos em seis partes. Momentos históricos vividos por um torcedor e jornalista. As histórias por trás das câmeras (3/6)

 Estar no campo, como jornalista, cobrindo um jogo do Cruzeiro, é sensacional. É a mistura da “fome com a vontade de comer”. É poder, como profissional, buscar ser o melhor ali presente e, como torcedor, poder ver os ídolos de perto, não se deixando, no entanto, envolver-se em emoção além daquilo que o trabalho exige.

Contudo, em 2017 saí da linha. Sai sim e admito! Ali, na área de imprensa do Mineirão, em dois jogos, deixei de lado o lado profissional. Jogos tensos na Copa do Brasil e decisões nos pênaltis. E quem sabe bem, a área da imprensa é bem ao lado de onde fica a torcida do time visitante. Ah, eu não estava aguentando as provocações dos gremistas, nas semifinais. E olha que tenho um carinho especial pelo Grêmio, por histórias particulares. Mas em campo, a batalha era tipo “A Batalha dos Aflitos”. Contudo, quem estava aflito era o torcedor, que teve em Fábio, o ídolo daquele momento.

Como foi bom explodir com a classificação para a final, onde pegaríamos o Flamengo. E sim, o torcedor do Grêmio ouviu! Não só eu, mas vários jornalistas vibraram junto com a torcida com a classificação para a final. As provocações dos gremistas foram rebatidas à altura, ainda que talvez 10% menos que seria se estivesse vestindo a indumentária celeste nas cadeiras do Mineirão. Os gremistas, talvez, não tenham ouvido o suficiente, que soltamos na final, na conquista diante do Flamengo, naquele jogo que o goleiro do adversário teve cara de pau de pedir dois toques de Thiago Neves na cobrança final. Tentando, na malandragem, anular o gol do título do Cruzeiro, a torcida do Flamengo também ouviu. E quem me conhece, sabe. Não gosto de injustiça, embora no futebol, isso seja um tanto quanto relativo. Mas quem quer ganhar na molecagem, para mim, precisa ser bem repreendido. E o grito de campeão ecoou, inclusive da área da imprensa.

É recomendado que a gente não se manifeste. Mas só quem está ali, naquela tensão da final, ouvindo provocação calado para imaginar como estava aquela atmosfera. Ah! Se ouve alguma contensão de emoção diante do Grêmio, contra o Flamengo, a noite estava só começando. A cidade ficou pequena, as entrevistas foram ótimas e o coração bateu bem, mas bem forte por sermos, ali, penta.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

100 anos em seis partes. Momentos históricos vividos por um torcedor e jornalista. O desfile de craques (2/6)

 100 anos é tempo suficiente para um clube ter nomes marcados. O Cruzeiro, um gigante não de Minas, mas do mundo, não é diferente. Craques passaram pela Toca da Raposa e diversas são as histórias deles dentro e fora de campo. Tostão, Dirceu Lopes, Palhinha, Evaldo, Piazza, Raul, Nelinho e tantos outros abrilhantaram um tempo de estrelas que bateu de frente com o Santos, de Pelé. E a Taça Brasil de 66 mostrou que o melhor time do Brasil, naquele momento, não era do badalado “Melhor de Todos os Tempos”.

E como não lembrar de outros tempos áureos? Esquecer, por exemplo, a técnica de Raimundo Nonato, a marcação precisa de Ademir, o passe refinado de Douglas, o pensamento rápido de Luis Fernando Flores? Que time era aquele de 91/92, que iniciava com Paulo César Borges e fechava com Roberto Gaúcho? E o “Boi, Boi, Boi, Boi, Boiadeiro, vê se faz um gol para a torcida do Cruzeiro?”. Época de um time coeso, liderado por grandes técnicos como Ênio Andrade, Carlos Alberto Silva, Jair Pereira...No passado, com Zezé Moreira, Ilton Chaves, Niginho... 100 anos que craques envergaram e honraram o manto sagrado. Um manto que foi vestido, posteriormente, por craques mais atuais como Dida, Alex, Aristizábal, Maldonado, Ricardo Goulart, Everton Ribeiro e outros, que ainda estão por vir, terão essa honra.

O Cruzeiro tem, na sua cerne, a produção de jogadores, a projeção de outros e a construção de uma história, de títulos e de glórias. E assim será pelos próximos 100 anos! É o desejo da torcida, que não se esquece do que já viveu e espera reviver novamente. Afinal, recordar é viver e tantos foram os craques, que acabaram com vocês, rivais!

100 jogos em seis partes. Momentos históricos vividos por um torcedor e jornalista. O Mineirão antigo (1/6)

Você tem quantos anos? Foi ao Mineirão antes de 2012? Sabe o que é saborear um feijão tropeiro na chapa sem o mimimi de hoje? Sabe o que é fazer isso, envolto em árvores, num ambiente mais torcida e menos gourmet? Assim era a parte de fora do estádio, onde torcedores se aglomeravam mas, principalmente, se confraternizavam antes e após os jogos. Obviamente havia episódios onde a cavalaria chegava, brigas ocasionais de torcedores do mesmo time ou com torcedores rivais, mas era um outro ambiente.

Mais escuro, mais ermo, pessoas que mijavam nas árvores? Sim, mas que dá saudade. Talvez por ter ido muito ao Mineirão antes da última reforma. Desde muito cedo, meu pai me levou ao estádio. Tudo bem que o primeiro jogo não foi lá essas coisas. Pelo menos, pelo que me recordo, uma derrota por 3 a 1 para o Corinthians, na estreia de Ramon Menezes pelo Cruzeiro. Acho que era 1990. Mas ali, naquele estádio antigo, eram e são tantas as emoções e títulos, que não seria uma estreia minha, ali, que faz alguma diferença. Vi Ronaldo estrear no Mineirão, vi o mesmo Ronaldo se despedir. Vi o menino de 17 anos fazer cinco no Bahia e vi Elivelton marcar o gol do título da Libertadores. Vi Giovanni fazer o Mineirão explodir aos 45min do segundo tempo e o Cruzeiro ser tri da Copa do Brasil num jogo histórico e arrepiante vi Renato Gaúcho marcar outros cinco gols num mesmo jogo, inclusive, um deitado no gramado.

Muitas emoções, regionais a internacionais. Vi brigas, vi decepções, vi choros, de alegrias e tristezas. Vi um Cruzeiro gigante se tornar estratosférico e vi pequenas estrelas virarem verdadeiras potências mundiais. Vi pernas-de-pau envergarem a camisa do clube, vi Amaral vestir a camisa 10 de Alex e Dirceu Lopes e Alberto Rodrigues dizer que ele não era digno daquilo. Vi Muller, Marcelo Ramos, Eder, Dida, Nonato, Sorin. Vi Alex, Ari, Deivid. Vi muito jogador bom também. E vi Gottardo levantar a taça da Libertadores, vi Dida defender aquele chute do Julinho...

O Mineirão antigo dá saudade, pelo seu ar de interior e pela sua história majestosa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Chega! Centenário é na B

 O Cruzeiro desistiu de subir. Ponto. Não há matemática que ateste o time estar na elite no ano que vem. Bem no início do jogo, recuou depois de fazer 1-0. E viu o time da casa, ainda que desfalcado de sete atletas, crescer e virar um jogo. Um frango do goleiro e a ascensão adiada por um ano.

O Cruzeiro iniciou bem o jogo, ainda que mal escalado, com Thiago em campo. Era para ter começado com Pottker mais avançado com Caike e Airton abertos. Felipão não quis. Ainda assim, na sorte, saiu o 1-0, com Manoel, o mais lúcido em campo.

No segundo tempo, porém,  o Cruzeiro se perdeu. Desde a primeira etapa, depois de fazer o gol, o time recuou, permitiu avanços dos donos da casa, mas que, por incompetência, não ameaçaram. Já na segunda etapa, o Cruzeiro conseguiu ser pior e, com modificações estranhas, permitiu a Ponte vencer a partida. Primeiro, num vacilo de marcação. No segundo, num frango descomunal de Lucas França. Depois disso, partiu para o desespero e pouco fez.

Ver Sassá em campo dá dó. Giovane, gordo, não pode se solução. E se o Moreno, sem para ser reserva do reserva serve, que ele peça para ir embora. Sinceramente, uma rodada favorável e o Cruzeiro chutou o acesso para o inferno. 2021 será na Série B e ponto final.

 

PONTE PRETA 2X1 CRUZEIRO

 

Ponte Preta

Ygor Vinhas; Apodi, Luizão, Ruan Renato e Guilherme Lazaroni; Barreto, Vinícius Zanocelo e Camilo (Bruno Reis); Moisés, Bruno Rodrigues (Yuri) e Matheus Peixoto (Wanderley). Técnico: Fábio Moreno

 

Cruzeiro

Lucas França; Cáceres, Manoel, Ramon e Matheus Pereira; Adriano, Jadsom Silva (Régis) e Filipe Machado (Giovanni); Airton (Arthur Caíke), William Pottker e Thiago (Sassá). Técnico: Luiz Felipe Scolari. 

 

Gols: Manoel, aos 8’1ºT; Luizão, aos 20’2ºT; Bruno Rodrigues, aos 25’2ºT

Cartões amarelos: Vinícius Zanocelo (Ponte Preta); Airton, Giovanni (Cruzeiro)

 

Motivo: 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro

Local: estádio Moisés Lucarelli, em Campinas-SP

Data e horário: 22 de dezembro de 2020 (terça-feira), às 21h30

Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC/CBF)

Assistentes: Alex dos Santos e Helton Nunes (SC/CBF)

 

Por: João Vitor Viana

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Cinco jogos derradeiros



Vai chegando a reta final da Série B do Brasileiro e, bem ou mal, o Cruzeiro sempre nos dá aquele fio de esperança. Combinado com uma série de bons resultados, o Maior de Minas reduziu para sete a distância para o G-4, afastando-se, por conseguinte, do Z-4. Aliás, quem está por ali parece querer não sair. Caso, por exemplo, do Paraná, que chegou a figurar entre os quatro primeiros, mas que caiu como uma jaca para a rabeira e de lá não deverá mais sair. Junto ao Oeste, Botafogo-SP e Náutico, o clube paranista, hoje, é o pior time da competição, com oito derrotas seguidas.

Já na parte de cima da tabela, que incluo o Cruzeiro, a disputa está acirrada. A aglomeração entre o terceiro e o 11º tem diminuído e uma sequência de bons resultados pode mudar, e muito, a atual situação dos clube. Vencedor no confronto contra o Vitória, o Cruzeiro chegou aos 38 pontos, sete a menos que o Sampaio Corrêa, hoje o quarto colocado. A distância para o G-4 era de nove pontos.

E como a reta final promete ser um teste para cardíacos, o Cruzeiro terá, nas próximas cinco rodadas, cinco adversários diretos. Dentro e fora de casa, a Raposa terá que pontuar  e vencer a maioria. Com 12 vitórias, é um dos times cinco que mais venceu na competição, atrás somente de Chapecoense (16), América (15), Sampaio Correa e CSA (13). Contudo, a matemática celeste é simples: em cinco jogos precisa fazer, ao menos, 11 pontos. Ou seja: vencer três e empatar duas. Com 49 pontos, certamente a distância para o G-4 terá sido reduzida, possivelmente para cinco ou quatro pontos.

O maior problema do Cruzeiro tem sido a falta de regularidade, encontrada, talvez, tardiamente, com Luiz Felipe Scolari. Visitante indigesto, o Cruzeiro não tem aproveitado o "fator campo" e deixou escapar preciosos pontos no Mineirão. Diante do CSA, nesta terça-feira, o palco será outro: o Independência. Para cortar custos, foi definido que o estádio do América será o local onde o Cruzeiro mandará seus jogos até o final da Série B.

Próximos jogos:

CSA (C)

Avaí (F)

Ponte Preta (F)

Cuiabá (C)

Sampaio Correa (F)

 

Por: João Vitor Viana

Cruzeiro está na briga. Mas precisa vencer e continuar subindo



O Cruzeiro nos faz sonhar.

Em ano atípico, quase perdido pelas inúmeras burradas de contratações/demissões de jorgadores, treinadores e dirigentes, o Cruzeiro, finalmente, nos faz sonhar.

Vence quando não esperamos tanto.

É compacto quando se espera que não seja.

Mas, o problema, é que quando a gente espera que ele vai, ele fica.

E aí vem aquele sentimento de frustração.

Por mais que não esteja jogando bonito, os pontos estão vindo.

Felipão pegou o time com 13 pontos.

Já estamos com 38, numa escalada matemática maluca, que poucos acreditavam.

E aí vem o sonho de, em 2021, ano do centenário, a gente possa estar entre os melhores.

Duas vagas já foram definidas.

A não ser que aconteça uma tragédia, Chapecoense e América estarão na elite do futebol em 2021.

E, hoje, a meta é tirar dali ou Juventude ou o Sampaio Correa.

Temos que ir para cima. 

Para o jogo contra o CSA, Potkker e Stênio serão opções ao treinador e Jadsom também volta de suspensão.

Time mais coeso, mais tarimbado, com mais opções, inclusive no banco.

Hora de vencer mais uma e sonhar.

Ainda dá.

 

Por: João Vitor Viana

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Remédio ou placebo?




Entra ano, sai ano, e o tal do Queiroz continua prestigiado.

Não tem quem consiga explicar, de fato, a razão de tanta influência dentro da Toca da Raposa. Nem com toda a revolta da torcida, nada parece abalar os dirigentes que defendem Benecy Queiroz, mais do que a perda de seis pontos na Fifa.

O último a rezar a cartilha foi Sérgio Santos Rodrigues, alçado a presidente, pregando transparência e uma gestão "apaixonadamente profissional". Quando foi indagado sobre o inchado departamento de futebol e a função de Queiroz no começo de setembro, Sérgio fez uma defesa eloquente do dirigente. Entre os elogios, chamou Benecy de referência, que na CBF/ FMF ele é adorado por todos, que seu trabalho em supervisão e logística são enaltecidos nas entidades. 

Porém, toda essa capacidade não foi levada em conta no organograma de futebol do clube, apresentado um mês depois, quando Queiroz foi "deslocado" do futebol para ser caseiro...digo, administrador da Toca II. Para uma gestão que preza pelo profissionalismo, abrir mão de uma referência do setor, soa como algo, pelo menos, controverso. 

Ontem, mediante as graves críticas do deputado e ex-dirigente, Leo Portela, sobre um suposto esquema de desvio de material esportivo do clube, que indica Queiroz como o cabeça, fica praticamente impossível não questionar o prestígio que Benecy ainda nutre dentro do Cruzeiro. E aí, Sérgio "Gel" Santos Rodrigues?

Tenho muitas ressalvas ao deputado, mas lembramos que o mesmo também é advogado. Por isso, acredito que não faria acusações tão sérias senão tivesse provas ou indícios muito fortes sobre o caso. A questão é saber quais serão os desdobramentos da gestão transparente e apaixonadamente profissional sobre a situação. Acredito que todo mundo tenha direito a ampla defesa, como está assegurado na nossa Constituição, mas se Queiroz não for, no mínimo, afastado do clube até que tudo seja investigado e sua culpa ou inocência decretadas pela justiça, será a desmoralização total da atual diretoria do Cruzeiro.

Se levarmos em conta as atuais atitudes do presidente, Queiroz provavelmente, sairá ileso de mais uma de suas presepadas. A impressão que me passa é que, ou Sergio tem medo de botar o dedo nas feridas do clube para não "melindrar pessoas cujo o apoio é importante" ou ele faz parte dos conchavos da velha política, que derrubou o único gigante de Minas.

Sérgio precisa se decidir logo: se é remédio para o clube ou Placebo. Até agora, o Cruzeiro continua doente.

Por: Marcello Zalivi

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

ADEUS, INÚTEIS!




Matheus Índio e Roberson, dois dos que nunca deveriam ter vindo para o Cruzeiro, deram adeus. Em comum acordo, saíram do clube, rescindindo o contrato.

Roberson manteve sua imensa média de gols, de um por clube. Fez apenas contra o Patrocinense, pelo Mineiro. Ao todo ele fez 13 jogos.

Já Matheus Índio, que sfoi contratado a pedido do fraco Ney Franco, ficou aguardando a liberação da Fifa para poder ser inscrito. Com a chegada de alguém que entende de futebol, Felipão, Índio sequer foi citado como opção.

Avaliado como custos sem sentido, deram adeus e não deixarão saudades. Dois inúteis!

Por: João Vitor Viana

domingo, 18 de outubro de 2020

Candidato a melhor de todos os tempos



Apesar de estarmos em época eleitoral, o candidato maior para o torcedor cruzeirense, é Luiz Felipe Scolari. Não entendeu? Explico. Felipão chega, literalmente, como "Salvador da Pátria", alguém que vai saculejar o elenco, cheio de problemas, jogando mal desde o ano passado e que não teve qualquer estabilidade nesse período. Além disso, precisa alcançar metas, sendo a primeira, a de tirar o time da Zona de Rebaixamento. Cumprindo metas, é candidato a ser o maior da história.

Com contrato até 2022, Felipão terá "carta branca" para fazer o que quiser no clube, deixando alguns treinando em separado, adaptando outros, para "arredondar o time". Primeiro desafio: tirar o Cruzeiro da zona da degola; segundo, subir o time na tabela; terceiro, subir de divisão. Missão árdua, mas não impossível para um campeoníssimo. Se cumprir todas as metas, ainda que não todas no mesmo período, será alçado a um patamar de pouquíssimos técnicos, onde estão, por exemplo, Ênio Andrade e Vanderlei Luxemburgo. Felipão chega para ser o motivo de inpiração de jovens, alguns que ainda usavam fraldas quando o Brasil foi penta. Agora é hora de mostrar que não apenas cresceram, como podem, também, serem comandados por um campeão mundial.

Não será tarefa fácil, mas nada que um pentacampeão do mundo não possa resolver, ainda que seja "trocando pneu com carro em movimento". O primeiro desafio já está confirmado, diante do Operário. Seria muita audácia dizer que ele vai por sua cara no time logo de cara, mas, talvez, já consiga melhorar o posicionamento de alguns atletas, tire uns "encostos" do elenco, arme um time defensivamente bom e rápido em contra-ataque e que comece a ter uma capacidade maior de finalização.

Em nome, no papel, o Cruzeiro não é ruim. Na verdade, individualmente, comparando equipes, o Cruzeiro jamais deveria estar onde está hoje, mas futebol não se explica com ciência exata.

Por: João Vitor Viana

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Felipão retorna como salvador

 O Cruzeiro demorou, mas acertou a contratação de um técnico tarimbado. Luiz Felipe Scolari, o Felipão, assinou contrato até o final de 2022 e terá a missão de organizar o Cruzeiro dentro e fora do campo. Dentro, criando um esquema tático condizente com os atletas que possui e, fora dele, junto à diretoria em busca de ser, também um interlocutor.

Quase uma espécie de manager, Felipão terá carta branca no clube. Com contrato longo, algo que o Cruzeiro não faz há tempos, o técnico Gaúcho precisará agir rápido, escolher os melhores e pontuar. Atualmente, o Cruzeiro é o penúltimo colocado na Série B, com chances remotas de acesso e cada vez maiores de novo rebaixamento.

Com uma situação financeira cada vez mais atribulada, com saída e chegada de atletas, ações judiciais e rescisõs com treinadores, o clube tem, ainda, que pensar em como se adequar à realidade e às necessidades de Felipão. Por causa do bloqueio da Fifa, atletas indicados por Ney Franco sequer estrearam com o agora ex-treinador celeste. Casos de Giovanni e Matheus Índio. 

Destaque no site

Por mais que o site do Cruzeiro tenha exaltado o empenho de Deivid na chegada do novo comandante, a torcida não engole todas as denúncias feitas e não respondidas pela diretoria. A torcida aprova a chegada de Felipão e espera nova "Família Scolari" por aqui, onde ele foi feliz antes de nos deixar para ir para a Seleção ser pentacampeão mundial. Mas não aprova a permanência de um dirigente que sequer tem capacidade para ser diretor.

Por: João Vitor Viana

sábado, 12 de setembro de 2020

Recomeço com Ney Franco projeta time diferente do de Enderson

Além de um time ofensivo - o que não vinha acontecendo com Enderson Moreira -, terá Ney Franco que dar um padrão tático ao time. Com apenas dois dias de treinos, viu-se um time um pouco melhor, mais focado, embora os erros individuais permaneçam. Contudo, não há dúvidas que algumas peças se mostram essenciais ao time, como o volante Jean, o lateral Matheus Pereira e o meia Régis. Aliás, esses três parecem formar uma "espinha dorsal" interessante e que faz com que o time tenha uma desenvoltura boa defensiva e ofensivamente, principalmente pelo lado esquerdo. Cito ainda o jovem Airton, que também é uma boa válvula de escape, mas que precisa trabalhar a finalização.

A triunfo sobre o Vitória deixou claro algumas deficiências, mas deixou o torcedor satisfeito com algumas ações. A primeira delas, o número de finalizações. A segunda, a boa postura pelos lados do campo e arrancadas de Airton. Contudo, falta melhorar o desempenho defensivo, diminuir a distâncias das linhas do campo e conseguir tirar dos atacantes o melhor de cada um. Nem Moreno nem Thiago renderam com Enderson. Espera-se mais com Ney, até pelo fato de o treinador ter declarado que a postura ofensiva será uma tônica do time com ele no comando.

“Falando de campeonato, da classificação, de números, não dá para (o Cruzeiro) jogar de outra maneira que não seja uma equipe que procure o gol intensamente, o jogo inteiro. Esse é o princípio. Por isso que eu quis treinar na quinta-feira para colocar essa ideia de jogo. Esse jogo hoje, embora seja de campeonato, valendo três pontos, eu ousei para colocar a identidade que queremos para o Cruzeiro”, projetou. “Com essa vitória, cria-se um ambiente para a gente trabalhar com mais tranquilidade, para que no próximo jogo a gente tenha mais qualidade na posse de bola e nesse aspecto técnico”, disse. “A gente espera colocar mais ainda esses princípios de marcação alta, para que a gente possa ter uma equipe que, principalmente dentro de casa, não deixa o adversário ter a possibilidade de jogar”, complementou.

Para o próximo jogo, Ney Franco não terá Marcelo Moreno, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O boliviano não tem jogado bem e ele tem se cobrado bastante. Prova disso é a reação que teve quando foi substituído diante do Vitória. Insatisfeito consigo mesmo, mostrou irritação por sua atuação. Moreno busca sua melhor forma e ritmo. Desde que chegou, fez apenas dois gols e tem estado abaixo de todas as outras passagens pelo clube. A partida contra o CSA será sábado, 21h, em Alagoas. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

A vergonha do Novo Cruzeiro




Excesso de desculpas e nada do tal "Novo Cruzeiro". Em campo, falta de atitude, falta de liderança, excesso de falta de ousadia e nenhum esquema tático. O que o torcedor e Pedro Lourenço tanto alertavam acabou acontecendo, ainda que tardiamente: Enderson foi demitido e Ney Franco deverá ser anunciado oficialmente nessa tarde. Ney Franco chega com a missão de tirar o Cruzeiro do atoleiro e mostrar a boa parte da torcida, que estão todos errados e que ele é a solução para o momento. Se formos pela música que ele canta em sua banda, estamos à beira do caos, literalmente.

Ouvi uma entrevista do zagueiro Manoel, que falou novamente da Série B ser mais pegada, mais isso e mais aquilo. A velha desculpa. O futebol é pegado. Quem não joga, não vence. Quem não chuta, não ganha. Quem não se impõe, não triunfa! O futebol não é difícil, mas muita gente complica. Quando um zagueiro falha, a culpa é de terem jogado água no gramado; quando o atacante não chuta, é porque ele está ajudando taticamente; quando o treinador não vence, dizem que está havendo evolução. 

O Novo Cruzeiro não está nem de perto, próximo àquilo que o feliz presidente disse que aconteceria.É uma vergonha! Muita gente deixando de ser sócio pela vaidade e teimosia do atual presidente. Trouxe quem a torcida não queria. "Tem novidade, presidente? Conta pra nós!".

O Cruzeiro vai precisar de um aproveitamento de 64% para subir de divisão. Se continuar escalando medalhões que não estão rendendo, mas mandam no clube há anos, nada vai mudar. O Cruzeiro não tem líder, não tem jogador que chuta porta de vestiário, que manda no vestiário, que cobra em campo. O que se vê de fora é um bando de gene conformada com a situação e uma cabeça baixa que incomoda. O Cruzeiro já teve líder, já teve vergonha na cara. Hoje não tem diretor técnico, não tem diretor de futebol, o presidente é omisso e não tem liderança em campo nem fora dele. Ninguém dá satisfação à torcida e a presidência e a comunicação incompetente do clube acha que isso é normal.

Por: João Vitor Viana

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Nova punição. Cruzeiro vai pedir reversão



O Cruzeiro foi novamente punido pela Fifa devido ao atraso no pagamento ao Zorya, da Ucrânia. Há alguns dias, o clube, por meio de nota, divulgou que havia chegado a um acordo com o clube do Velho Continente. Contudo, a Fifa julgou o caso e condenou o time mineiro que, a menos que consiga reverter a punição, não poderá inscrever qualquer outro atleta até que aconteça o adimplemento da dívida, no valor de 1 milhão de euros.

De acordo com o Maior de Minas, há um documento oficial do time ucraniano, que comprova o acordo. Ele será remetido à Fifa para que a punição seja retirada. O acordo foi anunciado pelo presidente do clube, Sérgio Santos Rodrigues, em agosto. A dívida foi acordada para ser paga em dez prestações.

Nos bastidores, o clube busca ao menos dois reforços. O atacante Angulo pode retornar e um lateral-esquerdo está sendo observado. Willian Pottker também é um alvo celeste.

Por: João Vitor Viana