sábado, 13 de março de 2021

Resumão da semana!




A semana do Cruzeiro reservou muitas notícias. Algumas boas, outras nem tanto. E outras, como a volta de Dedé, que a gente até evita comentar. Publica, porque é notícia e é nosso dever falar sobre. Mas depois daquele fato, quando ele disse que se sentia como um escravo no Cruzeiro, passei a chamá-lo de Anderson.

E em meio a um cenário alarmante no país, com vários dias com mais de 2 mil mortos pela Covid-19, a CBF anunciou que o futebol não vai parar no país. Defendeu um protocolo. Mas, na nossa visão, a Confederação não quer é dar o braço a torcer e perder seus contratos. Qual a sua opinião? Somado a isso, a FMF também defende a continuidade do futebol no estado, dizendo que as praças onde o vírus está fortemente serão evitados. Fora de Minas, alguns campeonatos estudam mudar de estado para serem realizados e Minas seria uma das opções. E em todo esse cenário, o Cruzeiro recebeu, "de brinde", dois atletas com Covid-19: Stênio e Weverton, que estavam na Seleção Brasileira sub-20. Duas semanas afastados dos treinos e isolados socialmente.

E em meio a um caos sanitário, o Cruzeiro antecipou em um dia o lançamento da camisa do centenário. Na última quinta-feira, o Cruzeiro anunciou sua linha de uniformes. E virão outras peças por aí. A camisa número 1 do centenário, que traz alguns detalhes diferentes, foi bem elogiada nas redes sociais e está programada para vestir os jogadores já no próximo domingo, contra o Athletic, no Mineirão, jogo da TV aberta.

Aliás, na mesma quinta-feira, o torcedor teve calo no olho ao ver o Cruzeiro quase tropeçar na estreia da Copa do Brasil. Digo quase pelo fato de que o empate classificou o Maior de Minas. Contudo, não deixou de ser um tropeço, no pior jogo do Cruzeiro no ano. A análise feita, um dia depois, muito se assemelha àquela bem após o jogo. Um time que mais parecia um amontoado de jogadores que não sabiam o que fazer em campo e completamente perdido. Uma zaga desprotegida, mal treinada e um time desorganizado foram algumas das características notadas, situações bem mais complicadas que o mero gramado, que mesmo ruim, parecendo um pasto, não foi o fator determinante para o placar por 1 a 1.

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quinta-feira, 11 de março de 2021

Bacia das almas! Empate e classificação

 O Cruzeiro voltou a passar aperto na Copa do Brasil. Mais uma vez, o São Raimundo-RR deu trabalho, mesmo jogando o primeiro jogo oficial do ano e, mais uma vez, um empate. Assim como no ano passado, as equipes empataram novamente. Se em 2020 foi 2 a 2, em 2021 ficou 1 a 1, quando o Cruzeiro saiu atrás no marcador, gol de Fininho. No segundo tempo, com time mudado após primeiro tempo de dar calo no olho, o Cruzeiro empatou, com Felipe Augusto. O segundo tempo também foi de doer.

Literalmente na bacia das almas! Fraquíssimo! Quem bebeu, fez o melhor que se podia. Pouco se aproveita de um jogo ruim, de campo horrível e numa falta de vibração como pouco se viu até aqui. É necessário que Felipe Conceição reveja essa formação tática e quem preenche o esquema. Mudar tudo de uma vez pode ser uma revolução desnecessária no momento, que pede mudanças em relação à última temporada, mas que pode ser gradativa, sem improvisações e com respeito à individualidade de cada um.

Na estreia da Copa do Brasil, torneio que o Cruzeiro é recordista, com seis troféus, mais uma decepção. Ouvir Felipe Augusto dizer que há um grande campo para o time evoluir nos faz ter a certeza que trata-se de uma grande verdade. Até porque para piorar o que o time mostrou diante do São Raimundo é muito difícil. Jogo fraco, o pior do ano, de muitos erros e que sentiu, bastante, também, a falta de Manoel. Um líder em campo, uma referência na defesa e um dos "caras" do vestiário. 

O Cruzeiro se classifica, garante uma grana boa, vai conseguir pagar alguns atrasados, mas precisa, para ontem, se encontrar. O time não é um time, não tem coesão, parece um amontoado em campo e, assim, fica longe dos objetivos do ano. O melhor tem sido sempre quem entra, porque quem começa não para de deixar a desejar. Airton, mais uma vez, foi fraco. Sóbis não rendeu. Bruno José até tentou, mas também não foi determinante. Aliás, mais uma vez, Fábio foi um jogador-chave, fazendo boas defesas e evitando um vexame imenso.

No dia do lançamento da camisa do centenário, o time celeste mostrou que o futebol ficou no passado, e num passado bem ruim. Que o time se encontre o quanto antes, para fazer, ao menos o básico em campo. O próximo adversário do Cruzeiro na Copa do Brasil será o América-RN, também em jogo único, em Natal. Empate leva a decisão para os pênaltis. 

Por: João Vitor Viana

Camisa do Centenário lançada

 


quarta-feira, 3 de março de 2021

Derrota medíocre do Cruzeiro

Toda a expectativa criada no primeiro jogo, mesmo com o empate, se foi. Que pelada! Atuação vergonhosa, sonolenta e que ainda terminou em discussão, como em jogo de fim de semana entre pessoas que pagam quadra e depois vão tomar cerveja. Podia jogar até amanhã que o Cruzeiro não empataria, tampouco venceria a Caldense, no Mineirão. Jogo de amadores, que não levam o futebol a sério, que entram em campo achando que vão fazer o gol a qualquer tempo, num "salto alto" ridículo. O Cruzeiro foi medíocre! Mal escalado, com esquema tosco e com atletas que todos sabem que não vão render. Pottker é uma piada, Ruschel está fora de forma e Felipe Augusto, que ótimo, foi expulso no final. Cruzeiro se reforça para a próxima rodada. Difícil entender porque Bruno José ainda não teve oportunidade com Felipe Conceição. Aliás, não mostra a menor energia positiva na beira do campo. Cabisbaixo, não dá o "choque" que o time precisa. 

Esse esquema que Felipe Conceição quer implantar não existe. Apenas um volante, o que deixa a defesa exposta, e volante sendo meia. Ou seja, expõe a zaga e não aproveita suas peças da melhor forma. Pior que isso é ver dois pseudoatletas no ataque - Felipe Augusto e Pottker - que acabam pondo Sóbis numa grande roubada. Felipe Conceição precisa ter parcimônia e, caso queira tranquilidade no trabalho, precisa promover uma evolução tática aos poucos. A tentativa de revolução não vai dar certo. Os jogadores não entendem o que o treinador quer, a torcida fica perdida e o jogo fica horrível. Poucas emoções, poucas finalizações, muitos cruzamentos na área sem sentido e nada de novo. Tática imposta e um amontoado de jogador em campo, que não sabe o que faz com a bola.

Aliás, o posicionamento da zaga está lamentável. É o segundo jogo? Sim. É início de um trabalho? Sim. Mas muita coisa não faz sentido. E é melhor rever isso antes que tudo vá para o espaço. Mineiro é laboratório, sim. Mas se Felipe quiser enfrentar um time melhorzinho no próprio Mineiro ou na Copa do Brasil e, pior, na Série B, que vai ser muito disputada nessa temporada, vai tomar sacola! Uma reconstrução se faz com uma remontagem, com um posicionamento adequado, com observação ao extremo e com muito, mas muito treinamento. Erros horríveis de passe, marcação e chute. E um despreparo psicológico gigante! O que se viu ao final do jogo, com jogador caindo em provocação do visitante, é bizarro! Tão bizarro quanto a escalação, tão bizarro quanto a entrada de Thiago no time. Felipe Conceição vai buscando crítica nesse início. É bom buscar soluções. Diante da Caldense, um tabu de 26 anos caiu. A última vez que a Veterana tinha vencido no Mineirão fora em 2005. E assim como o tabu caiu, o sono veio também. 

 

Por: João Vitor Viana

segunda-feira, 1 de março de 2021

Mineirão: o palco que está ficando no plano B




O torcedor do Cruzeiro, há tempos, não vê seu time no estádio, devido à pandemia. Pela TV, não se sabe o porquê, viu os últimos jogos pela Série B no Independência, campo neutro, que dificultou, ainda mais, qualquer possibilidade de tentativa de subida. E, para 2021, as coisas pouco deverão mudar. O discurso é de corte de gastos e, em breve, a Raposa deverá anunciar que jogará os demais quatro jogos no campo do América. Na primeira fase, o Cruzeiro jogará cinco partida sob seus domínios, incluindo a partida contra o time de Vespasiano. Essa partida, especificamente, pode ser que mude de local. Mas ainda está no "campo das ideias".

Dessa forma, o jogo contra a Caldense, quarta-feira, às 21h30, pela segunda rodada do Campeonato Mineiro, pode ser a única da equipe nessa primeira fase. O local da partida está confirmado. 

Reconfortado com o que viu diante do Uberlândia, o técnico Felipe Conceição elogiou a postura da equipe, enfatizando a falta de tempo de trabalho, mas a absorção rápida dos atletas do novo método de trabalho. "Temos muito para crescer", disse.

Contra a Caldense, Conceição poderá promover uma ou outra alteração na equipe. As boas entradas de Matheus Pereira e Adriano podem ser determinantes. Em entrevista pós-jogo, Conceição destacou que vai jogar quem melhor treinar, enfatizando, principalmente, a não inclusão de Marcelo Moreno no grupo do primeiro jogo. Pelo visto, quem jogar bem e merecer continuidade, também será "bonificado".

Por: João Vitor Viana

Para jogar, vai ter que treinar melhor! Viu, Moreno?

 O atacante Marcelo Moreno não foi sequer relacionado para a partida de estreia do Cruzeiro, contra o Uberlândia. O boliviano, segundo o treinador Felipe Conceição, precisa melhorar nos treinamentos para ter uma oportunidade de jogar. Para Felipe, esse papo de treino é treino, jogo é jogo, é papo furado.

"Fiz um comunicado que o grupo está fechado para o Campeonato Mineiro. E depois vai ver a necessidade ou não de reforços para a Série B, que é o principal campeonato do ano. E o Marcelo está no grupo, faz parte e a gente está tratando assim como trata todos dentro do elenco. Vai jogar quem treinar melhor e mostrar melhores conduições físicas e técnicas", frisou Conceição. "É com eles quem vai jogar, quem fica à disposição. É o trabalho diário que vai mostrar. A gente conta com o Marcelo também, assim como conta com todo mundo", completou, delegando a relação de atletas aos próprios atletas.

Em 2020, Moreno fez apenas três gols com a camisa celeste, sendo mais um "foguete molhado" que qualquer outro jogador, principalmente pela expectativa que havia da torcida quanto ao retorno do segundo maior artilheiro estrangeiro da história do Cruzeiro.

Por: João Vitor Viana

Empate na estreia!

 Diz o ditado que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Talvez isso seja o que resume a estreia do Cruzeiro no Campeonato Mineiro, contra o Uberlândia, no Parque do Sabiá. O Cruzeiro, que dominou o jogo nos dois tempos, mas saiu atrás do marcador, acabou encontrando, na reta final, o gol da igualdade. Por muito pouco o lateral-direito Cáceres, que fez o gol, não faz o segundo.

Com muitos erros de passe e de marcação no primeiro tempo, o Cruzeiro acabou pecando na defensiva e no ataque. Intensidade tão pregada, de fato, aconteceu. Contudo, sem muito padrão, com excesso de individualismo e poucas finalizações no primeiro tempo. É o típico domínio matemático, mas que não se transforma em vantagem alguma. E justamente numa falha defensiva, o Cruzeiro viu sua rede balançar, com Reis. Aliás, o atacante "furou" a bola. Erros individuais de marcação da defesa celeste foram preponderantes para o gol do adversário. Na primeira etapa, Sóbis ainda carimbou a trave.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou mais "mordido", mais intenso e finalizando mais. Marcão, goleiro, do Uberlândia, acabou sendo o grande destaque dos 45min finais. Contudo, não conseguiu defender um chute de Cáceres, já nos acréscimos, que igualou a partida. Dois minutos depois, o próprio Cáceres, de cabeça, quase virou.

Placar final: 1 a 1.

O que pensar daqui para frente?

Os 11 que iniciaram a partida fatalmente não serão os titulares por muito tempo. Alan Ruschel mostrou falta de ritmo, Matheus Barbosa também jogou com o freio de mão puxado e Pottker... esse errou quase tudo que tentou. Menção ãs entradas de Matheus Pereira e Claudinho, que deram mais movimentação ao time e diminuíram os erros do Cruzeiro no campo de ataque.

Boa estreia

O menino Weverton mostrou personalidade e atuou muito bem. Tranquilo, rápido, bom no desarme, é um valor a ser trabalhado pelo treinador. Joia a ser lapidada.

Por: João Vitor Viana

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Pandemia: Uberlândia foi ameaçada de não sediar estreia no Mineiro

O clima em Uberlândia é tenso. Isso porque medidas restritivas têm sido tomadas na cidade a fim de conter o avanço do Covid-19. E justamente para conter a alta da pandemia local que os habitantes terão que cumprir o "toque de recolher", além de lei seca a partir dessa terça-feira (23). Um hospital de campanha acaba de ser aberto na cidade, que ficará fechada, segundo o prefeito Odelmo Leão, de 20h às 5h, sendo permitido apenas o funcionamento de hospitais e farmácias durante o período de recolhimento. O transporte público também não vai funcionar nesse horário. Por isso, as atividades econômicas e comerciais devem ser encerradas a tempo dos trabalhadores conseguirem pegar o transporte coletivo para voltarem para casa. Inicialmente, a restrição vale por sete dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período, quantas vezes for necessário. 

O problema disso tudo é que nesse cenário que o Cruzeiro enfrenta o Uberlândia. Tudo bem que há todas as medidas de profilaxia. Contudo, a cidade, hoje, não é segura para abrigar eventos coletivos, mesmo que sem torcida. A Federação Mineira de Futebol se manifestou sobre a manutenção da partida, que não cogitou ser adiada, mas mudar de cidade. O jogo iria para de Uberaba. Informações de momento dão conta que se as condições da pandemia piorarem, Uberaba está de sobreaviso.

Palavra do prefeito

“Amanhã (23), a partir das 20h até às 5h da manhã a cidade está fechada. Somente atendimento como farmácias será permitido, pois não podemos obstruir uma pessoa de buscar um medicamento. É momento de termos responsabilidade. Estamos desde a semana passada com medidas restritivas, fechando às 06h da tarde, não abrindo sábado e domingo. A cidade praticamente parou. Eu estou tentando equilibrar saúde e economia. Essa medida que será decretada hoje é mais um endurecimento. Espero que as pessoas nos ajudem, porque se for necessário, eu tomarei mais medidas em defesa da vida”, afirmou Odelmo.

Condições na cidade

Conforme o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde Uberlândia nesta segunda-feira, a cidade tem 65.757 casos confirmados de Covid-19, 985 óbitos e uma taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados a pacientes com coronavírus de 99%.

Por: João Vitor Viana

Cruzeiro se livrou de um carma

 O ex-jogador em atividade no DM, Anderson Vital, conhecido como Dedé, conseguiu, nesta segunda-feira, uma liminar que permite que ele assine com qualquer clube. Sob alegação de falta de depósito de FGTS, aquele que um dia jogou bola alega que a rescisão é inevitável e pede saída imediata para assinar com qualquer clube. O juiz da 48ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, Fábio Gonzaga de Carvalho, mencionou justamente isso como justificativa para liberar Dedé do contrato com o Cruzeiro. O jogador não atua desde 19 de outubro de 2019 e tem travado batalhas judiciais com o clube.

"Declarar, liminarmente e em sede de tutela antecipada, a mora contumaz do reclamado, com consequente declaração da rescisão indireta do contrato de trabalho desportivo, liberando-se o reclamante de qualquer vínculo trabalhista efederativo para com o reclamado, declarando-o o livre para exercera sua profissão, consoante disposto no artigo 5º, XIII da CF", lê-se na decisão.

Nesse primeiro momento, Dedé não teve nenhum "ok" para outros pedidos, que somados, inteiram mais de R$ 35 milhões. Tão somente dá ao atleta, momentaneamente, já que se trata de medida liminar, de assinar por algum clube. Difícil será alguém querer encarar esse desafio, já que Dedé não atua com regularidade há quase dois anos e, nos últimos cinco anos, não jogou, sequer, 40 partidas.

Escravo

Dedé chegou a alegar que vivia em condição análoga à de escravo no Cruzeiro, onde não recebia salário há meses. Naquele momento, não só teve seu pedido negado, como teve que pagar as custas do processo, algo pouco acima de R$ 277 mil.

Por: João Vitor Viana


(*) O Blog Cruzeiro Online tem parceria com o site Nação 5 Estrelas

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Vitória em jogo-treino, com ausências de Moreno e Giovanni

Assim como os jogos no Campeonato Mineiro, jogo-treino vale tão somente pelas observações e testes. O resultado em si pouco importa. Contudo, vale à pena observar algumas situações.

A primeira, é a escolha do time titular, que, aliás, deve ser o time da estreia no Mineiro, dia 27, às 16h30, contra o Uberlândia, no Parque do Sabiá. Fábio: Cáceres, Manoel, Paulo e Alan Ruschel; Matheus Neris, Matheus Barbosa e Marcinho; Felipe Augusto, William Pottker e Rafael Sóbis. No segundo tempo, Conceição pôs em campo: Lucas França, Geovane, Guilherme Matos, Weverton e Matheus Pereira; Adriano, Jadson e Claudinho; Bruno José (Stênio), Airton (Welinton) e Thiago. O meia Giovanni e o atacante Marcelo Moreno foram ausências notadas na atividade, vencida pelo Cruzeiro por 1 a 0, gol de Welinton.

Fora dos planos

Segundo informou o GloboEsporte, Giovanni é um jogador que não faz o perfil de Felipe Conceição e, por isso, algo quanto a ele deverá ser feito nos próximos dias. Está fora dos planos do treinador. Um empréstimo ou mesmo uma rescisão não está descartado. Tudo vai depender de conversas internas. Quanto a Moreno, o treinador irá observar um pouco o jogador antes de aproveitá-lo ou descartá-lo. Mas por não ter sido aproveitado e, num primeiro momento, não estar com problemas físicos, é algo para ficar de olho.

Por: João Vitor Viana 

Resumão da semana

Os últimos sete dias no Cruzeiro foram marcadas por despedidas dos gramados de um grande camisa 10 celeste, teve jogador chegando, jogador saindo, muita conversa de bastidor, mais um vídeo do NOTAS DA TOCA e, sábado, é dia de recordar tudo isso e também falar do que mais vem por aí.

Você se lembra bem, Montillo, que pelo Cruzeiro fez 36 gols em 122 jogos, encerrou sua carreira, sob lágrimas e aplausos dos poucos presentes, por causa da pandemia. Montillo afirmou há algum tempo que essa seria sua última temporada e, aos 36 anos, deixa os gramados, ainda sem um futuro definido. Sempre desejaremos algo brilhante a ele, já que honrou o manto celeste por um bom tempo.

Já nos bastidores, muitos nomes sendo falados para reforçar o Cruzeiro. Para a lateral-direita, o nome do jogador Eduardo, do Ceará, foi comentado, mas, por enquanto, fica em stand by. Fala-se que, inicialmente, não há uma preocupação quanto a ter todo o grupo fechado. Inclusive, defendemos que Felipe Conceição observe o elenco primeiro, principalmente porque vários foram os atletas contratados que são polivalentes. Exemplos disso são Matheus Neris e Matheus Barbosa. Este último, por exemplo, era zagueiro da Seleção Brasileira sub-17, quando fazia dupla com Marquinhos, hoje no PSG. Até por isso, não precisamos, também, de zagueiro. Nomes de atletas que estão em times de quinta categoria em Portugal foram ventilados, mas, ao que parece, deixados também de lado no momento. 

Já dentro de campo, o time se reapresentou, teve duas baixas - o zagueiro Ramon e o goleiro Vinícius testaram positivo para Covid-19 e estão em isolamento -, mas o time vai se reforçando. Chegou e assinou por quatro anos, o atacante Bruno José, de 22 anos, vindo do Internacional. Dos contratados, falta apenas a apresentação de Eduardo Brock, que estava no Ceará, mas já foi liberado

A semana teve, ainda, conversa fiada de Ney Franco e uma análise do trabalho inicial de André Mazzuco. Qual a sua opinião? Na nossa, inicialmente, parece bom. Vamos aguardar. Diferentemente do ano passado, quando um tal Bolicenho fazia uma lambança no clube, Mazzuco parece entender do riscado. 

O que vem por aí?

O Cruzeiro terá seu primeiro teste oficial no próximo sábado, contra o Uberlândia, às 16h30, no Parque do Sabiá. Durante a semana necessitará de fazer o pagamento ao PSTC, do Paraná, para findar o bloqueio de registro de atletas. O acordo deverá ser selado na próxima segunda-feira. Com o desbloqueio, o clube poderá registrar os seis atletas já anunciados oficialmente e todos deverão participar - não se sabe como titulares - do primeiro jogo do ano.

Por: João Vitor Viana 

PRÓXIMOS DIAS. CONFIRA!

 Os próximos sete dias do Cruzeiro prometem boas notícias, fim de um primeiro estágio de preparação, chegada de atletas, definições prévias de elenco e estreia no Campeonato Mineiro. A se contar o jogo-treino deste sábado, contra o Bolívar, ainda um pequeno teste para o técnico Felipe Conceição, que não deve se apegar muito aos números, mas ao desenvolvimento de um time para a meta final, que é subir para a elite do futebol nacional.

Para esta semana que se inicia, está previsto, internamente, o pagamento de atrasados de atletas e funcionários. O recurso vem da venda de jogadores. Estava previsto para ontem o pagamento pela venda de Jadsom, o que não chegou a ser confirmado pelo clube até o momento; e para os próximos dias o pagamento da venda do zagueiro Cacá, que vai jogar no mercado japonês. Nos bastidores, momentaneamente, não se fala em mais vendas, mas nada impede de algum outro negócio acontecer.

Desde a última segunda-feira os atletas vêm treinando na Toca II, muitas vezes debaixo de muita chuva, buscando um ambiente saudável, convivência com novos companheiros e adaptação ao estilo de jogo de Felipe Conceição. Aliás, o volante Matheus Barbosa disse que o Cruzeiro será intenso, compacto e ofensivo em 2021, características que há muito tempo o torcedor não vê, nem mesmo quando foi campeão da Copa do Brasil em 2017 e 2018.

Com uma preparação inicial, que visa uma meta maior, os primeiros jogos do ano serão de ajustes, de concretização de conceitos, de aperfeiçoamento de ideias e constatação ou não de carências. O zagueiro Eduardo Brock é aguardado essa semana para exames e assinatura de contrato até o fim do Mineiro de 2022. Devido a estar, ainda, em ação, não tendo férias, é possível que faça uma preparação especial no clube. Embora o clube não confirme especulações, há a possibilidade de ele definir alguns reforços também nessa semana, principalmente devido à uma sondagem do São Paulo por Orejuela. Uma primeira consulta do Tricolor Paulista assustou, mas não encerrou tratativas.

Registro de atletas

O Cruzeiro, até o momento, não confirma o adimplemento da dívida com o PSTC, do Paraná, motivo pelo qual desde novembro do ano passado não pode registrar atletas. Isso deverá ser feito nos próximos dias, até para que os atletas possam ser utilizados na estreia do time no Campeonato Mineiro, contra o Uberlândia. Aliás, o jogo da Raposa, que seria dia 28, às 10h, passou para dia 27, às 16h30, por pedido da televisão.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Reinício diferente



Tudo ainda está na teoria. A esperança parece, aos poucos, voltar aos torcedores celestes. Nas redes sociais, ao menos, é visível que o início dos trabalhos para 2021 são muito melhores que em 2020. Ok, tudo ainda é teoria. Ok, 2020 estava em frangalhos e foram necessárias medidas de contenção. Mas teve muitos erros também, tanto do Conselho Gestor, como no mandato tampão de Sérgio Santos Rodrigues. Erros que custaram não só a volta do Cruzeiro à elite, como desperdiçou uma grana que não podia. Por mim, um remendo financeiro fez o Cruzeiro permanecer na Série B, o que, diante das circunstâncias, era o que dava para fazer.

Terminou a temporada, teve o recesso de 15 dias e os caras voltaram. Diferente de 2020, quando não se tinha nem atleta direito para por em campo, o Cruzeiro começa com uma base. Jogadores se apresentando, contratados, reintegrados ou que subiram, além dos que permaneceram da temporada anterior. O técnico Felipe Conceição já tem algo com o que começar e os problemas fora de campo, que são muitos, parecem "menos grandes" do que era em 2020 nessa mesma época.

As cobranças quanto aos acertos salariais continuarão existindo, mas nota-se uma pausa, uma trégua, talvez esperando que aquilo prometido seja cumprido, diferentemente do ano passado. Com a venda de dois atletas, saída da sede administrativa e uma possível venda da sede campestre, o clube possivelmente terá um fôlego financeiro maior. E com salários postos em dia com o tempo, resolução de pendências financeiras que ativaram um bloqueio de registro de atletas e uma maior credibilidade maior, com novas adesões ao sócio, possivelmente 2021 será diferente de 2020. O início parece menos turbulento, com alguém que entende de futebol na ponta das negociações, ainda que outros, como Deivid e cia., ainda estejam por lá. Fazendo o que? Não se sabe. Mas só de não estar atrapalhando, já é uma ajuda.

O fato de jogadores como Marco Antônio, Zé Eduardo e outros iniciarem a temporada com chances de serem utilizados, já agrada bastante. Enquanto Marco Antônio conviveu com lesões em 2020, mas está na ponta dos cascos, Zé Eduardo chegou a um acordo com a diretoria de futebol, retirou o processo na justiça e está à disposição de Felipe Conceição. O menino, em 2021, terá chance de mostrar seu futebol, que tanto chamou a atenção fora de BH, mas que em BH, foi tratado com molecagem. Sejam bem-vindos!

Rômulo?

O ex-volante da base do Cruzeiro, Rômulo, postou em sua conta no Instagram, que está voltando ao Brasil. Especula-se interesse do Cruzeiro, que não vai mais insistir com Machado e parece, a cada dia, desistir do volante Felipe Ferreira. Como negócio de ocasião, Rômulo fecharia o setor do clube, que hoje conta com quatro jogadores (Adriano, Jadson, Matheus Neris e Matheus Barbosa). Será? Ele estava no La Serena, do Chile.

Por: João Vitor Viana