terça-feira, 11 de junho de 2024

Mais um anúncio em posição carente. Faltam, ao menos, mais três reforços, além de saídas de atletas que em nada ajuda ou ajudarão


O Cruzeiro de Pedrinho é bem diferente do de Pedro Martins e companhia. Além da preocupação com o passivo financeiro, Pedro Lourenço, proprietário do clube, quer ver atletas de ponta na equipe. Em entrevista, afirmou que vai fazer um aporte alto, de cerca de R$ 100 milhões até o final do ano e, em 2025, a folha do Cruzeiro será alta, no valor de R$ 20 milhões em média.

Pedro disse, ainda, que há a necessidade de saídas, até para diminuir os custos. Machado e Papagaio devem ser os primeiros. Palácios e Neris, questão de tempo. Um goleiro também deverá respirar novos ares, já que hoje, além de Cássio, há Anderson, Leo Aragão e Grando. Todos com mercado.

Nesta teça-feira (11/6), o clube confirmou o acerto com Kaio Jorge, de 22 anos, vindo da Juventus, por cinco temporadas. Filho de pai cruzeirense, Kaio desde cedo já ouviu falar da grandeza do clube, da torcida e da história celeste. Outros nomes vão chegar também. Um zagueiro, um volante e, ao menos um meia - contando a permanência de Matheus Pereira -, é vital. Vou além: mais dois atacantes. E se puder negociar alguém, bom também. Não é porque o Pedrinho tem grana que vai ficar só injetando, sem retorno. É empresário, precisa de lucro também. O Cruzeiro nunca poderá ser uma filantropia.

Aí me perguntam: e a base? Pois é. Há tempos cobro que Pedrão, Japa, Vitinho e outros que ainda estão no sub-20 sejam aproveitados. Por que, por exemplo, o Otávio não pode ser o terceiro goleiro? Em que Néris é melhor que Pedrão? Japa, sendo um coringa como lateral e volante, não poderia ser uma opção? Por que Papagaio tanto joga e Arthur, artilheiro da base, sequer é convocado? João Pedro é outro que precisa voltar a ter espaço, pela exposão física e velocidade que tem.

Com a chegada de Adilson, Fabricio, Célio Lúcio e outros componentes na base celeste, certamente, em médio e longo prazos, o clube vai revelar atletas, não perdendo, de forma bisonha, jogadores que poderiam ter livrado uma grande parte da dívida, como Vitor Roque e Messinho (Estevão). Lembrando que vendemos Fabrício Bruno a preço de banana; Bruno Viana, idem; Ederson de graça; Rafael (goleiro); e tantos outros.

A gestão mudou o patamar do clube, vai ter contratações boas, deixou o clube mais robusto e ambicioso, como sempre foi. Agora é saber medir investimentos com atletas jovens, formados no Cruzeiro, com alma e disposição de um cruzeirense de verdade. Depois que a base foi sucateada nas eras "Gilvan", "Wagner" e "SSR", Ronaldo recuperou, trouxe uma nova cara à base, antes, cabide de emprego e completamente amadora. O que se espera, agora, é a formatação de valores e atletas que façam, geração após geração, um time jovem, vibrante e vencedor. 


POR: JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 28 de maio de 2024

Jogo de quinta-feira (30/5) é para a torcida fazer o que mais sabe: empurrar o Cruzeiro à liderança


POR: JOÃO VITOR VIANA

Quinta-feira será um dia que o Mineirão, campo que representa o Cruzeiro, deverá estar bem cheio. Até essa terça (28/5), cerca de 35 mil ingressos já foram vendidos numa escala que deverá se aproximar dos 50 mil. Tudo isso porque o jogo contra o Católica vale a liderança do grupo, uma boa quantia em dinheiro (cerca de R$ 3 milhões) e classificação direta à próxima fase da Sul-Americana.

Caberá à maior torcida do Estado, então, fazer sua parte: empurrar o time para cima da Católica. Depois de um início medíocre - não há outra palavra - o Cruzeiro se recuperou, contou com a sorte e, agora, depende apenas de si para ser o primeiro. É uma chance boa de recuperação de recursos, rasgados após a perda do Mineiro e a eliminação ridícula na Copa do Brasil. Águas passadas quando a gestão era outra e tinha objetivos menores, agora o Cruzeiro não apenas está mais audacioso, como também não aceita situações assim. Elevou o patamar de exigência e tem em sua diretoria de futebol pessoas que visam mudar a cara do time, com nomes que cheguem para assumir a titularidade. Enquanto a janela não abre - só acontecerá um julho -, conversas vão acontecendo e, em breve, outros nomes serão anunciados, além de Cássio. Até lá é confiar e apoiar o time.

Contra o Católica, no entanto, desfalques importantes não poderão ajudar a equipe de Fernando Seabra. Arthur Gomes e Dinenno estão de fora, com o argentino parando por cerca de 3 meses, devido a uma cirurgia no púbis; e Matheus Vital, ainda se recuperando de uma cirurgia no ombro. Deverá voltar entre 8 e 12 semanas. Já Arthur deverá ficar de fora nos próximos dois compromissos celestes.

AUSÊNCIA Sei que estou meio ausente das resenhas, principalmente pós-jogo. O último que estive presente, aliás, no Independência, Deus nos livre. O jogo em si não foi ruim, mas poderia ter sido melhor. Valeu pela vitória simples. Pior mesmo foi o acesso ao estádio e a saída. Uma confusão em um espaço pequeno. Estádio de time de quinta categoria, aliás. Banheiros entupidos, fedorentos e extremamente mal conservados. Além disso, uma sujeira no estádio que dá vergonha. Quando o Cruzeiro manda seus jogos no Independência, além de vários setores não conseguirem assistir a várias partes do gramado, o que é um absurdo, precisa lidar com questões básicas, seja de conforto, higiene ou, mesmo, para pegar uma cerveja. Incrível como um estádio que custou milhões seja uma porcaria em quase tudo. 


Estádio sujo, vergonhoso


Banheiros transbordando


Visão ruim de vários pontos da partida


Quem senta, não enxerga absolutamente nada


Visão horrível do campo


Conforto zero. Independência é um estádio bem ruim em muitos sentidos ao torcedor

Fotos: João Vitor Viana / Blog Cruzeiro Online


segunda-feira, 29 de abril de 2024

Mudança de mãos e conserto de rota: em comum acordo, sai um descontente e entra um entusiasta




Cruzeiro foi adquirido por Pedro Lourenço, que passa a gerir o clube em outros moldes, mais perto da torcida e com vontade de investir

O Cruzeiro tem novo dono: sai Ronaldo e entra Pedro Lourenço. Ronaldo teve a coragem de pegar o clube em seu pior momento e, ainda que tenha visto nisso, uma oportunidade de negócio, é inegável que fez um bom trabalho de reestruturação, formou uma equipe, trouxe oxigênio financeiro e deu projeção a um clube que, historicamente, sempre foi gigante, mas se apequenou em 10 anos de desmandos gerenciais, culminando em parar em páginas policiais em diversos momentos.

No entanto, em pouco mais de dois anos, Ronaldo voltou a dar a credibilidade que o clube havia perdido, equacionou dívidas, pagou outra parte e, agora, passa o bastão a quem sempre vestiu e esteve junto à torcida: Pedro Lourenço, o Pedrinho BH.

CLIQUE AQUI E VEJA A ENTREVISTA DADA POR RONALDO, PEDRO LORENÇO E GABRIEL LIMA

Ao meu entender, deixa o clube alguém que já estava cansado de ser cobrado e entra um entusiasta. Ronaldo detestou a queima de sua imagem, os sucessivos questionamentos sobre investir. Contudo, isso partiu dele mesmo, que prometeu um ano audacioso e não é o que se viu. Com um diretor de futebol limitado - que acabou indo para o Vasco e vai passar um perrengue por lá -, e outros funcionários, alinhados com a política do bom e barato, Ronaldo não apostou em ousadia. Queria sim, com o tempo, deixar o Cruzeiro melhor. Mas gestão empresarial e futebol, para caminharem juntos, precisa de aceleração, por mais que haja uma dívida bilionária em questão.

Ronaldo sempre pregou que o principal era honrar os compromissos, fazer um time competitivo e diminuir a dívida. E isso cumpriu. Mas sendo Cruzeiro, um time de camisa pesada, a pressão é grande, mesmo que, por vezes, a torcida - ou parte dela - transpareça uma ingratidão com o agora, ex-gestor. 

Pelas redes sociais, a irmã de Ronaldo, Ione, disse estar triste e que ver o irmão tocar algo que estava lhe custando tempo, dinheiro e nada de reconhecimento, não era mais algo saudável. E isso teria sido o motivo de Ronaldo abrir mão de seu maior case de sucesso no futebol até aqui. Dessa forma, mais uma vez chegamos à conclusão que o Cruzeiro não evoluiria muito além do que vem mostrando em 2024 nas mãos do Fenômeno. Seria um time para não correr riscos, terminar bem o ano, chegar à Sul-Americana e, no máximo, tentar passar de fase da competição internacional desse ano que, inclusive, está bem mal num grupo deprimente.

Chega Pedrinho com planos novos, discurso motivador, contratação de um homem forte do futebol (Alexandre Mattos) e vontade de investir. Será que virá estádio? Quantos reforços e quais chegam no meio do ano? Teremos a tal ousadia e alegria na próxima janela? O torcedor passou a sonhar. Saiu do pesadelo causado por tropeços inacreditáveis para outra situação. 

Que o Cruzeiro mude de patamar. Que Pedrinho realize os sonhos do torcedor que, aliás, ele o é.


POR: JOÃO VITOR VIANA


sexta-feira, 26 de abril de 2024

2024 é de mais testes e amadorismo: o Cruzeiro de Ronaldo não é o mesmo que o do torcedor



O torcedor do Cruzeiro está impaciente e com razão. Isso porque o audacioso time anunciado por Ronaldo na virada do ano, por meio de carta aberta, não se concretizou. A SAF mantém uma espécie de estratégia ridícula aplicada pelo último presidente do clube, antes de ser vendido. A diferença e que agora paga dívida e salários em dia. Em campo, um time desconexo, com treinadores modificados a cada quatro meses e um trabalho questionável da direção.

Rafael Cabral saiu e deixou as portas fechadas com o torcedor, ainda que esteja emprestado. Falou muita asneira em sua apresentação no Grêmio e a torcida não o receberá de volta, por mais que tenha sido peça chave na reconstrução do clube em 22 e 23. Paga pela língua e não deixa saudade. Perdeu uma boa chance de por seu nome na história do time. Outro que saiu, já na hora extra, foi Pedro Martins. Entrevistas insossas, sorrisos lamentáveis e discurso de um profissional que parecia viver em um mundo paralelo. A torcida do clube agradece o Vasco por tirá-lo daqui. Já não merecia desde 2023.

Em campo, a torcida espera por respostas. Os bondes têm saído, ainda que aos poucos. Faltam Néris, Machado, Palácios, Ramiro, Papagaio... quem sabe em julho? Mas, antes disso, é preciso ter esquema, aproveitarem a base, por para jogar quem foi contratado e que nem do banco sai. A entrevista de Paulo André pouco mostrou de mudança, mas, ao menos, viu-se um semblante mais sério que na época das lorotas de Pedro Martins, um sujeito que nunca planejou o Cruzeiro e deu muita sorte em 22.

Agora é ver se com uma semana cheia e tempo de treinamento, Seabra vai parar de fazer mágica na escalação, sumindo com quem joga bem, e colocando pseudoatletas entre os 11. Pela Sul-Americana, sete mudanças, várias questionáveis e, outras, inaceitáveis. A torcida quer ver chances a Pedrão, Japa, João Pedro, Kaiki, Henrique, Bastistella, Artur. Mas a insistência com Neris, Machado e Papagaio trazem incertezas e a crença que tudo caminha pela busca, novamente, pelos 45 pontos.

Não bastasse o vexame na Copa do Brasil e a passividade da final e último jogo contra o rival, Ronaldo nada faz. Terceiriza a culpa e não se pronuncia. Paulo André, dois anos e quatro meses depois, disse que, agora, vai dar a cara a tapa. Pelo histórico recente, vai tomar muito.

Vamos ver se contra o Vitória conseguimos jogar, ao menos, de forma decente. O time que Ronaldo montou não é, nem de longe, o que a torcida imaginou. Desempenho pífio! 2024 parece que não começou...

POR: JOÃO VITOR VIANA 


quarta-feira, 10 de abril de 2024

Cruzeiro conserta a rota, mas não reconhece erro, que custou ao clube praticamente o ano de 2024



O torcedor do Cruzeiro iniciou o ano com esperanças maiores que em 2023. Se no ano passado a meta era ficar na elite e, ainda, buscar alcançar uma vaga na Sul-Americana, o que aconteceu, em 24 as coisas, segundo o próprio Ronaldo, seriam maiores, com anseios e buscas por ser protagonista nos campeonatos, mesmo que ainda sem poder medir forças com equipes com maior investimento. Contudo, o time seria competitivo e iria contratar atletas de patamares acima dos anteriores.

Vieram os jogadores e uma comissão técnica nova. Os "competentes" dirigentes nomeados por Ronaldo preferiram iniciar uma nova filosofia, em vez de apostar na continuidade de Fernando Seabra, que queria ficar. Contudo, não o valorizaram e não apostaram nele. Quatro meses depois, após dois vexames, chegaram à conclusão que fizeram errado. Vão pagar caro por isso! Afinal, o contrato de Larcamon iria até 2025.

Seabra virou de dispensado à solução em um curto espaço de tempo. Nesse período foi para o Bragantino, mas estava na equipe B. Voltou com um bom discurso e falando em aproveitar a base, que Larcamon quase sucateou. Pedrão, Japa, Fernando e João Pedro não tiveram chances. Uns até saíram. Que voltem a atuar. Kaiki também precisa de mais minutagem.

Se perguntarem a mim: era o treinador que você traria? Digo que não. Eu apostaria em alguém com mais pulso, bagagem e currículo. Mas já que veio, que faça um grande trabalho, como fez em 2023, em conjunto com Paulo Autuori. 

Seabra chega com respaldo da direção com o discurso que se alinha àquilo que o clube pensa, o que não aconteceu com Larcamon. Aliás, nada aconteceu com Larcamon, a não ser as escalações temerárias, as substuições lastimáveis e a falta de conhecimento de futebol. Ouso dizer que o Cruzeiro trouxe um "analfabeto à beira do gramado". Precisa estudar, entender e saber fazer, principalmente, o básico. A vinda dele ao Cruzeiro apenas mostrou mais um profissional que, caso mantenha sua linha de pensamento, vai sumir do cenário esportivo. Aliás, esse senhor comprometeu todo o ano de 2024. O que vier, agora, será lucro.

Que Seabra já mande a campo um time mais coeso, motivado e dentro de um esquema tático nesta quinta-feira (11/4), pela Sul-Americana. Hora de dar tempo para que ele trabalhe e dê chance a todos. Gostaria, no entanto, que Néris, Machado e Papagaio tivessem menos. Esses já mostraram que não servem como jogadores do clube.

Bilu

O atacante Bilu, em fase final de recuperação de lesão, renovou seu contrato até o fim de 2024. É uma opção bem melhor ao time que Papagaio.

Sócio do Futebol

Se você quer ser sócio do futebol deve ter passado pelo mesmo lastimável atendimento que eu. Esperei por meia hora para ser atendido. Além disso, quando se adquire um pacote anual, o torcedor tem que esperar sete dias úteis. Segundo o atendente, é para o "clube verificar os dados do torcedor para saber se não é fraude ou golpe". Não fiquei triste por esse tempo de dias. Afinal, não pude ir à final, quando Larcamon deu aquele vexame. Mas até hoje ainda não liberaram meu acesso ao site do Cruzeiro. A incompetência não é apenas na gestão da SAF. Vai também ao atendimento ao torcedor, tratado como um qualquer, entre outras áreas.

JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Chega de bizarrice! Ou chama a atenção para parar de fazer porcaria ou troca o comando!



É inadmissível um treinador do Cruzeiro querer inventar a roda. Fez isso contra o Sousa e conseguiu um grande vexame. Fez no primeiro jogo da final e teve que consertar durante a partida. No segundo jogo, com torcida a favor e vantagem de um gol, lá vem o sr. Larcamon de novo. Quer fazer algo além do básico para mostrar que entende mais que todos no mundo do futebol? Pois é. Não apenas não entende a mais, como entende a menos

O treinador deve acreditar que Neris é um jogador de seleção. Virou até capitão do time na Sul-Americana. Não sai do time por nada. Da dupla criada com Machado, jogadores contestáveis e que estavam tendo uma sequência discutível entre os 11 titulares, restou ele, imponente entre os preferidos de Larcomon. Um zagueiro que mais se assemelha a uma tragédia. Fraco, lento, ruim e que não serve nem para compor grupo. Mas o treinador quer "morrer abraçado".

Nesta segunda-feira (8/4), pode selar sua despedida do clube de forma melancólica. Chegou com pompa, com estilo dito ousado, de um time que iria para frente. Mas no segundo jogo da final e diante de um fraco adversário na Sul-Americana, se mostrou covarde, recuando o time, que não sabe se defender, principalmente porque ele opta pelos piores no fundamento da marcação.

Ao perder, por lesão, Mateus Vital, colocou João Marcelo que, aliás, não se sabe porque começou no banco. Ah, sim: porque Neris é titular, mesmo que sem nenhum embasamento. Em vez de buscar matar o jogo, numa partida que dominava e teria mais espaço, preferiu recuar e, o final, é conhecido. 61 mil vozes calaram-se diante do trágico maestro fora das quatro linhas, que mais se assemelha ao Professor Pardal. Mais uma vez foi ridículo! Mais uma vez mostrou não ter capacidade de escolher e substituir. Acha que sabe mais que qualquer pessoa. Vive num mundo que só ele enxerga, confia em jogador que só ele acredita e decide de uma forma que só ele acha que dará resultado. Quer ser mágico, mas se mostra um inventor. A roda já foi inventada, basta fazer o carro andar. 

Mas o carro de Larcamon é igual aquele dos Flintones! Um cara que acredita em Machado, Néris e Papagaio não  pode ficar.

Fora!


JOÃO VITOR VIANA

terça-feira, 26 de março de 2024

ALÔ, CRUZEIRO! Espero não haver dois pesos e duas medidas!



O Cruzeiro, após a eliminação humilhante para o fraco Sousa, da Paraíba, pegou três meninos, crias da base, e jogou aos leões, como exemplos para os demais. O motivo: participaram de festa dias depois da vergonha do clube e ainda publicaram em redes sociais. Para os dirigentes do clube, aquilo não era momento para farra e, tampouco, para agir como se nada tivesse acontecido. Fernando, por causa disso, acabou emprestado à Ferroviária, de Araraquara, Henrique voltou ao sub-20 e João Pedro treina, até hoje, em separado.

Pois bem. Eis que, agora, o equatoriano Cifuentes esteve presente a uma festa, agindo contra os valores do própria seleção, que já se pronunciou e falou em "punições futuras, possivelmente em convocações", lamentando o caso. O Cruzeiro, até o momento, não falou nada. E não pode se calar. Não pode deixar de agir. O momento é de final. E se teve atleta rodado em festa, deve passar pelo mesmo que os jovens. Por que só a base paga? Não mesmo!

Não há que se falar em dois pesos e duas medidas. Aliás, quanto mais velho se é, maior deve ser o exemplo aos mais novos. O Cruzeiro não pode se calar e, ainda, deve rever algumas situações. João Pedro tem talento e já pagou pelo que fez; Henrique é um jovem promissor que pode ajudar o time em vários momentos. E já que emprestou o Fernando, observe-o para a próxima temporada. Mas Cifuentes não pode ficar impune nem o clube calado.

Se há uma regra, que seja para todos!

Na gestão passada perdemos jovens por falta de gestão do senhor Sérgio Santos Rodrigues. Não queremos perder valores, dinheiro e acabar com futuro de jovens novamente. Para o bem do Cruzeiro e dos próprios atletas.


JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 4 de março de 2024

Líder da primeira fase e com muitos ajustes a serem feitos




Fim da primeira fase, o Cruzeiro concluiu, com êxito a sua participação. Em oito jogos, foi a melhor equipe em desempenho e, por conta disso, terá, pela frente, a vantagem de dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo número de gols. E fará, na semifinal, o seguundo jogo em casa, o mesmo ocorrendo se passar à final.

O melhor desempenho na primeira fase não ocorria desde 2018, quando, inclusive, venceu a competição. O Cruzeiro não é campeão mineiro desde 2019.

Em análise, o desempenho. Nico Larcamón rodou bem o time, criou um sistema, ajustou a equipe rapidamente. Contudo, há muito a melhorar, principalmente quanto à saída de bola, marcação e criação de jogadas. Em dois meses de preparação, sabe-se que o time não vai estar voando fisicamente, mas é preciso, também, fazer uma apuração técnica.

Nos bastidores, o clube ainda pode surpreender com alguma contratação. Contudo, a expectativa maior é pelo aproveitameto de Barreal, que pode melhorar bastante a questão ofensiva do Cruzeiro.

A zaga se firmou com João Marcelo e Zé Ivaldo e o meio, com Romero, tem estabilidade. Mas ainda há carência de algumas peças e uma necessidade de um aproveitamento maior dos jovens. A tal festa que Fernando, João Pedro e Henrique participaram brecaram esse aproveitamento, com os atletas punidos por extravagância. Contudo, isso não pode impedir que jovens, inclusive eles, sejam aproveitados no time. Afinal, são importantes valores que podem render muito dinheiro em breve.


JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Há muitas coisas a se resolverem, principalmente se não se sabe jogar com o regulamento




A eliminação ridícula e precoce do Cruzeiro diante do Sousa-PB, um time semiamador, trouxe à tona fragilidades do time, que ainda está longe de estar pronto. Não é porque venceu seu maior rival, com larga vantagem técnica e tática, que está tudo bem. Aliás, quando se tem setores cujos titulares (ou, agora, ex-titulares) fazem a diferença contra o próprio time, tudo tende a não dar certo.

Vale a pena dizer que quando o Cruzeiro joga para empatar, não tem competência. O jogo contra o Sousa foi o maior exemplo e muito me deixa pé atrás se o Cruzeiro jogar por dois resultados iguais na fase final do Mineiro. Com Néris e Machado em campo, não há placar em branco!

Estão chegando reforços, natural que outros saiam - Palácios deverá deixar o clube até o final da janela, por mais que os representantes dele forcem a barra dizendo que ele não sai. No entanto, a famosa palavra de reconstrução se mantém. Torcedor se deixa levar pela paixão, se ilude por uma ou mais vitórias e, no primeiro tropeço, começam a achar culpados e dizer que tudo é ruim.

Sabemos que um ou outro ali não dá mesmo e que o aproveitamento deles em campo mais atrapalha que ajuda. Mas esta intensidade de sentimentos é ruim. Porque num dia está tudo bom, no outro está péssimo, tem que demitir o técnico e o Ronaldo é horrível.

A inconstância de pensamento e de uma prcimônia na análise faz com quem muitas coisas não sejam entendidas. Uma delas é justamente essa noance do time, que é imensa ainda, por mais que a equipe tenha se capacitado em relação ao ano passado. Mas até mesmo os melhores do time estão passando por isso. Matheus Pereira, que deu passes para gols, perdeu pênalti e um gol feito no mesmo jogo. Este é o maior dos exemplos.

Então, nem tanto lá, nem tão cá. Mas uma coisa é certa: para jogar pelo regulamento, o Cruzeiro precisa estar mais coeso, com todos no mesmo pensamento. Nada de festinhas pós-eliminação, nada de desempenhos destoantes entre os atletas. É preciso uma harmonia, que ainda precisa ser trabalhada, interna e externamente.


JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Foi tranquilo: tudo como dantes, no quartel de Abrantes



Em partida que mais se assemelhou a um jogo-treino, o Cruzeiro bateu o Democrata, em Valadares, por 3 a 1. O time esteve bastante alterado, ou por conta de lesão, cartão ou opção do treinador Nico Larcamón. Contudo, diante de um adversário que não ofereceu tanta resistência, o Cruzeiro se impôs, abriu o placar logo cedo e, mesmo que tenha sofrido o empate, ainda no primeiro tempo voltou a ficar em vantagem. Os gols do primeiro tempo foram de Dinenno e Zé Ivaldo.

Na volta do intervalo, o Cruzeiro continuou mandando no jogo e obrigou o goleiro adversário a fazer boas defesas. Ou seja, o placar, finalizado com o gol de Papagaio, poderia ser bem mais dilatado.

O time se volta, agora, para a Copa do Brasil, quando vai pegar o Sousa, na Paraíba. Lucas Silva, Matheus Pereira, Robert, Romero e Marlon, ausentes do jogo contra o Democrata, 

E a tarefa terá um longo trajeto. Em vez de ir para João Pessoa, capital do Estado, por questão de logística e proximidade, o Cruzeiro embarca, ainda nesta segunda-feira (19/2) par Campina Grande, seguindo cerca de 300km, depois, de ônibus. Se fosse para João Pessoa a distância para Sousa seria superior a 420km.

O jogo contra o Sousa será quarta-feira, às 19h15, no Marizão.


JOÃO VITOR VIANA

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Não adianta chantagem ou golpe baixo! Tentaram de novo se apequenando, mas o gigante venceu!



É incrível como dirigentes da SAF do lado de lá agem como seres nanicos quando o adversário é o Cruzeiro. Sob alegação de evitar problemas, conseguiram proibir torcedor celeste de ir ao galinheiro azul. Contudo, se calam quando a briga nas arquibancadas, com socos, sopapos e palavrões aconteceram aos montes e, ainda, gritos homofóbicos e tentativas de invasão do campo também foram realidade. Além disso, vários copos atirados no gramado e, pasmem, marmita com arroz e feijão tropeiro também voaram após o segundo gol. Mas querer que dirigentes de pensamentos pequenos venham a público justificar o injustificável e, ainda, a FMF faça algo, como punir o time que torce, é querer demais.

Para quem viu o jogo pela TV e teve a mínima noção quando o hino tocou, a parte "a imagem do Cruzeiro resplandece" foi simplesmente editada, com o hino tocando menos. E ainda, sob fogos, o que representa uma falta de respeito imensa. Coisa idiota de quem pensa que isso intimida ou fere alguém. 

Resumidamente: a diretoria do rival tem uma tala na cara, pensa de um jeito mesquinho e vil e leva isso para o campo, sendo conivente com a falta de respeito, a ignorância, a brutalidade de seus próprios torcedores e ao antijogo. No fim da partida, perdida por merecimento e pasmaceira, teve jogador ainda falando de "arbitragem duvidosa". Sem meu pênalti, eu não consigo? Rafael pegou até pensamento na partida e se tivesse os famosos "pênaltis mandrakes", ele pegaria também. 

Em um jogo em que o Cruzeiro soube lidar com a pressão, estádio com recorde de público, torcida única e todo um bastidor repleto de mensagens de ódio e tentativa de intimidação, o Cruzeiro se mostrou gigante e astuto. Uma Raposa na etimologia da palavra. Nó tático em meio à soberba do torcedor rival, que parece viver num mundo paralelo. Nas redes, frases como "se não for pelo menos 4, eu nem vou", ou "cabe um placar de nove de novo" não foram poucos. Por fim, uma choradeira sem fim e pessoas caladas, enraivecidas e no ódio. Não com o Cruzeiro, mas com o próprio time que, segundo eles, não entrou em campo com a vontade que um clássico exige.

O pensamento que fica é: será que a mente pequena dos dirigentes, o futebol por ódio e a soberba não foram os maiores problemas por ali? Devido à vitória celeste, merecida e que poderia ser mais dilatada, hoje, o rival sequer iria às semifinais do Mineiro. Pior que isso é ver que terá, na sequência, Athletic e Tombense, times que não são bobos e que podem fazer o galo cair do poleiro mais uma vez, como fez a fantástica Patrocinense.

O Cruzeiro está em reconstrução, está investindo aos poucos, fazendo aquilo que deve acontecer, no tempo que deve acontecer. Por mais que torcedor fale que Ronaldo não invista, que isso, que aquilo, o Cruzeiro iniciou 2024 com um time melhor e mais maduro. Há, obviamente, ajustes a serem feitos, melhoria física, chegada de um ou outro atleta (pelo menos três têm que vir para serem titulares). Mas temos um ótimo goleiro e dois dos melhores laterais do país na atualidade. Zé Ivaldo e João Marcelo fizeram uma zaga sólida e têm tudo para darem certo; Romero deu a base para Lucas Silva jogar muito bem e Matheus Pereira dispensa apresentações. No ataque, ajustes maiores precisam ocorrer, principalmente pelas pontas, onde Robert e Arthur precisam render mais e subsidiar Dinenno com mais bolas. João Pedro pede passagem, Fernando terá sua oportunidade, mas tem gente chegando aí.

Em breve, Villalba e Cifuentes chegam a BH e outros, até final de março também podem chegar. Ao todo, sete estrangeiros podem compor o elenco do time e estarem em campo ao mesmo tempo. Logo, não seria estranho se pintassem mais gringos por aqui. 

O certo é que o Cruzeiro fez um bom jogo contra o rival. Venceu tudo e todos e com inteligência. Jogamos a bomba para o lado de lá. Se ela vai explodir ou não, não é problema nosso.


JOÃO VITOR VIANA