terça-feira, 2 de dezembro de 2014

BASE FORTE

Os torcedores cruzeirenses podem se acostumar aos nomes de Eurico, Bruno Ramires, Judivan e Hugo Ragelli nas escalações do time nos próximos anos. Afinal, o futuro do clube passa por eles. Assim como Mayke, Lucas Silva e Alisson, nomes sólidos dos profissionais, os quatro são oriundos das categorias de base e, pelo que demonstraram diante da Chapecoense, têm tudo para repetir o sucesso dos antigos companheiros (veja acima o gol de Ragelli).

O trabalho desenvolvido na Toca da Raposa I, local de concentração das divisões de base do Cruzeiro, vem sendo colhido nos últimos anos. Não são somente os títulos, mas também o número de jogadores revelados e aproveitados pela equipe de cima. No time misto na partida em Chapecó, quatro novas caras se apresentaram para a torcida. Conheça um pouco mais sobre eles.

Natural de Santa Luzia, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, Eurico se destacou no Campeonato Brasileiro Sub-20 de 2012, conquistado pelo Cruzeiro. O volante chegou às categorias de base do clube em 2008, quando ainda tinha 13 anos, e sempre mostrou personalidade forte, maturidade e coragem, por nunca fugir das divididas em campo e das responsabilidades fora dele. Eurico já disputou seis partidas pelo time profissional. Mas a primeira como titular foi diante da Chapecoense. Outro ponto forte do jogador é a versatilidade. Volante de origem, ele também atua como lateral-direito.  

- Eu procurei aproveitar a oportunidade, tanto como volante quanto como lateral. É sempre bom o jogador fazer mais de uma função em campo, porque isso ajuda na hora de ser relacionado. Há muito desgaste no Campeonato Brasileiro. No ano que vem vamos disputar o Mineiro e temos que estar preparados para corresponder e fazer o nosso melhor dentro de campo.  

Eurico elogiou o desempenho dos companheiros da base diante da Chapecoense e o trabalho feito pelo Cruzeiro nos últimos anos.  

- É muito bom. É sinal de que a categoria de base do Cruzeiro está sempre revelando bons jogadores. Quando a gente está lá, tenta aprender o máximo possível para chegar ao profissional pronto. Tivemos bom desempenho (domingo), tanto eu quanto o Judivan, o Hugo Ragelli e o Bruno. Temos que estar sempre preparados para fazer nosso papel da melhor forma possível.   

Ele surgiu no futebol como Bruno Edgar, nome de batismo. Mas aos poucos está se tornando conhecido como Bruno Ramires. Para entender o apelido, basta dar uma olhada na foto ao lado. E, também, vê-lo jogar. O estilo é semelhante ao ex-cruzeirense (e atualmente no Chelsea). O apelido não o incomoda, muito pelo contrário.  

- Podem me chamar de Bruno Ramires, tanto faz, é um apelido carinhoso, pelo estilo de jogo parecido. Fico muito feliz com isto. Meu estilo de jogo é de muita marcação, com saída de jogo rápida, com passadas largas. Chego bem à frente para procurar sempre surpreender o adversário.  

Baiano de Salvador, Bruno Ramires chegou ao Cruzeiro em 2007, com 13 anos, depois de ter passado por Bahia e Vitória. Também jogou pelo Itaúna, emprestado pelo Cruzeiro por dois anos, até voltar à Toca da Raposa em 2009, de onde não saiu mais. Jogou no time campeão brasileiro sub-20 em 2012. No domingo, aos 20 anos, teve a primeira chance entre os profissionais.  

- Todo jogador da base sonha com isto: uma chance no profissional. Agradeço a todo o elenco pela força que me deu, pela confiança. Estou muito feliz. 

A torcida cruzeirense deve ter se surpreendido ao ver a desenvoltura com que Judivan entrou em campo contra a Chapecoense. O estilo agressivo, que combina velocidade e habilidade, desmontou a defesa adversária e foi fundamental para o Cruzeiro empatar a partida, numa jogada sua pela direita, concluída com cabeceio de Hugo Ragelli. Este é o jeito de jogar do garoto de 19 anos, nascido na Paraíba e que, aos seis anos, se mudou para o interior de São Paulo, onde chamou a atenção dos olheiros do Cruzeiro.

- Eu venho trabalhando há bastante tempo. Estou treinando bastante e me dedicando ao máximo. Sem dúvida é isto que a torcida pode esperar, um jogador rápido, veloz, que parte pra cima - disse o jogador, desde 2010 no Cruzeiro.

O entrosamento com Hugo Ragelli vem desde o começo do ano, quando começaram a jogar juntos no time profissional. Judivan falou sobre o amigo como um legítimo campeão brasileiro.  

- Essa parceria já vem desde a base. Desde que ele chegou ao Cruzeiro temos este entrosamento. Hoje (domingo) não foi diferente. Pude dar um passe para ele fazer o gol. Estou muito feliz com minha estreia. É muito bom fazer parte deste grupo campeão brasileiro.  

Ragelli: estreia com estrela
Trinta e quatro segundos. Foi o tempo que Hugo Ragelli precisou para fazer o primeiro gol como jogador profissional. O atacante, que é de Montes Claros (norte de Minas), passou quatro anos na base do Palmeiras até chegar ao Cruzeiro, no começo deste ano. Ele entrou em campo no segundo tempo da partida contra a Chapecoense e não demorou a gravar o nome na história do tetracampeonato brasileiro da Raposa.  

- Eu sou um cara tranquilo, na minha, humilde. Eu vou buscar meu espaço no Cruzeiro. Vim para o Cruzeiro no começo deste ano e também estou fazendo muitos gols. Hoje (domingo), a minha estrela brilhou. Foi uma emoção muito grande: entrar em campo e em poucos segundos fazer um gol.

Para Hugo, o gol não foi por acaso, já que conhece bem o estilo de jogo do companheiro Judivan.  

- Esta parceria com o Judivan tem dado certo na base e hoje (domingo) deu certo também. Realizei um sonho de criança. Joguei com vários jogadores importantes. O Cruzeiro é um clube vitorioso. 

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6 comentários:

Paulo disse...

Esses garotos do Cruzeiro tem um futuro brilhante,são excelentes jogadores!

cleiton Gama disse...

E o Alex zagueiro??Essa é a parte ruim em 4 bons zagueiros jogando em alto nivel ja perdemos o Wallace que tinha o potencial tremendo e agora o Alex esquecido no banco.Se o Wallace foi vendido por quase 10 milhoes de euros sem jogar no time preincipal do cruzeiro imagine se tivesse chances

¶Azul•H(«MG»)¶® disse...

Já estão matando o Bruno Edgar,com essa comparação burra com Ramires,daí ficar Bruno Ramires. Bruno ,tem que vir,falar na imprensa e pedir pra ser chamado de apenas Bruno ou Bruno Edgar...Nada de Ramires.Dái a pouco aparece um adilson...Vão batizá-lo de Adilson pelé ( Lembram dele)?

RUTILHO disse...

Sem invenções e nem carapuças para esses garotos. Eurico já preenche a saída do Lucas não há necessidade de contratar outro. Judivan,Hugo e bruno podem ser opções para o profissional e participar do time B para o mineiro.Alex terá a sua vez na zaga. Dos marmanjos aproveitaria Dagoberto e dispensaria JB, Moreno, Borges, Dedé, Henrique, esses só atrapalham as nossas revelações.

Carlozeirense Alberto disse...

Salve,nação mais cruzeirense do mundo!O Cruzeiro precisa dar mais oportunidades às jóias da casa.Um exemplo de contratação indevida,foi o Neílton.Quantos talentos melhores que ele,estão lá na toca,clamando por uma única oportunidade?Quantas oportunidades foram dadas ao Neílton e quantas ele aproveitou?Nos,fanáticos pelo Cruzeiro,Temos papel fundamental que é o de apoiar os jovens talentos e cobrar um melhor aproveitamento deles nos jogos.Só assim,continuaremos fortes e soberanos.
Saudações cruzeirenses a todos!

Cruzeiro Online disse...

Acredito que o Campeonato Mineiro, com o passar do tempo e com os times mineiros jogando Libertadores será, de fato, laboratório para jogadores que querem aparecer. O próximo ano será de muitas chances a eles. Que eles mostrem futebol, maturidade para que, em breve, possam decidir Libertadores