quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A polêmica em laranja

Por: PC Almeida (Globoesporte.com)

Fala, Guerreiros!!!

Faltando exatamente uma semana para o lançamento da linha de uniformes do Cruzeiro para 2011, uma polêmica povoa as redes sociais e transcende para as ruas e arquibancadas. Trata-se do patrocínio master da camisa celeste. A questão nem é o patrocinador em si, mas sim a cor de sua logomarca que por força de contrato, será mantida no original.

O laranja no manto celeste não é nenhuma novidade. Ano passado já nos deparamos com tal estampa, para o terror dos mais fundamentalistas.

Questionada a respeito da estampa, o BMG argumentou dizendo que aquela era a cor de sua logo e o patrocínio de grandes clubes do Brasil fazia parte de uma campanha de divulgação da marca do banco. Daí contra-argumentamos: mas na camisa do Atlético Goianiense, em 2009, a logo era branca. Resposta: Se pagarmos ao Cruzeiro o mesmo que pagamos ao Atlético GO, permitimos a logomarca branca.

No entanto, o que parecia ser uma estratégia ousada, pode vir a ser um tiro no pé.

Não realizei nenhum tipo de pesquisa ou enquete entre os leitores do blog ou entre os meus seguidores do twitter, mas pude constatar que 10 entre 10 Cruzeirenses não gostam da estampa laranja na camisa celeste. Muitos deles declaram que não comprarão camisa do clube, enquanto a cor do patrocínio se mantiver laranja. Outros mais radicais, dizem que não pretendem comprar qualquer produto do referido banco.

Ora, um banco vive de bom relacionamento com seu cliente. Se o BMG insiste com a cor laranja na camisa celeste, está no seu direito, afinal paga por isso. Entretanto, há que se pensar de uma forma mais inteligente. Mexer com a paixão de milhões de pessoas apenas para comunicar ao mundo que sua cor é laranja, soa como intransigência e transparece que a empresa pensa apenas em si.

Seria muito mais simpático por parte do BMG que permitisse a logomarca na cor branca no uniforme nº1, e na camisa branca, aí sim, colocar o laranja, pois não agrediria tanto.

São duas questões que estão em jogo: Em primeiro, a tradição do Clube; em segundo, a questão estética: laranja no azul não combinam muito bem.

O Cruzeiro, por sua vez, faz ouvidos de mercador. Parece não se importar tanto que a venda de camisas caia. Segundo o departamento de marketing, a cor foi uma exigência expressa do patrocinador. Mas acho que poderiam rediscutir isso aí. A Reebok, outra parte interessada, também poderia engrossar o coro para que o BMG repense sua estratégia.

Alguns dirão que a venda de camisas importa muito pouco. O que vale é a exposição na mídia e a natural associação da marca com o clube. Eis outro equívoco mercadológico. A venda de camisas tem que ser uma fonte de renda importante para o clube, pois além do lucro, há a exposição nas ruas, que é uma mídia gratuita.

Penso que o BMG branco na camisa azul teria um destaque muito interessante. Ainda mais no azul profundo e maravilhoso do sacrossanto Manto Celeste! Imagino que o receio do marketing do banco seja a abertura de um precedente. Assim, os demais clubes patrocinados também não vão querer o laranjão estampado em suas camisas.

Mas cada caso tem que ser tratado com único. E o caso da camisa do Cruzeiro é especialissimo! Ainda mais se tratando de um clube que disputa a Libertadores, está sempre nas cabeças com um time forte, brigando por títulos e os ganhando.

Peço aqui que o Departamento de Marketing e a diretoria do Banco BMG reconsidere, pense melhor na sua estratégia de divulgação da marca. Uma empresa tem de ser versátil e pensar, primeiramente, no seu público consumidor e, sobretudo, nos consumidores potenciais.

Fica a dica!

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