terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

TERÇA-FEIRA É DIA! COLUNA DO ANDRÉ!

Por: André Luis Mapa

Solidez defensiva e mais de 300 minutos sem levar gol

Na conquista da Tríplice Coroa, em 2003, o Cruzeiro tinha como ponto forte a capacidade de criação de jogadas ofensivas e de concretização dessas chances em gols. Em 2011, a equipe celeste se destaca pela eficácia defensiva, já que não leva gol há mais de 300 minutos. O último foi contra o Palmeiras, em jogo válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado.

O técnico Cuca encontrou o equilíbrio defensivo nunca alcançado por Adilson Batista. Curiosamente, Adilson utilizava com regularidade um esquema tático com três volantes, teoricamente mais conservadora, enquanto Cuca escala o meio-campo do Cruzeiro com dois volantes e dois meias. Por este ponto de vista, o bom desempenho da defesa cruzeirense aparenta ser algo contraditório, mas nota-se que essa evolução é decorrente da chegada de reforços como o zagueiro Léo, que agregou maior qualidade ao setor, e da forma como o atual técnico posiciona seus jogadores.

Com a aproximação da estreia na Copa Libertadores, o Cruzeiro contratou um reforço de peso para a defesa: o zagueiro Maurício Victorino. Experiente, o uruguaio teve sua qualidade técnica e raça muito elogiadas, tanto pelo companheiro Montillo, quanto pelo compatriota Loco Abreu. Essa capacidade técnica é o maior diferencial entre Victorino e o atual titular, Gil, ainda muito criticado pela torcida e que deve perder a vaga para o uruguaio.

Em contrapartida à boa fase do setor defensivo, o Cruzeiro enfrenta dificuldades no ataque. Mesmo tendo marcado sete gols na temporada, contando o amistoso contra o Uberlândia, a equipe celeste fez seis destes no segundo tempo, após substituições efetuadas pelo treinador. Thiago Ribeiro, artilheiro da última Libertadores, ainda não marcou em 2011, e Wellington Paulista fez apenas um, de pênalti. Os destaques são os reservas Wallyson e Dudu, que têm entrado bem nos jogos.

Contudo, a solidez defensiva tem sido característica marcante nos últimos campeões brasileiros e da Libertadores, exemplo maior da eficácia deste tipo de jogo é o São Paulo, tricampeão brasileiro e o Internacional, atual campeão da Libertadores. Em um campeonato com fases de mata-mata, uma equipe equilibrada e que sofre poucos gols é essencial para quem pretende ser campeão.

Um comentário:

Alyson Soares disse...

A eficácia defensiva tem a participação de todos. Os atacantes marcam a saída de bola, os meias prendem jogadores adversários na defesa, os volantes destroem as jogadas inimigas, os zagueiros e o goleiro evitam que as bolas cheguem à nossa meta.
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