sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

RESUMÃO DE SEXTA

RACISMO SENDO APURADO
A Conmebol informou nesta sexta-feira que vai abrir investigação para apurar as manifestações de racismo contra o volante Tinga, após receber a queixa formal do Cruzeiro, na quinta. Alvo da queixa, o Real Garcilaso poderá sofrer duras punições em razão do comportamento discriminatório de sua torcida. Pelo Regulamento Disciplinar da entidade, atos racistas podem até causar a desclassificação do time."A Unidade Disciplinar da Conmebol abriu uma investigação preliminar diante da denúncia recebida no dia de ontem por parte do Cruzeiro. O clube brasileiro reclama que no jogo disputado no dia 12, contra o Real Atlético Garcilaso, torcedores do clube local mostraram conduta racista contra o jogador Paulo César Fonseca do Nascimento 'Tinga'", registrou a Conmebol, em nota. A entidade destacou que a investigação ainda é preliminar e que pode culminar com a abertura de um expediente disciplinar contra o clube do Peru. Segundo o artigo 12 do Regulamento Disciplinar, a punição por atos discriminatórios pode ir de uma multa de US$ 3 mil até a eliminação do campeonato, passando ainda por perda de mando de campo, jogos sem torcida e perda de pontos. Tinga sofreu ataques verbais dos torcedores do Real Garcilaso desde que entrou em campo no Peru, durante o segundo tempo da partida disputada em Huancayo, em rodada válida pelo Grupo 5 da Copa Libertadores. Após substituir Dagoberto, na estreia do Cruzeiro na competição, Tinga ouviu torcedores locais emitirem sons de macacos.

SOFRIMENTO FAMILIAR
A família do volante Tinga foi quem mais sofreu com os insultos racistas praticados contra o jogador, na última quarta-feira, em Huancayo, no Peru. Em entrevista à rádio CBN, o atleta celeste revelou que seu filho chorou ao assistir às cenas de preconceito dos torcedores peruanos. "Quando acabou o jogo, meu filho começou a chorar muito e hoje (quinta) já não quis ir à escola. Eu estou preparado porque minha vida foi de provações desde o início, mas minha família não está", afirmou Tinga, em entrevista à Rádio CBN.  O episódio no Peru ganhou repercussão mundial. Vários jogadores, entre eles Neymar e Ronaldinho Gaúcho, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e até a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, manifestaram apoio ao atleta celeste. Tinga acredita que o momento é de aproveitar a ampla divulgação do caso em benefício da cruzada contra o preconceito. "A vida vai continuar. Já aconteceu isso outras vezes, talvez não tenha tido a mesma repercussão. Acho que talvez chegou o momento de aproveitar que todos se manifestaram, de todas as classes, de todas as áreas, e tentar fazer uma melhoria nem que seja cada um dentro de sua casa, dentro do seu convívio", avaliou.

NÃO HOUVE RELATO DO ÁRBITRO
O árbitro venezuelano José Argote não relatou em súmula os insultos racistas sofridos pelo volante Tinga, na partida entre Real Garcilaso e Cruzeiro, na última quarta-feira, em Huancayo, no Peru. A informação foi repassada pela Conmebol ao presidente do Tribunal Disciplinar da entidade, o advogado brasileiro Caio César Rocha. Apesar da falha do árbitro, que inclusive é negro, a abertura de inquérito para apurar os incidentes deve ser feita com base em imagens da partida. "Não vi a súmula e nem vou participar do julgamento, mas a notificação que chegou da Conmebol foi de que a arbitragem não descreveu o caso de racismo na súmula. Nessa situação, contudo, o próprio vídeo com as imagens pode ser suficiente. Não sei se de repente o juiz não percebeu os gritos durante o jogo", disse Caio César Rocha ao site da ESPN.

Um comentário:

Eucario Cesar disse...

só tem o 'caso tinga' para ser dito a partir de agora...