quinta-feira, 14 de agosto de 2014

CONCORRÊNCIA PARA ESTAMPAR A MARCA NA CAMISA AZUL

Em alta pelas boas campanhas nos últimos dois anos, o Cruzeiro está valorizado no mercado e há uma grande concorrência para o fornecimento de material esportivo do clube. Segundo foi apurado, ao menos sete empresas, incluindo a atual fornecedora, demonstraram interesse em estampar a sua marca na camisa estrelada.

O contrato atual é com a Vulcabrás, dona da marca Olympikus, que vai até dezembro deste ano. Mas outras seis empresas já chegaram a consultar o clube estrelado e outras até abriram negociações: Under Armour, Penalty, Umbro, Adidas, Nike e Puma.

Há mais de dez anos trabalhando no clube estrelado, o diretor Robson Pires admite que nunca houve tanto assédio sobre a marca e atribui ao bom momento nas quatro linhas, com a conquista do título brasileiro de 2013 e a liderança na edição atual da competição. "É normal uma conversa quando está encerrando o contrato, mas pelo momento do Cruzeiro é mais forte ainda e há um apelo muito grande", comentou.

O grande interesse chama a atenção especialmente por se tratar de um ano de Copa do Mundo, quando as atenções e os investimentos das principais empresas de artigos esportivos estiveram voltados para as seleções nacionais.

Dentre as consultas e conversas iniciais, as negociações só avançaram com a Under Armour e a Penalty, que surgem como reais candidatas a substituírem a Olympikus ao fim desta temporada.

A Under Armour é uma empresa americana que tem investido no futebol para expandir a sua marca mundialmente. Fechou patrocínios recentes com Tottenham, da Inglaterra, Toluca, do México e Colo-Colo, do Chile. A intenção de entrar no mercado brasileiro por intermédio de grandes clubes.

Já a brasileira Penalty é a empresa que está com as tratativas mais avançadas com o Cruzeiro. Patrocinadora de São Paulo e Vasco, além de outros clubes brasileiros, já teria apresentado inclusive uma proposta que agradou os cruzeirenses.

Robson Pires confirma as negociações e reuniões com as duas marcas, mas não fala sobre valores e garante que a preferência é da fornecedora atual. "Há um assédio muito forte porque o Cruzeiro é o atual campeão brasileiro. Mas o Cruzeiro tem contrato com a Olympikus, que tem a preferência de renovação", destacou.

Segundo a gerente de Marketing do grupo Vulcabrás, Ana Cristina Hochscheidt, disse que a intenção é renovar o contrato. "A gente tem essa preferência e pretendemos exercê-la, até porque o Cruzeiro é um clube que nós já temos uma parceria antiga. O clube vive um excelente momento, já estamos encaminhando a negociação", disse.

O grupo Vulcabrás, detentor da marca Olympikus, já tem a parceria com o Cruzeiro desde 2009, quando utilizava a Rebook na camisa estrelada. Como tem a preferência, a tendência é de que renove desde que ao menos iguale a proposta dos outros concorrentes.

O dirigente celeste, no entanto, garante que, além da questão financeira, será levada em consideração outros fatores, como a qualidade do material e a capacidade de atender a demanda, já que a torcida reclamou bastante da falta de produtos nas prateleiras nos últimos anos. "O presidente Gilvan tem exigido isso de nós executivos", comentou.

Ana Cristina garante que os problemas de distribuição de material foram saneados nesta temporada. "Isso já foi superado, foi do ano passado. Realmente fomos surpreendidos pelo mudança no processo da confecção das camisas (por causa do aumento do dólar, o material voltou a ser produzidas em território brasileiro e não na China), como todo mercado, mas é algo já superado. Esse ano não tivemos nenhum tipo de problema", ressaltou.

Ao contrário do patrocínio do BMG que já está bem encaminhado e deve ser anunciado em breve, a diretoria do Cruzeiro trabalha com um prazo maior para definir a fornecedora de material esportivo. A definição oficial deve ocorrer de dois a três meses, já na reta final do Campeonato Brasileiro.

Um comentário:

cleiton Gama disse...

Quem pagar mais leva kkk, mas quero que a Under Armour acerte com o cruzeiro.Em relação ao BMG temos que nos contentar com ela (apesar do laranjão horrivel) pois alem de nos ajudar com alguns investimentos vale lembrar que alguns grandes clubes brasileiros estão sem seus patrocinadores masters e que com o nivel que o futebol brasileiro esta hoje dificilmente as impresas investiram pesado no futebol.